quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O nosso soneto da fortuna

  • 16 - 24 - 30 - 43 - 46
  • 2 - 3 
Erros nossos, má fortuna, dinheiro ardente
Em nossa maldição se agregaram
Os números e a sorte passaram ao  lado
Que para nós bastavam milhões, somente.

Tudo passámos; mas temos tão presente
A grande desilusão dos números que passaram
Que os semanais sorteios nos mostraram
A não querer já nunca ser contente.

Errámos todas as bolas do concurso
Demos causa a que a maldição castigasse
As nossas mal fundadas esperanças.

De euros não vimos senão alguns cêntimos
Oh! Quem tanto quisesse que não fartasse
Este nosso desejo de Fortuna!


(Faz sentido ou estará Camões a dar voltas no túmulo?)

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Olha, apetece-me moderar outra vez! Rais' partam lá isto!

P.S.: Não sou responsável por aquelas letrinhas e números enfadonhos que pedem aos robots que cá vêem ler-nos.