quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Vamos a mais outra história de famíla

Como disse antes, éramos uma família humilde. A minha mãe mantinha, por trás da casa antiga que hoje está inabitável e a cair aos pedaços, um galinheiro cujo telhado ficava ao nível da porta das traseiras, por onde se entrava para a cozinha (este detalhe é importante para conseguirem imaginar o que vem a seguir). Alimentava as galinhas diariamente, pois eram uma das nossas fontes de comida. E matava-as e depenava-as, com as próprias mãozinhas. Eu nunca fui capaz disso.
Quando calhava o meu pai chegar tarde e a más horas, depois de um dia de trabalho dele e dela, depois de alguma comezaina relaxante de final de dia para ele e sem que ele tivesse avisado que tal iria acontecer, o que fazia ela, sob um estado de irritação tal? Pois, não estão a ver, pois não? Ela pegava no prato do jantar dele, que tinha estado na mesa durante algum tempo até concluirmos que efectivamente ele já não vinha jantar a casa, e atirava-o, irada, para o telhado do galinheiro. Prato, comida e o que mais houvesse que fosse destinado ao meu pai. Aconteceu duas ou três vezes. E foi uma das razões por que a Clélia (nome estranho, não era?), a inquilina dos anexos da nossa casa arrendada, senhora de idade avançada sobre quem recaíam suspeitas de actos de loucura e bruxaria, dizia que aquela casa estava assombrada e de vez em quando aconteciam coisas estranhas.

17 comentários:

  1. https://www.youtube.com/watch?x-yt-ts=1421828030&v=pSlXdZjKLUw&x-yt-cl=84411374

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Anónimo copião, é o que é!

      Eliminar
    2. Copiona!
      Estava só a tentar aclamar os seus intentos para evitar uma overdose de histórias familiares... tal como o puto diz, só gosto/gostamos às vezes...

      Eliminar
    3. Anónimo, as minhas overdoses são controladas por mim, não por vocês :) E que eu saiba, 2 histórias ainda não são overdose. Mas está à vontade para cá voltar mais tarde, bastante mais tarde, caso não goste das minhas histórias. É que não tem que gostar, táb bem? Eu não me importo que não goste, tá bem?

      Eliminar
    4. Eu não digo...Sempre a escorraçar-me...
      Lida mal com a adversidade.
      Relaxe..."tá bem"?
      ;)

      Eliminar
    5. Lido, pois. Quem é que gosta de adversidades, diga-me? Mas não lhe barrei o caminho, pois não? Nem para ir nem para voltar, tá bem? Sinta-se à vontade para fazer o que quiser. :)

      Eliminar
    6. "Tá bem".
      :)

      PS: Esse seu mau feitio não será um qualquer recalcamento por a sua Mãe a prender de castigo no galinheiro quando se portava mal? Ainda vamos ter uma terceira história, estou em crer...

      Eliminar
    7. Ahh, essa história não a contarei, porque nunca aconteceu. É capaz de haver mais histórias lá para a frente. Se quiser avis-o para não vir cá nesse dia, tá bem? :)

      Mas sabe quem é que ia para o galinheiro, nessa altura? Os rapazes, para que a barba lhes crescesse mais depressa e se tornassem Homens. Não passou por isso, não?

      Eliminar
    8. Como assim se já lhe disse que sou "copiona" e não "copião" uns comentários mais acima?

      Sou uma delicada de delelicada, macia e alva tez, cabelos angélicos e ebúrneos ombros...

      Registo com agrado a resposta ao meu último comentário. Pensei que ía repetir o expediente habitual de, de repente me deixar sem resposta, numa atitude de uma frieza e sadismo só igualável pelo "coito interrompido" nas proximidades do "Santo Graal"...
      ;)

      Eliminar
    9. Ahhh! Lá em cima pensei que estivesse a chamar-ME copiona, e não a si própria.

      Mas diga lá, antigamente havia mulheres com barba, não havia? Procure no google fotografias da "Gabriela, restaurante" e veja um belo exemplo do que acabei de lhe contar. Foto, que aliás, está partilhada algures neste tasco, num post remoto...

      Eliminar
    10. Acha que se eu fosse Gajo estava aqui a perder tempo com estas conversas? Estava na tasca da esquina numa "comezaina relaxante de final de dia" com os amigos...
      Claro está que me arriscava a ter a palamenta e respetiva refeição no capoeiro...

      Sou comatí. Gaija e professora.

      Eliminar
    11. Porque é que não acredito nisso? :)

      Eliminar
    12. Porque avalia os outros pelos seus princípios?
      ;)

      Eliminar
    13. Donde é que isso surge? Simplesmente li "escorraçado" escrito por si já hoje. Se isto não é indicação de género, não sei o que será :)

      Eliminar
    14. Ups?!?!?!?!?!?
      O Paulo Gonzo teria mais facilidade em fugir-lhe...
      :)

      Eliminar
    15. Ok! Eu confesso:
      https://www.youtube.com/watch?v=guKKlrNyz0w

      ;) Sinta-se respeitosa e fraternamente abraçada. Simpatizo consigo.

      Eliminar
    16. Haja quem.
      Obrigada, tá bem? :)

      Eliminar

Olha, apetece-me moderar outra vez! Rais' partam lá isto!

P.S.: Não sou responsável por aquelas letrinhas e números enfadonhos que pedem aos robots que cá vêem ler-nos.