segunda-feira, 10 de junho de 2013

Irritações - XXIV

Ouvir crianças de 7 anos a chamarem "puta" a outra criança com 4 anos, a usarem vernáculo com os pais por perto,  e ver crianças de 7 anos a mostrarem o dedo do meio uns aos outros. Eu não acho nada aceitável. Isto enquanto decorria uma espécie de jogo de bola entre os cachopos. Faz-me questionar a partir de que idade é que eu começarei a achar esta linguagem normal, quando usada pelo meu filho.

17 comentários:

  1. Parece-me faltar aí uns aquecimentos de orelhas por parte de uns progenitores... ou talvez nos próprios progenitores!!!

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    1. Catsone, eu vi um dos progenitores a puxar a orelha ao miúdo numa das vezes. Não evitou que repetisse a gracinha. Há mais qualquer coisa a falhar. Talvez esse puxão aos progenitores, sim.

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  2. http://www.youtube.com/watch?v=bMCP6RKelsw

    Bizinho (o tal que as "vizinhas" acham um anormal...)

    :(

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    1. Bizinho, foste parar à caixa de Spam. Resolve lá isso, sim?
      Quanto ao video, não tenho qualquer dúvida: tenho um imitador em casa. E que bem que ele imita, para o bem a para o mal!

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    2. Mas afinal quem acha quem anormal?
      Espero que a intenção tenha sido somente a de fazer a rima!

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  3. Porrada neles. Pais e filhos.

    R.

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    1. R. bem merecem: uns e outros! Não é fácil :)

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  4. Eu, aos 7, rezava 10 pai-nossos e 10 avé-marias por dia e deu no que deu.
    Se calhar é melhor assim! :)

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    1. Porra, MG, rezavas mais do que eu, hombre!

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  5. E tu assististe e não reagiste?
    Olha, eu não ficava quieta!

    Eu tenho um péssimo defeito... "arvoro-me em educadora do mundo" (são os ossos da nossa profissão, pensar que podemos educar os putos e os paizinhos também) e às vezes passo-me da marmita.

    Aqui há atrasado estava eu na FNAC e dou com uma camada de putos das mais variadas idades (talvez dos 2 anos até aos 12) especados num ecrã que estava a passar as imagens do demo de um jogo horrível e super violento, com classificação para mais de 18anos! Os mais velhos gabavam-se aos mais novos que conheciam, já tinham visto ou que até o jogavam em casa...
    Aquilo remexeu-me nas tripas quando reparei no mais novinho, sentadinho no banco e agarradinho a outro puto um pouco mais velho, com os olhos colados naquelas imagens... e reparo num grupo de 3 ou 4 gajas, logo a seguir entretidas na palheta.

    Não podia ficar indiferente e nada fazer... então, para espanto do meu filho que estava comigo, peguei numa caixa do jogo e meti-me entre as imagens e os putos. Mal obtive a atenção deles, perguntei-lhes com a caixa virada para os narizes deles: "vocês sabem que nº é este? Este jogo é para gente grande, não é para ser jogado por meninos da vossa idade!"
    O mais arrebitado tinha a resposta pronta debaixo da língua e disse logo com ar mal educado: "ai, a minha mãe deixa-me jogar esse jogo!" Eu só lhe respondi, ainda na esperança que o meu "nº de circo" chamasse a atenção das mãezinhas... "se deixa jogar então não devia".

    Retirei-me dali, frustrada por me aperceber que as mães nem me chegaram sequer a ouvir... e consciente de que os putos, passados uns minutos, já se teriam esquecido da maluca que lhes foi falar.

    :((

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    1. Vizinha, estando pais presentes, a assistir, vou eu interferir com eles? Eles são tão adultos como eu.
      Quanto à miúda a quem chamaram tal coisa, a ela disse-lhe que se tal voltasse a acontecer, que fosse queixar-se aos pais (dela). Achas que uma festa de anos era o momento para eu meter-me no meio dum jogo de futebol e dizer aos miúdos para não dizerem caralhadas ou para enfiarem os dedos noutro lado?
      Eu olho pelo meu e por aqueles por quem sou diariamente responsável. Acho que não me devo meter quando há outros pais presentes.

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  6. Nestas idades, a responsabilidade é dos pais principalmente "Ah e tal que é no colégio e ninguém tem mão neles..." Eu também cheguei certo dia a casa (reza a lenda) a partilhar com o mundo a palavra "puta" aprendida com algum colaguinha do infantário. Tinha 3 anos e a avó tentou repreender. A minha mãe pediu-lhe que me ignorasse nos largos minutos em que cirandei ali a ver o efeito da palavra. Quando acabou o show por falta de atençao parei. Quando a idade já permitia saber o que era ou não apropriado, a regra era outra: palavrões? Pimenta na língua. Fiquei-me pela ameaça que a mãe é pessoa de cumprir promessas.

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    1. Pusinkito, os pais da miúda cujo irmão festejou os anos, fizeram-lhe isso uma vez...à miúda :)
      Felizmente, nunca tive necessidade de barrar a língua do meu com tal especiaria. :)

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  7. Embora eu por vezes pareça um gajo das docas (afinal trabalhei na indústria naval um ror de anos) e utilize muito vernáculo, não gosto de ouvir os miúdos a discorrer sobre as amigos e as amigas de forma acintosa, bem como dos adultos.
    Acho que isso é falta de educação, ponto! e por vezes a preocupação que os paizinhos demonstram em público, tem mais a ver com eles do que com os próprios miúdos. Tivessem feito o trabalho de casa, não passariam vergonhas na rua!

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    1. Leão desbragado, não poderia concordar mais contigo, nesta questão. :)

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  8. Já vi pais a chamarem filhos da puta e etc aos filhos...Infelizmente é esta a realidade. Até no Algarve, o nosso "cabrão" termo carinhoso usado para nos referirmos a alguém foi substituído por outras coisas piores.
    No norte é muito pior, carago!

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    1. Tio, sem dúvida que é; é linguagem diária, chamam FdP uns aos outros como se dos nomes próprios se tratassem. :)

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Olha, apetece-me moderar outra vez! Rais' partam lá isto!

P.S.: Não sou responsável por aquelas letrinhas e números enfadonhos que pedem aos robots que cá vêem ler-nos.