quinta-feira, 13 de junho de 2013

Se ela chegar aqui, vai dar-me um tiro

Hoje ouvi parte da Prova Oral, na Antena 3, programa diário onde o Alvim e a Xana conversam, bastante informalmente, sobre os mais variados assuntos, com convidados.
Hoje, a convidada foi uma blogger bastante conhecida na blogosfera, que está linkada ali ao lado, e que escreveu um livro que virá a público recentemente.
Gosto muito do que ela escreve no blog: é assertiva, põe o dedo na ferida, não tem papas na língua, doa a quem doer, usa bem a língua portuguesa, e não se escusa a falar dos tormentos que assolam as mentes femininas que se aproximam dos 40 anos ou que já lá estão. É uma verdadeira força da natureza.
Mas bolas! 
Uma pessoa cria admiração por outra que não conhece, baseada no que esta escreve. Pensa frequentemente "Quem me dera ter sido eu a escrever isto, é que ela está tão, mas tão certa!".
E depois ouve-a na rádio. E continua a gostar do que é dito por ela. Mas começa a torcer o nariz a certos tíques linguísticos verbais, que não transparecem no blogue. Detesta a voz, da qual a dona, obviamente, não tem culpa. Mas é que a acha mesmo insuportável. E depois fica com pena e começa a pensar "Porra, ela é a mesma pessoa que escreve aquelas coisas todas tão lógicas. Como é que é possível eu não gostar de a ouvir?". 
Isto é a pura verdade: era o que me ocorria enquanto ouvia os convivas radiofónicos de hoje. Que desilusão que eu senti! E ela sem culpa nenhuma!



6 comentários:

  1. Eu via no Goucha mas também não prestei muita atenção nem reparei na voz.

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    1. Marisa, não a vi. Aliás, só a ouvi por acaso, porque o rádio do carro estava sintonizado na Antena 3, que é, efectivamente, a rádio que me acompanha. :)

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  2. Isso não será preconceito?
    Eu contra mim falo, que aquelas vozes "à tia" também me fazem os pelos baterem palmas...
    Mas o que é importante não é a forma como se diz e sim o que se diz!

    Jokas

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    1. Leão, até admito que seja. Mas pergunto: preconceito em relação a quê, se não achei que a pessoa em questão tivesse voz de tia? Apenas achei que era bastante desagradável, pouco feminina, com sons sibilantes que me irritaram...não era nada como eu tinha imaginado que fosse. :)
      E tens razão, mas isso eu digo no post: o que ela diz é mais importante que a voz com a qual nasceu. :)

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  3. Lol, e agora cada vez que lês um texto dessa autora, o fazes com a voz dela na mente :D

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    1. Catsy, é que vai ser assim mesmo. E espero continuar a gostar do que escreve, que é de facto o que interessa, no meio deste meu desgosto enorme!

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Olha, apetece-me moderar outra vez! Rais' partam lá isto!

P.S.: Não sou responsável por aquelas letrinhas e números enfadonhos que pedem aos robots que cá vêem ler-nos.