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Resiliência

Estou há uma semana no mesmo nível das frutinhas, já estive a uma aranha de o ganhar, a sete maçãs, já usei todas as ajudas e nada e ainda não desisti.

E as alheiras, Pseudo? Onde estão as alheiras?

Ficaram no local onde tínhamos planeado ir comprá-las. Sim, as de Trás-os-Montes. Mas como me portei mal durante a semana e o MQT estava com pouca vontade de conduzir tanto e até tão longe, só fomos até ao Arco do Baúlhe. De regresso, ainda vimos a malta de barba rija e pança de cerveja a prepararem-se com uns grelhados ao ar livre e umas bejecas para aguentarem  a etapa Fafe-Lameirinha. Era um cheiro que não se podia! E a menina da estrada, ou outra da mesma vida, por quem eu passava diariamente há 12 anos, continuava no mesmo sítio. Ontem não lhe deve ter faltado clientela, não. Já o polvo no forno e o arroz do dito continua muito saboroso. Ainda perguntei se as garrafas de vinho do Porto, datadas de 1937 estavam à venda. O senhor, simpaticamente, respondeu-me que tudo tinha um preço. Desconfio é que o meu cartão multibanco, ao passar no terminal que aparentemente estava temporariamente indisponível, não autorizasse a operação. É a vida!

Mingana queu gosto!

Aviso à porta do restaurante: "Multibanco temporariamente indisponível", sem qualquer data.  Verificámos as carteiras de ambos e confirmámos que tínhamos cash suficiente. Mas como eu sou desconfiada destes avisos fictícios, perguntei à menina que estava ao balcão, que só por acaso era filha do dono: -"Menina, o terminal multibanco  continua fora de serviço?" Ela olha para mim, hesita em responder e diz: -"No final, vê-se". E tinha razão: no final vimos o terminal em pleno funcionamento. Enfim...

É tudo muito bonito, mas seríamos muito mais felizes sem telemóveis

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Não advogo o retorno à pré-história telefónica. Dão jeito, indiscutivelmente. São uma ferramenta de trabalho, de lazer, de comunicação. Mas só trazem chatices: é o ecrã que parte quando cai ao chão e que é caríssimo substituir; é o equipamento que deixa de funcionar quando cai na sanita; é o carregador que ficou perdido naquela casinha rural onde passámos o fim-de-semana; é o brinquedo do meu amigo que é melhor do que o meu, logo quero um igual; é a comunicação em forma curta que estraga a linguagem escrita; é aquela funcionalidade que, sem eu saber, até comprova a minha localização geográfica; é a necessidade que muitas pessoas têm de estar ligadas à net onde tudo ( discutível ) acontece; é aquela chamada telefónica que foi abaixo por falta de bateria; é aquele hábito que os alunos têm de ver as horas durante um teste; ...é um rol de chatices e preocupações para os utilizadores, que não as tinham antes de adquirir aquela miniaturazinha viciante que cabe na palma da mão. Devia se...

Decisão do dia

Quero um Pug.

Sensação boa, sim senhora

A de, surpreendentemente, vermos o nosso cantinho ligado a outro cantinho virtual, cuja existência e dono/a desconheciamos totalmente. Claro que o nosso é só mais um no meio dos outros, mas sabe bem sabermos que somos lidos/as por esse mundo fora. É a tal necessidade humana de atenção...

Sabem do que eu gostava mesmo?

De desenhar e ilustrar tão bem, tão perfeitamente bem, como um certo miúdo de 13 anos que eu cá conheço (não, não é o meu filho, que é tão jeitoso quanto eu a traçar linhas ), cujos trabalhos vi há uns dias e que me puseram de boca aberta, pasmada, a olhar para aquele fino traço, tão real, tão bem feito. Parecia que estava a olhar para uma fotografia a preto e branco. Temos ali artista que sabe o que quer da vida, temos!

Quantos?

À frente da porta do local de trabalho. Temi eu que, em cima de mim, no local de trabalho enquanto media a tensão arterial e ele arrotava. Quantos de vocês, companheiros, podem dizer que já viram um belo mas um belíssimo gomitado  laranja em jacto com, como disse um colega de trabalho do indisposto, "textura de amêijoas"?

Suspeito que a morte se aproxima

Se é que já não chegou, ao contrário do que afirmou o especialista há 2 semanas. É que já nem bufa ou mexe...A ser o caso, já vários cenários me passaram pela cabeça: ou rio abaixo ou terra em cima. Either way , não gosto.

Tradução

Fui ver um filme. Ouviu-se Everytime you talk it smells like vagina . Leu-se Estás sempre a falar de gajas . Perde-se tanto pelo caminho.

Queixa maternal

Quando o meu filho decidir comprar um telemóvel e for ele a pagá-lo, vou sugerir-lhe que compre um que também permita fazer e receber chamadas telefónicas ou enviar mensagens de resposta aos pais.  Haja santa paciência para aturar "Lamento. Não posso atender. Ligo mais tarde".

Março, o mês da Primavera

Já vi alças, já vi chinelas. Continuo a ver botas e cachecóis. Não se pode ver um raio de sol...

Por falar em aforismos com títulos ou numerados

"O país não precisa de quem diga o que está errado; precisa de quem saiba o que está certo." - A.B.L. Geografica e temporalmente transversal, não concordam?

Sabem do que gosto neste mês?

Do cheiro das bichaninhas no ar... Tenho a sorte de trabalhar num local rodeado delas e de outras espécies bem cheirosas.

Webinars

A melhor coisinha que inventaram para promover a formação profissional contínua. E escrevo isto enquanto assisto a um.

E se “O Xilre” fosse, afinal, uma mulher?

Ah pois é! Aposto que ninguém alguma vez pensou sequer nesta hipótese. Mas vamos lá pensar em conjunto e ver se não há fifty-fifty de hipóteses de, afinal, a pessoa ser do género “fêmea”. Mais daqui a pouco, contudo... Agora vou retomar o que fiz anteriormente com a Sahaisis, o GM, a Julie, o Tio do Algarve , o Patife e a Pusinko . E se me esqueci de alguém, na lista de perfis traçados, adianto as desculpas e aceito que me corrijam. Passo então a dissecar “o Xilre”... A pessoa caiu aqui no tasco qual passarinho novo e inocentinho, de asinhas leves e azuis, a chilrear timidamente sobre as alarvidades que eu ia escrevendo. Por algum motivo, foi ficando, até que, tal como aconteceu em muitos outros blogs, tornou-se “da casa”. De repente...puff! Desapareceu e, qual fénix renascida das cinzas, surgiu a chilrear nos diversos jardins, com uma elegância nunca vista, mas a fazer lembrar alguém do antigamente; alguém com conhecimentos infinitos sobre as mais variadas a...

Bela maneira de começar o dia

Disse-me a Susana, a menina que trabalha no café da vizinhança, e que me serve um café e um copinho de porto ao outro senhor de idade. Ela chega por volta das 7:20 e hoje só não bateu com o nariz na porta porque esta estava toda estralhaçadinha, em vidrinhos pequeninos, logo à entrada. E afinal o que roubaram os assaltantes?  Aparentemente 2 ou 3 embalagens de Compal, que deixaram vazias no passeio, uns metros à frente. Digam lá: não era de lhes dar uma coça valente e fazê-los juntar areia, grão a grão, de rabo pró ar, para arranjar a porta nova?

Sugestão de pirataria

Num dia em que não vos apeteça uma comédia de domingo, um filme patriota americano, um seriado de médicos e enfermeiras, saquem/aluguem um filme alemão de 2014, Labirinto de Mentiras.  A sala  estava cheia, ouvi e vi homens a limpar os olhos e o silêncio era sepulcral, honroso e incrédulo. Por muito que se fale de nazismo, de campos de concentração, de intolerância e ascendência superior parece sempre a primeira vez que ouvimos aquelas barbaridades. E é avassalador perceber que 20 anos depois da segunda guerra mundial, boa parte dos alemães, principalmente os mais novos, não faziam ideia do que era e o que se fazia em Auschwitz. Baseado em eventos reais. De ver e de chorar. Por menos.

O título adequado seria "Bicha Louca" mas fico-me por "Herlander..."

Quem é que disse ao Herman José que, independentemente de fazer o seu programita à tarde ou à noite, sozinho ou com uma moça ao lado, loiro muito falso ou moreno verdadeiro, as pessoas queriam ouvi-lo cantar de 5 em 5 minutos?!?! Quem!?!

Dúvida de origem étnico-linguística

No outro dia fomos jantar ao restaurante chinês mais afamado aqui da cidade. E ocorreu-me a seguinte questão, perante o facto de todos os funcionários que andavam por lá a cirandar serem de origem asiática: serão eles capazes de manter uma conversa em língua portuguesa, sobre um qualquer assunto - por exemplo, falar mal ou bem do S.C. Braga ou criticar o estacionamento selvagem nas ruas que ladeiam o restaurante - ou só proferem aquelas frases-chave necessárias ao seu trabalho na área da restauração: quer pedir? bebida? quer máquina?...