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Continuam a ser afáveis

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Tal como há duas décadas, mais ano, menos ano. Mais em zonas rurais do que nas cidades, mas também nestas, há pessoas que se cruzam connosco e que educadamente nos cumprimentam. Não vi nem pressenti qualquer ar de frete nas pessoas que nos atenderam nos mais variados locais (lojas, pubs, autocarros, guichets, hotéis, outros peões, ...); bem pelo contrário, os sorrisos eram uma constante em todo o lado. E ao contrário de certas pessoas num certo país do centro da Europa, que está entalado entre Espanha e Alemanha, as pessoas irlandesas esforçavam-se por falar mais lentamente, por se fazerem perceber, quando se apercebiam que não éramos dali. Há um sentido de "boa educação" que nós, portugueses, temos vindo a perder. Na Irlanda, troquei palavras com espanhóis, kuwaitianos, americanos, irlandeses, alemães, italianos, portugueses...uma panóplia babeliana em tudo quanto era atração turística. Menos turistas asiáticos do que na viagem grande anterior, apesar de em Belfast ter...

Vida de vaca irlandesa deve ser boa

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Observam-se os turistas sossegadamente, ninguém as chateia, come-se o que se quer quando se quer e sempre fresquinho, não falta companhia, as moscas não chateiam muito, logo não há necessidade de abanar o rabo e não há grandes responsabilidades.

Eu estive aqui

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(E noutros sítios também...)

Nem tudo correu bem

Não é que o homenzinho reteve o meu creme de rosto e o meu creme de corpo, depois de eu ter passado pelo scanner e de as mochilas e moedas não terem acusado nada de mal? Cá para mim, alguma familiar dele tinha-lhe pedido para ele passar pela mercearia e lhe levar, hoje depois do trabalho, esses itens e ele achou que lhe ficava mais barato roubar os artigos que tinham passado de Portugal para lá. Filho da mãe! (Na altura pensei mesmo outras palavras, como poderão imaginar.)

Há qualquer coisa errada lá em cima

Hoje, em Dublin, às 7:30 da manhã, saímos com céu limpo e azul. Hoje, em Braga, às 15:00, encontrámos céu carregado de nuvens, pingos grossos de chuva e trovoada. Definitivamente, o aquecimento global anda a fazer das suas, anda...

Pequeno intervalo bracarense

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Dia e meio é o que se pode passar nesta cidade em Agosto. Visto hoje ser feriado, nada de útil se faz (ao contrário do que se fez em 1385, em Aljubarrota quando uma certa padeira deu cabo do canastro a uns intrometidos ). O que significa que amanhã vai ser um dia longo e bastante ocupado. É por uma boa causa.

A minha primeira vez

Fiz canoagem. Durante trinta minutos. Na companhia do rapaz, que remava bem mais depressa do que eu. Nunca estivemos em sincronia. Não virámos a canoa nem perdemos os remos. Andámos a mais de 100 metros de uma das margens e a menos de 50 da outra. Não me atrevi a chegar a essa outra margem, pois a distância à de partida aumentava cada vez mais. Nessa altura senti medo. Lá no meio da água, nem por isso. E estava-se mesmo muito bem, a sentir a brisa fluvial que quem estava na areia e na relva não sentiam. Gostei!

Caviar transmontano

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Basta imaginação, pois azeitonas é coisa que abunda por aquelas bandas. Isso e ditos engraçados, como alguns nesta parede, existente num dos restaurantes duma das terras transmontanas. Desafio quem quiser, ou souber, a deixar o nome do local de degustação onde esta foto foi tirada, pelo simpático proprietário, a meu pedido. Atentem nos pormenores escritos. Com pena minha, não pude tirar foto ao painel inteiro, pois iria incomodar a inúmera, e aparentemente satisfeita, clientela. P.S.: Bem, não resisti a ir roubar a foto ao facebook do restaurante em questão. Aumentar e mais uma vez atentar nos detalhes gráficos do cartoon .

Não há céu estrelado como o transmontano

Tendo passado 60 horas em território transmontano, onde estava mais fresquinho do que aqui (cheio de fumo, fogo, mau cheiro e cinza a pairar e a parar em todo o lado), pude, mais uma vez, constatar que as estrelas por cima de território para lá dos montes nortenhos brilham mais intensamente do que as do litoral. É sempre bonito de ver e pensar no quão pequenos somos todos nós neste espaço infinito de que pouco se sabe. É sempre triste pensar que continua a haver e continuará a haver pessoas que têm gosto em estragar (note-se o eufemismo pseudo-ingénuo) o local que as rodeia. Isto só lá vai com um linchamento ou uma fogueira popular. Não tenho dúvidas disto.

As cadeiras de rodas podem enganar

Continuo na onda dos policias nórdicos. Só que o último lido não tem nada a ver com as duas ou perto de três dezenas de nórdicos anteriores. Este, de um autor norueguês menos conhecido para mim - Hans Olav Lahlum -, não menciona uma única vez a palavra internet , nunca faz uso de computadores ou outros gadgets de final de século XX e o actual, não descreve correrias aéreas e/ou rodoviárias entre diversos continentes, não menciona as consequências do jet lag , não aponta para recursos policiais e tecnológico-forenses partilhados entre equipas de investigação eventualmente concorrentes umas das outras. Nada disto acontece! O crime passa-se no final da década de 60 do século passado, em Oslo, num compartimento trancado por dentro, onde se encontra o sexagenário morto com um tiro. As janelas estão fechadas, não há sinais de luta, violência ou arrombamentos. O crime é resolvido em 10 dias pelo inspector K2 e pela sua auto-imposta, secreta e brilhante assistente Patrícia, de 18 anos,...

Para que serve um tablet lindo de morrer?

Basicamente para ver vídeos de bebés peidorrentos e animais com bebés e bebés a brincar com os seus pets e os pais a fazerem figuras tristes. Pronto, e é isto durante lonnnnnnnnnngooooooooosssssssssss minutos! E livros? - perguntam vocês. - Pois, não me parece que, mesmo com o brinquedo novo, tão cedo me renda aos electrónicos.

Instrumento musical sexy: o violoncelo

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Parecem um bocado loucos a tocar AC/DC, mas não deixam de ser cómicos...

Bond ou Bourne: Dilema?

Não, não há comparação possível. Bond 4ever ! Este Bourne vive demasiado de perseguições automobilísticas, de situações improváveis para leigos sobre efeitos especiais e operações clandestinas americanas. Dizia o meu pai: "eles têm sempre pessoas e armas prontas à chegada nos aeroportos" e é mesmo incrível como é que as pessoas certas estão sempre nos locais certos à hora certa . E depois há perseguições intermináveis sem ninguém a falar ou sequer aos berros. Que seca! Gostei mais de ver o Vicentinho no papel de menino rico roubado, na saga Ocean's ,  do que no de vilão feio e implacável - a riqueza e o luxo assentam-lhe melhor. Já a agente espertinha devia sorrir mais, bolas! Ela é bem bonita, apesar da voz estranha inicial que não condiz com a figura frágil que às vezes fingiu ser perante terceiros. O velho director da CIA morreu, na sua hora. Mehhhh....

Verdade óbvia

Os momentos de tédio existem com um propósito único: para darmos mais valor aos momentos de excitação e deslumbramento, em menor número do que os outros.

Ando a ler coisas giras tarde e a más horas

Ontem relia um americano nada conhecido que, aos 64 anos, se lembrou de pôr no papel as suas memórias, desde os primeiros dias de vida, de que não se lembrava, até àquela altura em que se confessava em público e deu para falar consigo próprio . E agora um aparte meu, para referir que uma das coisas que aprecio observar nos homens é as suas mãos e as unhas: gosto delas com dedos longos, elegantes, com unhas limpas onde se note a linha branca ligeiramente circular que as termina. Com pele hidratada, bem tratada, de preferência mais morena do que leitosa. Faço questão de, discretamente, observar e julgá-las (e de vez em quando, deixar a imaginação voar) quando sou atendida por algum homem. Isto a propósito do que a seguir relato e que me fez gargalhar e pensar comigo que este homem em particular devia ser um sacaninha engraçado cuja grande obra é para mim ilegível, intragável mesmo. Diz-se, no livro do tal americano que releio, que James Joyce, com 85 anos, ...

Alma aberta

Queria ter coragem para voar Ver outros mundos e espantar-me Ouvir histórias inacreditáveis Contar histórias vividas Queria viver como imaginara, Não viver como posso Rir-me a toda a hora Não pensar no que não foi Queria sentir o que não sinto E não sentir o que sinto, Sentindo-me estranha por não sentir Queria olhar e agir Pensar e fazer Planear e rir

Que chatice!

Não consigo não me chatear com isto , não obstante reconhecer que é uma atitude egoísta de minha parte. É que eu gosto mesmo de a ler e acho que consegue, e sempre conseguiu, estar imune à silly season por que a maior parte dos meus blogs estão a passar. E agora vou ler o quê, hein?

Coisas de que não vou gostar, à partida

De conduzir do lado errado da estrada De beber cerveja que sabe mal Do tempo mais frescote Das inevitáveis indecisões Dos turistas asiáticos de máquina em punho De andar de avião Da comida estranha mal cozinhada ... Mas sei que vou adorar reviver e recordar tudo e mais alguma coisa do que aconteceu há 21 anos!

Combinações improváveis

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AC/DC, banjos, hóquei no gelo, tractores, finlandeses e rock/metal da pesada. Fabuloso e com humor. (Descoberto em blog alheio)

Ideias soltas

Os padres deveriam poder casar-se e/ou constituir família Os milagres deveriam ser reais Os bilhetes de avião para umas certas ilhas portugueses deveriam ser mais baratos Os pratos à base de massa não deveriam engordar O teletransporte já deveria ser uma realidade A NSA e congéneres deveriam ter férias permanentes Certas pessoas deveriam manter a boquinha fechada ou, pelo menos, dizer menos asneiras O Vaticano deveria partilhar as suas riquezas Os carros voadores não poluentes já deveriam andar no ar O elevador deste prédio deveria ser mais fiável A memória deveria perdurar infinitamente O café, os alimentos e o tabaco não deveriam amarelecer os dentes A maldade não deveria ter sido sequer uma palavra quanto mais uma característica ...