quinta-feira, 28 de julho de 2016

Ando a ler coisas giras tarde e a más horas


E agora um aparte meu, para referir que uma das coisas que aprecio observar nos homens é as suas mãos e as unhas: gosto delas com dedos longos, elegantes, com unhas limpas onde se note a linha branca ligeiramente circular que as termina. Com pele hidratada, bem tratada, de preferência mais morena do que leitosa. Faço questão de, discretamente, observar e julgá-las (e de vez em quando, deixar a imaginação voar) quando sou atendida por algum homem.
Isto a propósito do que a seguir relato e que me fez gargalhar e pensar comigo que este homem em particular devia ser um sacaninha engraçado cuja grande obra é para mim ilegível, intragável mesmo.

Diz-se, no livro do tal americano que releio, que James Joyce, com 85 anos, foi abordado numa festa por uma mulher bem mais jovem que lhe pediu para, em forma de cumprimento, apertar a mão que tinha escrito Ulisses. Em vez de lhe estender a mão direita, ele ergueu-a no ar e respondeu-lhe: "Permita-me que lhe lembre, minha senhora, que esta mão também já fez outras coisas."

Se isto não é brejeirice disfarçada de sapiência vinda de um velho a quem tudo se desculpa, não sei o que será...

2 comentários:

  1. Não deixa de ser caricata a atitude. ahah

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    1. M*, eu achei a resposta engraçadíssima. Se eu fosse a mulher em questão, corava até à ponta dos cabelos. Isto, a ser verdade, claro...

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Olha, apetece-me moderar outra vez! Rais' partam lá isto!

P.S.: Não sou responsável por aquelas letrinhas e números enfadonhos que pedem aos robots que cá vêem ler-nos.