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A vista por trás

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...que tanto me agrada:

Dos avanços lentos no que toca a planear

Cada vez mais me convenço que não fazer planos é o grande plano da minha vida. Para quê procurar informações sobre um certo sítio se, quando chego à fonte de informação, as perguntas são acerca de outro destino? Um ou outro satisfazer-me-á, certamente... Serão as galochas de Glastonbury necessárias? - pergunto...

Um balanço sumário da mudança

Dez meses após ter mudado de casa e de área de residência, dentro da mesma cidade, continuo a apreciar as pequenas grandes diferenças que tornam a estadia neste lado da cidade bastante mais agradável do que o local onde habitei durante dezassete anos. Há um sentimento de bairro aqui que nunca cheguei a sentir do outro lado. Justifico-o com a menor densidade demográfica desta zona e a maior distância aos chamados centros urbanos e zonas comerciais. E mesmo assim, continuo a sentir-me perto de tudo o que é básico e necessário numa cidade pequena em franco crescimento. E também mais perto da auto-estrada, via que uso há mais de vinte anos com frequência quinzenal.

O primeiro de muitos

Jantar de turma, totalmente combinado entre os participantes via chat de turma, em local da cidade afamado e apropriado a grupos grandes, com direito a animação musical pós-paparoca. De reter que nenhum deles tem mais de 14 e menos de 13 anos. Gostava de ter a capacidade da ubiquidade (sempre quis usar esta palavra cara aqui) invisível. Tendo em conta que estamos a atravessar as festas de S. João, e que em meia hora a pé se poem na Avenida, prevejo que a noite seja mais longa do que é habitualmente. E não só para os mais jovens.

Dos meus heróis literários

Destronei o Harry Hole do trono dos heróis policiais improváveis por quem eu poderia vir a ter um fraquinho. O actual chama-se Joona Linna e fiz batota, isto é, não li os livros por ordem cronológica de escrita e publicação, e por esta razão já sei o que lhe aconteceu na vida, porque é que ele dorme ao relento ou em estações de metro e porque é que ele acaba preso. Acho que me apetece ir passar férias à Suécia...

Maria Papoila

O Maria Papoila continua como no ano passado, refrescante e saboroso. Já o tempo não esteve tão convidativo, pois o vento levava tudo à frente.   Na esplanada estava-se bastante bem a observar o pessoal, que está cada vez mais gordo e cada vez mais desinibido, pareceu-me...

Das minhas caminhadas

Porque depois há as outras, as que não são as minhas e sobre as quais brevemente discorrerei. Amanhã farei uma caminhada durante 90 ou 120 minutos, será (serão) outra(s) pessoa(s) a decidir o tempo do meu percurso. Será feito num espaço exíguo, com companhia, mas onde não são permitidas conversas, leituras ou manuseio de equipamento electrónico. Terei que me elevar e baixar pelo menos 18 vezes, sem nunca me poder sentar, e usar as mãos sempre no mesmo movimento. Já sei que não vou gostar, pois faço destas caminhadas há 20 anos e sei o que a casa gasta.

A Love Story - é verdade, é mesmo

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É, se eu fosse adolescente também não gostaria de ver  " Deadpool " com os meus pais ao lado. Ainda mais sem legendas, versão original, numa língua que não a nossa materna, como eu e o rapaz o vimos, em momentos diferentes: ele na semana passada, eu hoje. O melhor de tudo é mesmo a banda sonora. A sério. Sério, sério...

O próximo summer hit: as vacas felizes

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Vão ver se não tenho razão. Até já dei por mim a cantarolar isto no carro!

Agora não dá

Podia falar-vos das caminhadas, da minha avó quase louca, das gaffes durante almoços de família, do quão bem eu cozinho favas, das discussões políticas antagónicas entre marido e mulher e a sogra desta, das festas escolares, dos resultados que chegam a casa, dos mimos domésticos, d 'O Hipnotista que me deixou a chorar de empatia, de viagens para cima e para baixo, das séries que não gosto de perder mas perco (bendito rewind temporal!), dos chatos das telecomunicações, da amiga que não parabenizei porque não tenho o número e do sentimento de culpa que me invade desde sexta, de gentes do passado, de desconhecidos conhecidos, das notícias que não vejo mas leio e filtro, dos blogues que continuo a bisbilhotar despudoradamente e a comentar com os meus botões, das músicas que descubro com os catraios e que me deixam apaixonada, da carta por pontos que se hão-de comprar, da criança que gosta de atirar bolas num chão de tijoleira, dos encontros e reencontros que nunca mais acontecem, .....

Base: Cork ou Galway

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O que me dizem sobre este assunto? OU

Pensamento espontâneo

Depois de ontem ter visto diminuído o número de followers para 155 e hoje tê-lo visto a aumentar para 156, posso constatar que, à primeira vista (olhar para o lado esquerdo deste texto), este tasco é seguido por 6 pessoas, 2 animais, 2 bonecos desenhados, 1 paisagem e 1 lamparina. Quanto aos outros avatares, os que já não se veem, há-os para todos os gostos e significados.

Comunhão

O que presenciei e senti hoje em casa alheia , na presença de 32 pessoas com idades compreendidas entre os 3 e os 75 anos.

A visitar a partir de hoje

Já começou! Já começou! Até domingo...

Um São João antecipado...

Só faltaram mesmo as sardinhas, a broa e os talheres... Ontem, aqui nesta rua, segundos após o final da Taça de Portugal, merecidamente ganha pelo Braguinha, ouviu-se a vizinhança da frente aos berros, ouviu-se a vuvuzela do vizinho do segundo direito, viu-se o vizinho do prédio ao lado a abrir champanhe e a molhar quem, naquele momento, passava na rua, viram-se carros a sair desenfreadamente e barulhentamente das respectivas garagens, viram-se as bolinhas de sabão que a menina do andar de baixo soprava para o ar, ouviram-se os foguetes e as buzinadelas pela noite dentro. Questionei-me se, daqui a um mês, vamos ter festa nesta rua, novamente.

Inquérito rápido

"...para saber se quem come sardinhas com faca e garfo é esquisito ou não :)" - sugestão do Ness . (Estão por vossa conta, pois eu já opinei sobre esse acto.)

Só uma duvidazinha, agora que se aproxima o mês delas

Quantas pessoas comem sardinha de faca e garfo, como eu faço? Acusem-se, vá... Primeiro colocam a faca por baixo da pele do lombo da sardinha, muito calmamente, começando por levantá-la (à pele) no pescoço e fazendo deslizar a faca até à outra ponta, sempre e somente por debaixo da pele. De seguida, cortam o rabo e poem essa coisa de lado. Está na hora de comer a chicha da sardinha. Novamente com muito cuidado, usam o garfo e a faca para virar a sardinha, deixando o outro lombo, ainda com pele, à tona do prato. Desta vez começam a depelar a sardinha pelo lado mais gordo, aquele que não foi amanhado, sempre com muita calma e exactidão e atenção às pequenas espinhas que vão surgindo durante o processo. Depois de comido este lombo, sem nunca largar os talheres a não ser para falar e trincar a broa acompanhante, há que separar a cabeça do animal, fazendo um corte a direito, limpo e transversal à espinha dorsal da criatura do mar. É que ali, junto aos olhinhos, de cada lado d...

Eu confesso porque embirro com ele

O meu problema com o facebook é que, quando lá vou para ler/ver algo relacionado com alguma notificação que entretanto chegou à caixa do correio, raramente leio/vejo o que se refere a essa notificação em particular, pois distraio-me com as outras coisas que entretanto dezenas e centenas de pessoas terão publicado. O meu foco de atenção desvia-se totalmente da prioridade e depois leio/vejo coisas que não (me) interessam nem ao menino jesus. Distraio-me facilmente, portanto... Hoje, contudo, vi umas fotos bem giras. Tinham girassóis!

Picuinhices

Isto de pintar as unhas de amarelo até dá uma certa alegria aos dias que passam a voar.

Claro como a água

"A ver se percebo… Quando se fecharam escolas públicas e encaixotaram alunos em mega-agrupamentos, quando se congelou a carreira docente, quando se reduziram apoios sociais às famílias dos alunos carenciados, quando se estreitaram as possibilidades de apoio a alunos com necessidades educativas especiais, quando se reduziu o número de professores em exercício na ordem das dezenas de milhar, estava-se a racionalizar a despesa, a combater desperdícios, a contrariar privilégios, a seguir a lógica do retrocesso demográfico e a defender o interesse dos contribuintes. Quando se anuncia a possibilidade de não renovar alguns (o destaque é meu)  contratos de associação com instituições privadas na área da Educação trata-se de um radical ataque ideológico e de uma afronta à Igreja (que nem deveria ser para aqui chamada)?" Resumo por Paulo Guinote de uma polémica muito bem projectada pela comunicação social.