sexta-feira, 7 de março de 2014

De alguém que não quis dar a cara em público

-És uma marioneta!

-Estou farta de ti.

Bateu com a porta e saiu daquele tugúrio lúgubre, no Vale do Forno, Odivelas.
Lá fora foi surpreendida com um dia solarengo e foi com um inusitado ar prazenteiro que deu por si a divagar sobre a forma de pôr um fim no seu relacionamento, enquanto se dirigia ao metro do Senhor Roubado.
Estava decidida! Não valia a pena discorrer sobre quem culpar pelo falhanço.
Por agora seria assim, depois logo se veria.
Por agora, sabia o que queria. Não iria de metro!
E na paragem do 7, na Calçada de Carriche, iniciou uma viagem que sabia sem retorno, em direcção ao Cais do Sodré: aí, uma infinidade de carreiras abria-lhe as portas dum futuro risonho.

2 comentários:

  1. Ah! fui eu quem escreveu isto.
    Foi apenas mais simples enviar por mail, e é certo que não dizia que podias divulgar o nome, mas nem tal me passou pela cabeça. Mas é irrelevante, o que interessa é entrar no espírito do desafio...

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    1. AA, e entraste muito bem, como entras sempre desde a primeira vez que aqui vieste, recentemente :P

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Olha, apetece-me moderar outra vez! Rais' partam lá isto!

P.S.: Não sou responsável por aquelas letrinhas e números enfadonhos que pedem aos robots que cá vêem ler-nos.