segunda-feira, 2 de abril de 2012

Não faltam novidades

Sempre que passo uma temporada mais longa do que um simples fim-de-semana aqui, sinto-me como uma estranha na sua cidade-natal: mudam os sentidos do trânsito, ruas de dois sentidos passam a ser só de um, obras nos jardins públicos que tinham sido submetidos a obras há menos de 5 anos, lojas de roupa onde antes havia um talho, um cartório onde antes tinha sido a biblioteca municipal, e esta, a mais recente, num edifício moderno, cinzento, de linhas rectas, com muita pedra, bonito por fora e ainda algo vazio e com aspecto de novo por dentro, quando afinal a mudança já foi há 4 anos, situado ao lado daquilo a que antes chamávamos "o castelo" e que é agora um edifício público para a juventude. A "invasão chinesa" continua, com mais uma loja na Baixa. Apenas a minha cabeleireira se mantém no sítio de há anos. Vou lá amanhã. E novamente à biblioteca "nova", ver se finalmente aparece o livro que o petiz anseia ler desde que terminou o primeiro da colecção Moore, o que aconteceu há três dias.

7 comentários:

  1. «Porque todo o mundo é composto de mudança, troquemos-lhe as voltas que ainda o dia é uma criança»
    José Mário Branco

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  2. É bem verdade! E eu que ainda digo que nesta terra nada se passa....oh oh! Basta estar atenta, com olhos de lince!

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    1. Ou então de câmara fotográfica em punho!! :)

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  3. Boa ideia. Mas o fotógrafo cá da casa é o mais-que-tudo sem hífen. E só há a dele. E aquilo é um brinquedo pesado, nos dois sentidos. E depois o meu pescoço é que se queixava, não o dele. E depois, era possível que eu fotografasse algo que identificasse "aqui" e isso nós não queremos, pois não? :)

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    1. Guardas tudo no baú!
      A ideia era apenas "para mais tarde recordar"... como diz a Kodak.

      :)

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  4. Realmente! E baús é coisa que não falta nesta casa! Cada vez que abro um deles, pergunto-me "como é que é possível? mas quem é que no seu perfeito juízo quereria uma coisa destas?". E depois vejo outras coisas giras, que me trazem boas recordações. Ando a adiar uma ida ao sótão poeirento cujo objectivo é encontrar certos cadernos escolares. Mas a sujidade impede-me de concretizar tal ideia.

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    1. Txiiii.... do que tu me foste lembrar!
      Os meus, se os ratos ainda não deram com eles, estão no sótão da casa dos meus pais.
      É bom termos pedaços da nossa memória em objectos... eles são aprova do que vivemos.

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Olha, apetece-me moderar outra vez! Rais' partam lá isto!

P.S.: Não sou responsável por aquelas letrinhas e números enfadonhos que pedem aos robots que cá vêem ler-nos.