quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Mais teias de aranha da minha infância

Este senhor, os seus sobrinhos e congéneres brasileiros - Zé Carioca e Professor Pardal incluídos - ajudaram-me a aprender a ler, muitas vezes enquanto obedecia à mãe- natureza. A minha mãe costumava estranhar a minha demora, achava que eu era uma leitora muito lenta e amiúde berrava comigo. Nunca houve paz naquela casa, durante aqueles momentos de intimidade. E era caso para dizer "Tal pai, tal filha".



Estes entretinham-me no intervalo de aturar as freiras do colégio que frequentei até ao 9ºano. Eram estas colecções que me alienavam das fórmulas químicas e das leis da física e dos senos e cossenos  que a Professora Joana insistia em injectar-me à pressão e eu continuava a não perceber um cu daquilo. Hoje percebo! Tão fácil agora!

Estes e alguns da colecção do Tintin fizeram concorrência aos moçoilos de quem eu ia gostando. Tinha tão mau gosto nessa altura, no que diz respeito a gaijos, que ainda hoje recordo com asco o meu primeiro beijo. Já os livros do pançudo e do baixote estão guardadinhos com estima e carinho. Tenho intenções de terminar a colecção do miúdo loiro, mas ainda não aconteceu.



O Spirou e o Fantasio também assistiram ao meu crescimento. Eles não tinham um marsupilami que andava sempre metido em sarilhos?


Também espreitava, às escondidas, tudo o que pudesse agarrar do Manara, quando ia à biblioteca municipal. Mas os ensinamentos católicos e retrógrados da minha mãezinha e da minha ainda viva avó bombardeavam a minha mente constantemente, dizendo que iria acabar no inferno. Mal elas sabiam! Que é leitura muito mais elucidativa do que qualquer manual de educação sexual de hoje em dia, lá isso é!

19 comentários:

  1. Comecei a ler ainda não tinha 4 anos... pq a minha mãe tinha uma coleção "gigântica" de Disneys. Aos 9 já tinha papado os 5, os 7, a Coleção Mistério (o Gordo), nunca achei piada ao Astérix e o spirou li pouco mas gostei.
    As gémeas, por, digamog, limitação de género, nunca li :-P

    BD badalhoca tb não.

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  2. As vezes que te apanhei a lambuzar a colecção de "Ginas" do pai ainda hoje me perturba, Mana...

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  3. As teias do títAlo não têm nada a ver com a última figura, presumo...

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  4. Riquinho, eu e tu fomos uns leitores exímios :) Já nessa época, se notava a distinção nos gostos.

    Mano, isso é pura mentira, pois a Gina nunca fez parte das minhas leituras, ao contrário das tuas. Não me lembro, sequer, de alguma vez ter tocado em tais páginas :)

    Ness, obviamente que as teias do título têm a ver com a última figura, ou tu conheces obra actualizada do Namara?

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  5. A minha meninice foi sempre guiada pelo espólio e pelos hábitos literário dos que me eram próximos. Primeiro os livros da Disney da minha mãe, depois os livros do Mandrake e do Michel Vaillant do meu primo e depois a pornografia do meu tio. Tive uma infância feliz...

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  6. Ah, o Mandrake...
    ... e praticamente tudo da colecção Falcão (Capitão Kid, et. al.), Condor (O Tenax e a sua irmã boazuda paraplégica) e Tex (coboiada)

    E o Fantasma. Adorava o Fantasma antes do Billy Zane ter destruído qualquer réstia de virilidade que a personagem pudesse ter :-P

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  7. Não afirmei que lhes tocavas com as mãos, Mana.

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  8. Riquinho, do Mandrake lembro-me vagamente. Dos outros, não. De qualquer modo, menda-me essas teias de aranha digitalmente que terei todo o prazer em opinar sobre a sua qualidade. Obviamente que tenho em mente que discordarás de tudo o que eu ajuizar, como já vem sendo hábito teu :)

    Mano, nem com as mãos nem com os pés nem com a língua. Nunca toquei em qualquer Gina-revista nem mulher :)

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  9. Roque, os meus tios nunca partilharam nada do género comigo. Talvez se eu tivesse nascido sobrinho a coisa tivesse sido diferente. Raio de género...

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  10. Ena ena... foste à biblioteca hoje!
    Os livros da Enid Blyton fizeram as minhas delícias. Quase não tenho livros nas estantes desses tempos porque tive a sorte de ter uma amiga com uma coleção de livros invejável. Do meu 6º ano ao 9º "papei" aqueles livros todos que ela tinha, mais as coleções de BD que os meus irmãos deixaram esquecidos lá por casa, nomeadamente o Michel Vaillant.
    BD para adultos recordo-me vagamente de ver por lá uma revista... mas para mim aquelas imagens eram grotescas pois não as sabia interpretar. (lol)

    BD da Disney, mas é claro que li bastante também... tinha sempre amigos com livrinhos para emprestar.

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  11. Orquídea, hoje em dia és tu que forneces as imagens para interpretar. :)
    Essas trocas livrescas eram um "must" da altura; muito poupámos à custa disso e grandes amizades se fizeram também.
    Por andar num colégio, na altura, lembro-me de fantasiar tanta asneira, à custa destes livritos: que havia túneis por baixo do edifício, que as freiras se levantavam a meio da noite, interrogava-me o que raio traziam elas por baixo de tantas saias, se eram carecas, se comiam o mesmo que nós ao almoço (quando o nosso repasto era mau)...enfim, não me faltava imaginação nada abonatória dessas senhoras. :)

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  12. Felizmente nunca estudei num colégio de freiras... talvez por isso a minha imaginação não se desenvolveu como a tua... hehehe

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  13. Desculpa lá, mas a tua imaginação, no campo sexual, bate a minha aos pontos...pelo menos, a julgar pelas palavras :)

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  14. Ok, mas o meu vocabulário só se desenvolveu na vida adulta. Eu em catraia e adolescente era um "copinho de leite" sem graça nenhuma! ahahahaha

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  15. Também eu era! Aliás, acho que em certos dias, ainda sou assim. Noutros dias, sou o diabo em pessoa, mas isso não é para ser dito em voz alta. :)

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  16. Li todos excepto, " Os Sete", "As Gémeas" e o último, que me sequer conheço!
    :(
    E os livros do "Soldado Zero", conheces?
    Eu adorava!
    Bjs

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  17. Mammyzinha, lembro-me dele sim. Era uam colecção brasileira, não era? Mas não me recordo de muito mais, confesso.

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  18. Era sim. Havia um sargento que tinha um cão igualzinho a ele, que estava sempre a azucrinar o soldado Zero.
    Bjs

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  19. n havia tempo a perder eheheh

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Olha, apetece-me moderar outra vez! Rais' partam lá isto!

P.S.: Não sou responsável por aquelas letrinhas e números enfadonhos que pedem aos robots que cá vêem ler-nos.