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Recém-comprados

O Timóteo e o Alex fazem parte da nossa família desde ontem. Depois das experiências falhadas com os peixes, das sucessivas compras de peixinhos tipo "Nemo" para substituir os que iam morrendo (imaginem só que o Manel até teve direito a funeral marítimo), decidimos fazer a vontade ao meia-leca e comprar-lhe, não uma, mas sim duas tartarugas que, ainda na loja, já tinham sido baptizadas. Eu não sei qual delas é quem, nem o meia-leca sabe, mas que ele anda muito entusiasmado com os seus animais domésticos, anda. Tão entusiasmado a ponto de me pôr os cabelos em pé cada vez que põe a mão na tartarugueira para "ajudar o Timóteo a subir para a rampa". E porque é que fico com os cabelos em pé? Porque estes bichos assustam-se mal uma alma penada se aproxima da sua "casa", quanto mais verem uma mão "gigantesca" a querer mexer nelas. Ou seja, continua a não haver descanso nesta casa. O meia-leca já foi avisando que, se estes bichos morrerem, o próximo a ch...

Fernando Pessoa "revisited"

Ai que prazer Não postar diariamente Ter um blog para manter E não o fazer. Publicar torna-se monótono Partilhar on-lin e é quase nada. O sol doira sem blogosfera O rio corre bem ou mal, Sem edição original e pessoal. E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal Como tem tempo, não tem pressa. Blogs são páginas virtuais Cheias de bits e bytes Partilhar é uma coisa em que está distinta A diferença entre “o meu” e “o nosso”. Quanto melhor é quando há click s Esperar por O Comentário, Quer venha ou não. Grande é a escrita, a emoção e os comentários ziguezagueantes Mas o melhor da Internet é o mundo aos nossos dedos Imagem, música, cores e as palavras Que nos atingem Só quando, em vez de aquecerem, magoam. E mais do que isto É Jesus Cristo Que não sabia nada de computação Nem consta que tivesse Internet. ------//------ O original é de Fernan...

Teoria avassaladoramente brilhante...

...que passo a explicar: Sabem estes gajos (ou gajas) que passaram os meses de Julho e Agosto a assaltar tudo e todos? Pois eu cá acho que o que os levou a realizar tais actos não tem nada a ver com carências económicas e sociais, dificuldades de integração, mau carácter, tempo livre a mais, a falta de algo excitante nas suas vidas, o desejo de brincarem aos polícias e ladrões, etc. Nada disto! É pura e simplesmente uma questão de atenção: estas pessoas sofrem de um grave défice de atenção ( é sempre giro dizer isto, não é? dá um ar de quem sabe do que fala ), e daí desejarem ser vistos e lidos na comunicação social. Tem tudo a ver com os tais 10 minutos de fama que todos nós desejamos. Uns vão ao Preço Certo , outros envergonham-se perante um miúdo de 10 anos que sabe mais do que eles, outros andam encapuzados a contribuir para as estatísticas do estado português. O que acham? Estou certa ou não?

Conclusão pós-férias

Há 2 dias, passei a fasquia dos 35. O mais-que-tudo é trintão há mais de 2 anos e no entanto temos receio que o meia-leca nos apanhe a fumar, por isso fazêmo-lo às escondidas. Portanto, comportamo-nos na sua presença como nos comportávamos há mais de 20 anos atrás na presença dos nossos pais. Há aqui qualquer coisa que não bate certo.

Pequena grande vitória

Após muitas tentativas, muitos incentivos e conselhos parentais, de um dia para o outro, o meia-leca cá de casa aprendeu a andar de bicicleta. Ontem ainda caía, batia contra os muros cá de casa, esmurrava-se - sempre com um sorriso nos lábios. Hoje ainda se esmurrou, ainda ziguezagueou, mas já pedala sem o empurrãozinho, sem nunca abandonar o sorriso e a acrescentar que "isto é divertido". E a cada minuto que o vejo com o rabo assente no selim e a dar às pernas, noto-lhe uma grande vontade de ir mais além, mais auto-confiança. Gosto de o ver a ultrapassar os seus pequenos objectivos, dá-me gozo ver o meu "bébé" a tornar-se um homenzinho pequenino.

É aqui, exactamente aqui...

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...que estarei a partir de sexta, dia 1 :) E não, não vai lá estar Portugal inteiro em peso. Uns quilómetros mais para oeste é que talvez O encontremos :P

Talentos - II

Entre os muitos que não tenho, há aquele de conseguir lembrar-me facilmente de nomes de pessoas e de terras e ruas. Se me perguntarem onde é a Praça da República aqui em Braga, a minha resposta será certamente "não faço a mínima ideia"; se me perguntarem como se chama o Chefe de secretaria da minha escola, idem aspas aspas. Das janelas deste apartamento, vejo o Sameiro e o Bom Jesus, mas saber qual é qual já é mais complicado; se me perguntarem qual o meu pior aluno dos últimos 13 anos, consigo perfeitamente lembrar-me da cara e descrevê-lo como se estivesse à minha frente, mas o seu nome já ficou para a História. Vem isto a propósito do Pico do Areeiro e do Pico Ruivo, que, para quem ainda não sabe, situam-se na Madeira e são dois locais-chave para quem gosta de fazer passeatas ao ar livre. Estava eu e mais alguém na conversa acerca de férias, passeios, locais visitados e a visitar quando me lembrei daquele inesquecível episódio da minha lua-de-mel, há quase 9 anos atrás, q...

Procura-se definição

Almocei com uma pessoa (entre várias) com quem, após ter chegado a casa, falei 3 ou 4 vezes ao telefone e ainda troquei cerca de 8 e-mails. A isto chama-se o quê? Alarmismo sem fundamento?

Era inevitável :P

Pronto, agora também publico aqui ...até o Gajo se cansar, claro (não digo é cansar-se de quê) (E eu que ainda tenho que terminar o PCT)

Prazos

Eu não sei se os deteste se os idolatre. Há prazos que me obrigam a ser responsável ou melhor, há prazos que em termos profissionais me obrigam a terminar aquilo que adio e adio e continuo a adiar, por exemplo, o PCT ( um dia destes, lá para Setembro explico o que é esta bodega ). Há prazos legais que passo por cima e daí não advém muito mal ao mundo, como por exemplo, a entrega da declaração de IRS - aliás, tarefa inerente à metade masculina do casal que todos os anos paga uma multita por entrega fora do prazo. Há prazos para pagamento daquelas contas mensais chatérrimas, tipo (??) a conta do cartão de crédito, que pago ou no último dia ou após passar o prazo, normalmente com alguns juros. Há prazos para concursos públicos que são um verdadeiro teste ao nosso coração, como o daquele concurso que terminou às 18:00 horas do dia 18 de Julho, mas afinal só termina a 25 de Julho, sexta feira que vem. Há depois aquele prazo de 3 semanas que alguém mencionou num comentário anterior, relativ...

Chatos do caraças, pah :P...sim, tu, tu e tu :P

Recebi uma carta Eu recebo correspondência todos os dias, como qualquer mortal: contas, ofertas irrecusáveis que quase sempre recuso, promoções de que raramente usufruo, publicidade não endereçada que vai directa para o caixote de lixo mais próximo, livros escolares que se amontoam nas estantes do escritório, revistas semanais e mensais que vão ocupando todos os cantos desta casa e que nem sempre leio na íntegra - tudo o que vocês também recebem. Ontem (foi mais há cerca de 3 semanas, já que este texto esteve em "draft" uma porrada de tempo) recebi um envelope com remetente, manuscrito, endereçado ao "Senhor(a) Morador(a)". Era mesmo para mim e claro, fiquei mesmo intrigada, por dois ou três motivos: missiva manuscrita (ainda sabem o que isto significa?), enfiada não na caixa do correio mas debaixo da porta de casa, escrita cuidada e legível, sem um único erro ortográfico - sim, que eu li-a várias vezes à cata de tal. Só por isto, valeu a pena recebê-la. Adiante... ...

Constatação de um facto

Amanhã é feriado e hoje já não faço a ponta dum corno, a não ser esticar-me na horizontal! Que tarde!

Resumindo...

Nada como um fim-de-semana de calor e chuva para pôr certos assuntos em dia, como lutas de almofadas, coscuvilhices e coiso e tal.

Talentos - I

Eu tenho um talento que não conheço a mais ninguém. Não quer dizer que não haja outras pessoas a fazer o mesmo que eu e até melhor; eu é que não as conheço. O meu talento é completamente inútil. Não consigo descortinar qualquer benefício para mim ou outros, a não ser o de pura exibição e o aparecimento de alguns sorrisos de espanto. Eu acho que até me sairia bem num daqueles concursos estúpidos de televisão, diários, que só servem para encher chouriços. Não há maneira de provar pela escrita o quão talentosa eu sou, por isso é mesmo uma questão de acreditarem nestas palavras. Se um dia me conhecessem pessoalmente, teriam oportunidade de perguntar quantas letras tem uma palavra qualquer, até uma frase, e eu dir-vos-ia o número exacto, sem hesitações, enquanto o diabo esfrega o olho. Só funciona com a língua portuguesa, mas ando a esforçar-me para me aperfeiçoar na língua inglesa. :)

O meu avô alfaiate

O meu avô materno chamava-se Valdemar. O meu avô Valdemar era alfaiate, brasileiro de nascença e perneta por infortúnio da vida. Sempre o conheci assim, e confesso que não consigo imaginar como é que a minha avó Elisa conseguiu, aos 15 anos de idade, sentir seja o que for por alguém fisicamente diferente (à falta de melhor termo que não tenha sentido negativo) e com quase o dobro da idade dela. O meu avô brasileiro e perneta, após umas aventuras na sua terra natal, estabeleceu-se em Portugal com um negócio que, à data, se apresentava promissor e como garantia de ganha-pão da família. A alfaiataria que refiro num texto anterior era dele e era para lá que eu ia ao final do dia, após os meus dias de escola. Era lá que encontrava toda a minha família (mãe, avó e avô, tios), à excepção do meu pai, que esse decidiu ir por outros rumos. O meu avô Valdemar era mau como as cobras e durante muitos anos usou e abusou da sua muleta no lombo da minha avó. Até ao dia inesquecível para ambos em que...

Pergunta: Em quantas partes se divide a cabeça?

Resposta: Depende da força da cacetada.

Desafio aceite ou auto-citação

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Memórias da minha infância Ela detestava ter que descer ou subir aquelas escadas, com medo de encontrar os miúdos ciganos que habitavam um dos casebres que as ladeavam. Eles não eram como ela, não reflectiam medo na sua presença, não eram calmos, não seguiam as regras comummente aceites por todos, não deixavam de tocar uma pessoa só porque esta lhes tentava fugir. A rua ao fundo daquela escadaria parecia-lhe tão longínqua em certos dias. E de inverno? 5 e 30 da tarde, já escuro, sem qualquer iluminação pública naquele canto estreito da sua aldeia natal. Evitava lá passar sozinha, mas nem sempre era possível. Desviava o olhar, desejando passar invisível no meio daquelas crianças sujas, mais escuras, no meio dos adultos que lhe dirigiam palavras que ela não queria ouvir, que a aliciavam com brincadeiras e objectos que ela não queria ver. Ansiava por chegar à alfaiataria, alguns metros mais abaixo, onde finalmente teria alguma paz. (inicialmente publicado no Ministério da Soltura )

Malhem nelas!!

(A. e IG, desculpem a repetição do assunto :P) Hoje estou particular mente irritadiça com o sexo feminino. As mulheres sempre são um bichinho muito complicado, que gostam de se fazer vítimas e desculparem-se com assuntos que nada têm a ver com os problemas em mão. (...) Que bando de seres irracionais e mimadas!

Um sorriso de orelha a orelha

Há bloggers assim :)

Muito complicado

Filho: Pai... Pai: Humm? Filho: Como é o feminino de sexo? Pai: Quê? Filho: O feminino de sexo. Pai: Não tem. Filho: Sexo não tem feminino? Pai: Não. Filho: Só há sexo masculino? Pai: Sim. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino. Filho: E como é o feminino de sexo? Pai: Não tem feminino. Sexo é sempre masculino. Filho: Mas acabas de dizer que há sexo masculino e feminino. Pai: O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra Sexo é masculina. O sexo masculino, O sexo feminino. Filho: Não deveria ser 'A sexa'? Pai: Não. Filho: Mas porque não? Pai: PORQUE NÃO!...Desculpa, porque não. 'Sexo' é sempre masculino. Filho: O sexo da mulher é masculino? Pai: Sim. Não! O sexo da mulher é feminino. Filho: E como é o feminino? Pai: Sexo também. Igual ao do homem. Filho: O sexo da mulher é igual ao do homem? Pai: Sim. Quer dizer...olha: há sexo masculino e feminino. Não é verdade? Filho: Sim. Pai: São duas coisas diferentes. Filho: Então, como é o feminino de sexo?...