quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Desta vez concordo

...com as vozes que dizem que proibir jogos de futebol por decreto em dia de eleições é absurdo e anti-democrático, pois é dar ainda mais valor e tempo a uma actividade desportiva que já é sobrevalorizada em todos os aspectos, ao mesmo tempo que os elevados níveis de abstenção no país continuarão por resolver. Se @s eleitor@s quiserem votar, não será um evento desta natureza ou outra que impede tal acto cívico: vão e votam dentro das 11 horas permitidas para tal. Quem não quer cruzar um nome ou dois num papel, nem sequer aparece. Situação que a mim me parece bastante óbvia. 

7 comentários:

Anónimo disse...

E se proibissem as eleições em dias de futebol?...
E se simplesmente proibissem as eleições?...

Mal por mal...antes o futebol...

Eros disse...

Evidentemente. Perde-se demasiado tempo com "não-assuntos", numa era repleta de assuntos graves que todos os nossos responsáveis andam a adiar/evitar debater.

N. disse...

Concordo a 100%. Para além disso há a possibilidade do voto antecipado, mas isso dá trabalho e o tuga é como é... Então e aquele concerto ou aquele espectáculo de ballet ou de música clássica que decorre no mesmo dia? Não devia ser proibido também?

Isto de votar já não é um direito, transformou-se numa chatice. Em meu entender, abstenção não é não ir votar. Abstenção seria ir às urnas e votar em branco. Devia haver agravamento fiscal para todos os que não votam e rapidamente se aumentava o número de votantes em cada acto eleitoral. É que depois os que se estão a cagar são os primeiros a mandar postas de pescada nas redes sociais ou nas conversas de café.

Pronto, já atirei isto cá para fora. Obrigado.

Quarentona disse...

Adiam ou evitam porque simplesmente não têm a capacidade e competência para os resolver... ou então, e esta para mim é a hipótese mais provável, não lhes convêm.

Pseudo disse...

Anónimo, discordo. Para mim, que faço questão de votar, proibir o que quer que seja nesse dia nao faz sentido nenhum.

Pseudo disse...

Nem mais, Norberto. Se cada vez que houvesse algo de carácter cultural coincidente com urnas, então a abstêncção seria ainda maior. Olha deixar de ir a um concerto do Tony Carreira, por ser proibido, tal evento, apenas porque se realiza em dia de eleições. Nem pensar!

E concordo plenamente com essa ideia do agravamento fiscal para os "ausentes".

Pseudo disse...

Eros & Quarentona, têm razão: é um "não-assunto" sem importância.