quinta-feira, 16 de abril de 2015

Da rapidinha cirúrgica

Bata amarela, touca verde, sapatos de plástico azuis a cobrirem as botas bege: foi assim que me apresentei no bloco operatório, para mais uma conversa fluída sobre temas banais com a médica dermatologista. Enquanto ela picava, raspava, esticava, cosia e colava, intercalando a conversa de chacha comigo e a conversa profissional com a assistente, lá estive eu deitada de barriga para baixo e costas ao léu, pescoço virado para um lado e agora pescoço virado para o outro...e assim terminou a rapidinha com um "Está bem?" sorridente e apaziguador.
A minha questão, que não formulei em voz alta, é: será que estes profissionais adoptam a estratégia de planear antecipadamente as conversas que hão-de ter enquanto operam a malta ou depende da vontade do momento de ambas as partes?
A questão de facto formulada foi se podia trazer para casa o lixo hospitalar retirado da minha pessoa, dentro duma caixinha, como aquelas onde colocamos os dentes dos miúdos. A resposta foi negativa. Fiquei triste.

5 comentários:

  1. Tenho a sensação que eles acham que estás dopada até ao tutano mesmo que não tenhas levado mais que um spray anestésico. É malas, é pílulas, tudo vale para falar enquanto estás ali de rabo ao léu.

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  2. Deixa lá, podes sempre oferecer o teu coração à Sé de Braga quando já não precisares dele :)

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    1. Ness, o meu coração vai ser cremado, logo isso não pode acontecer. :)

      (Porquê à Sé de Braga??)

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  3. Qual D. Pedro IV na minha cidade, foi a que te acolheu, digo eu... :)

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    1. Acho que se lá entrei 4 vezes na minha vida toda, já foi bastante :)

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Olha, apetece-me moderar outra vez! Rais' partam lá isto!

P.S.: Não sou responsável por aquelas letrinhas e números enfadonhos que pedem aos robots que cá vêem ler-nos.