Vou recorrer às sábias palavras de José Régio para sem pudor partilhar o desejo que carrego no peito:
Num impudor de estátua ou de vencida, coxas abertas, sem defesa... nua ante a minha vigília, a noite, e a lua, ela, agora, descansa, adormecida.
Dos seus mamilos roxo-azuis, em ferida, meu olhar desce aonde o sexo estua. Choro... e porquê? Meu sonho, irreal, flutua sobre funduras e confins da vida.
Minhas lágrimas caem-lhe nos peitos... enquanto o luar a numba, inerte, gasta da ternura feroz do meu amplexo.
Cantam-me as veias poemas nunca feitos... e eu pouso a boca, religiosa e casta, sobre a flor esmagada do seu sexo.
Ai se eu tivesse pelo menos feito a 4ª classe e soubesse escrever assim... ;)
Enquanto aluna num colégio religioso, até ao 9ºano, lembro-me de, durante as aulas de Moral supostamente passadas a ver filmes, eu e as minhas colegas passarmos o tempo a comer batatas fritas, pipocas e outras porcarias do género. Quando passei para a escola pública, chegava atrasada às aulas de Inglês do 11ºano, dadas ao último tempo da tarde, com um pastel bem escondidinho, (alternava as bolas de berlim com creme com os mil folhas), com que me deliciava quando o professor escrevia no quadro. Era impossível ele não reparar em mim e nos outros que faziam o mesmo. Nem por isso tirei más notas. Também não era excelente. Mas aquele pastel sabia-me bem melhor do que estar a ouvir algo que na altura não interessava nem ao menino jesus. Hoje estou do outro lado da barricada e apanhei um fulaninho a passar batatas fritas ao colega do lado. Pensei com os meus botões:"Onde é que eu já vi este filme?" A diferença é que estes dois tentaram fazê-lo antes das 10 da manhã. Haja estômago!
É simples percepção (palavra da moda politicamente aceite e comummente usada por quem nos desgoverna) minha ou as máscaras para dormir estão por todo o lado, para eles, para elas, para animais e afins? Estarei mais sensível a certos assuntos (PPRs incluídos!) e objectos à medida que me experiencio na vida? Mais alguém partilha desta minha percepção ?
Save water, drink wine! Ando muito ecologista! E estou viva! Ao contrário da outra que deu de frosques sem ai, nem ui! E tinha muita coisa para contar, se quisesse. Mas você(s) sabe(m), n'é? Este blog devoluto não é propriamente um livro aberto! Além de que as páginas estão a ficar amarelecidas, os cantos das páginas algo enrolados...e isto já não é o que era. Viva o Insta! (Publico lá 2 vezes por ano, vá...e a legenda é sempre a mesma!) Happy now, Mano and R.? 😎😁
Para mim desejo uma refeição leve.
ResponderEliminarDispenso a entrada.
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Papos de Anjo com ananás dos Açores;
"Duas Quintas" Tinto Reserva 2011
Café e Aguardente Adega Velha
E depois um ligeiro passei a pé e uma boa noite de sono.
Pode ser?
Pode ser, Anónimo.
EliminarVou recorrer às sábias palavras de José Régio para sem pudor partilhar o desejo que carrego no peito:
ResponderEliminarNum impudor de estátua ou de vencida,
coxas abertas, sem defesa... nua
ante a minha vigília, a noite, e a lua,
ela, agora, descansa, adormecida.
Dos seus mamilos roxo-azuis, em ferida,
meu olhar desce aonde o sexo estua.
Choro... e porquê? Meu sonho, irreal, flutua
sobre funduras e confins da vida.
Minhas lágrimas caem-lhe nos peitos...
enquanto o luar a numba, inerte, gasta
da ternura feroz do meu amplexo.
Cantam-me as veias poemas nunca feitos...
e eu pouso a boca, religiosa e casta,
sobre a flor esmagada do seu sexo.
Ai se eu tivesse pelo menos feito a 4ª classe e soubesse escrever assim...
;)
Anónimo, o Anónimo sabe que eu não sou grande (nem pequena, vá...) apreciadora de poesia, não sabe? Mas ok, fica registado o seu pedido.
ResponderEliminarEu gosto de poesia mas prefiro os " mamilos roxo-azuis" ou até morangos, vá...
EliminarExcelente ideia para o seu bolo de anos, Anónimo.
EliminarUm pseudoblog com fundo decente.
ResponderEliminarFica o pedido registado, MG :)
EliminarEu sei que era ontem, mas atrasei-me: 2-0 prós da casa, no domingo :P
ResponderEliminarAtrasaste-te? Não registo o pedido, olha que caraças. Viesses ontem...enfim, Ness!
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