terça-feira, 7 de agosto de 2012

Romantismo na montanha

As pedras quentes calcorreadas por pés enfiados em  botas de montanha usadas num passeio de quase duas horas, longas para ela, uma brincadeira para ele, contrastavam com a água límpida e gelada que lhes corria pelas mãos, ao refrescarem a cara debaixo dum calor seco, tórrido que lhes amolecia o espírito, mas não os membros. 
Sabiam que a recompensa por este esforço físico estaria próxima. A lagoa verde acizentada, reflexo da verdura frondosa e rochas circundantes, situava-se uns bons metros sempre a subir do ponto onde se encontravam. Ainda teriam que penar mais um pouco, mas o sacrifício valeria a pena, pois esperava-os uma surpresa revigorante, ainda que gélida, como o são as águas de nascente.
Após uns largos passos e metros a suarem as estopinhas, esbaforidos, sem fôlego, chegaram ao destino e descansaram: ambos de mãos nos quadris e tronco inclinado para a frente, a respirarem ruidosamente, bochechas reluzentes e coradas, mas a sorrirem um para o outro e não se importando com as gotículas de suor que lhes escorriam pela face, deram o tão merecido primeiro beijo que os levaria para outras alturas.
O barulho emanado da água a correr violentamente da cascata e a chocar contra as rochas e a água da lagoa abriu-lhes ainda mais o apetite para o banho dos corpos quentes, a necessitarem urgentemente de se livrarem das vestes desportivas. 
De mãos dadas e nus, deram o salto.

4 comentários:

  1. Conheço algumas cascatas dignas da cena que relatas, e não é preciso ir ao Hawai para as encontrar. Infelizmente nunca fui a nenhuma com uma companhia única e tão interessante como a que relatas, mas imagino a cena seguinte, se partilho na esperança de merecer a tua aprovação.

    Poucas sensações são mais intensas do que o fresco da água nas zonas sensíveis habitualmente cobertas. No momento em que regressaram à superfície da água os seus olhos demonstravam o adiantado estado de excitação que já sentiam. Mais brincalhona, ela empurrou-lhe a cabeça para baixo de água e nadou para longe, sabendo que ele facilmente a alcançaria com duas ou três braçadas. Ele mergulhou e puxou-a por uma perna, entrelaçando as suas à volta da cintura da rapariga e deixando que a parte visível da sua vontade encostasse no peito dela. Com um beliscão bem apertado nas nádegas ela conseguiu que a soltasse e foi a sua vez de entrelaçar as pernas no tronco dele, rodopiando um à volta do outro até que o rapaz deslizou pelo anel que o apertava até que a sua cabeça fosse a única parte do corpo apertada. Pouco tempo durou esse número, já que ela o soltou e deslizou para fora de água, deitando-se, convidativa, numa rocha próxima, em forma de chaise longue.

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  2. Eh lá! Ness, estás perdido a estas horas??
    Gostei da inesperada continuação! :)
    Por mim, deixo que outros e outras participem neste relato, se quiserem. Que tal?

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  3. Agora deu-lhe para lamechices torguianas...

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  4. Mano, eu deixo que participes nas lamechices, se quiseres. E isto pode não ter nada de torguiana, ou alguma coisa te indica que isto se passa em Portugal? :P

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Olha, apetece-me moderar outra vez! Rais' partam lá isto!

P.S.: Não sou responsável por aquelas letrinhas e números enfadonhos que pedem aos robots que cá vêem ler-nos.