terça-feira, 20 de março de 2012

Facto sazonal

Há muitos anos, quando as estações do ano estavam bem definidas em termos climatéricos, uma das coisas que fazia na primavera era dar uso às margaridas. Eu colhia as margaridas, cortava-lhes o pé e ficava apenas com o "miolo" amarelo e as pétalas. Assassinava as flores, portanto. Fazia depois colares  e coroas bi-coloridas, que usava até as flores começarem a ter mau aspecto, ou seja, a obra de arte durava menos de um dia. Valia a pena? Depende da perspectiva de quem me lê. Um botânico poria as mãos à cabeça e amaldiçoar-me-ia. Eu acho que sim, que valeu a pena, pois sentia-me feliz, qual uma princesa com o seu colar precioso e coroa. Também andava à caça de grilos, que enjaulava, mas essa história fica para outra altura.

9 comentários:

  1. Eu também fazia isso. Tão giro.
    Já o que eu fazia às abelhas, não posso contar. Mas dava género, um filme de terror / sádico. Tadinhas.

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  2. Aguardo ansiosamente pelo relato sobre o tratamento que davas ao mato de cannabis que existia ao fundo da quinta da Sedona Natalina, dear siss...

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  3. Maria, conta. Entretanto outras nasceram, como as margaridas. :)

    Mano, deves pensar que eu fui como tu, não? Nem sou :P

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  4. Isso é muito flower power, muito embora as flores ficassem completamente powerless. Parece teres muito jeitinho para trabalhos manuais :P

    E enfiavas a palhinha pela toca dentro?

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  5. Ness, sabes bem que tenho, se já os partilhei aqui, ora.

    Qual palhinha?? Eu afogava os grilos na toca, pah! Usava um regador de brincar.

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  6. Coitados dos bichos, devias ser julgada no tribunal internacional dos direitos da bicheza pela prática de técnicas bárbaras durante a captura. Ainda vou ter que fazer uma posta sobre a arte grilal de bem capturar a todo o prado :)

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  7. Até parece que tu nunca cortaste as asas a uma borboleta ou a cabeça a um bicho, quando eras catraio. Tá bem, abelha.

    Mas escreve lá isso, que terei muito gosto em recordar como essas coisas se faziam à moda de gaijo :P

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  8. Bem já que queres saber, aqui vai. Tirava-lhes as assas, afogava-as e depois fazia-lhes o funeral numa caixa de fósforos. Tinham direito a campa com flores e tudo. Eu era mázinha .

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  9. Maria, eu acho que se a Julie D'Aiglemont nos conhecesse nessa época, nós não estaríamos aqui hoje.

    Qualquer miúdo a viver em zonas campestres naquela altura fazia experiências com bichos. Até hoje as fazem...

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Olha, apetece-me moderar outra vez! Rais' partam lá isto!

P.S.: Não sou responsável por aquelas letrinhas e números enfadonhos que pedem aos robots que cá vêem ler-nos.