quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Olha, mais uma pieguice

o final do dia chega com
a brisa fresca que acompanha
a noite menina reluzente e escura
sombria e atraente, secreta e apelativa
as buzinas intercalam com os faróis a piscar
as luzes citadinas rolam no asfalto 
para cá e para lá num contínuo decrescente
uns chamam-lhe o descanso do guerreiro
outros renascem na arena dos jogos nocturnos
uns apanham o lixo dos outros,
outros contam o tic-tac interminável
e outros vivem a noite
 longa para quem labora
 curta para quem farra
 que voa para quem dorme
 que tarda a passar para quem 
descansa sob as estrelas
 quente no inverno
 gélida na solidão do verão
Nada
Olvidarás
Impensável
Tolher
Elogios

17 comentários:

  1. Gostei desta pieguice!
    É mesmo portuguesa, não há dúvida!
    :)
    Bjs

    ResponderEliminar
  2. Tentar ler isto provocou-me estrabismo temporário, uma vez que as minhas órbitas tiveram de zigzaguear de um lado para o outro enquanto descia pelo poema centrado e tentava apanhar o início do verso seguinte :-P

    Tirando isso, não gostei :-P

    ResponderEliminar
  3. Mammy, obrigada :)

    Riquinho, nem eu esperava outra coisa de ti. :P Para a próxima, e vai haver, alinho o texto, ok? :)
    (Confesso que nem eu gostei do resultado, somente de juntar palavras.)

    ResponderEliminar
  4. Tava a ser mau :-P

    Só embirrei com "lixo" e "tic-tac"

    Lixo parece agressivo, tic-tac desvia o sentido da coisa.

    O que me agarra nestas coisas é alguém conseguir encaixar o som da chuva e o cheiro a terra molhada... mas com esta seca nem no teu poema chove :-)

    Gosto da imagem do final do dia e do contraste térmico nas estações do ano, já escritas nos termos do novo acordo ortográfico :-)

    Devias "categorizar" este tipo de posts, tal como fazes com os segredos, irritações e isso.

    ResponderEliminar
  5. Novos termos do acordo ortográfico, o caraças!!!! Não há uma única maiúscula ao longo do ajuntamento, a não ser as iniciais finais a destacar o tema. Não percebes nada disto, pah!

    (Não sei como se faz e quando não sei, sugiro que tu faças, mas como já sei que não fazes, não insisto, mas tu podes insistir na mesma sugestão, pois um dia, eu saberei.)

    ResponderEliminar
  6. Por acaso ando um bocado sem inspiração :-(

    Acho que só uma vez consegui descrever mais ou menos essa imagem num blogue que tive há anos, acompanhada do som de uma trovoada de Verão, porque na altura estava mesmo a chover e a trovejar. Foi daquelas coisas que se escrevem uma vez e depois passa-se o resto da vida a tentar repeti-las.

    ResponderEliminar
  7. Se bem me lembro, fizeste acompanhar a descrção duma foto tirada por ti...ou estarei a imaginar coisas?

    ResponderEliminar
  8. Não é "duma", é "com uma".

    ResponderEliminar
  9. Num me lembro. Sei que o blogue era algo do género "sonhos de andróide" ou uma paneleirice dessas :-D

    Bem, vou lavar dentuça e fazer ó-ó.

    Beijoca

    ResponderEliminar
  10. Bai, bai, que hoje já me chegou a destartarização :P

    ResponderEliminar
  11. Qual pieguice se evitaste estoicamente qualquer referência a temas lamechas?

    O cogumelo tem um efeito engraçado :)

    ResponderEliminar
  12. Ness, eu fiquei na dúvida se era um cogumelo ou uma lâmpada.

    E já agora, esse teu comentário é dúbio, tendo em conta o que sabes...hahaha ...adoraria ler a mente do cogumelo :P

    ResponderEliminar
  13. Não tive segundas intenções. Se queres que te diga, recordou-me, pela forma apenas, um desenho antigo relativo à bomba de Hiroshima. Mais uma vez, sem qualquer relação com o conteúdo.

    ResponderEliminar
  14. Por acaso até parece um cogumelo com um proeminente pirilau fúngico pendurado.

    ResponderEliminar
  15. Riquinho, olha do que o Ness te foi recordar: de ti próprio :P

    ResponderEliminar
  16. O proeminente pirilau denunciou-me, não foi? :-P

    ResponderEliminar
  17. Eu diria que foi mais o "pendurado" :P

    ResponderEliminar

Olha, apetece-me moderar outra vez! Rais' partam lá isto!

P.S.: Não sou responsável por aquelas letrinhas e números enfadonhos que pedem aos robots que cá vêem ler-nos.