terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

E agora o quarto...e como eu gosto disto e da ternura que me recorda

Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu
E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
E o sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.
Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu
O caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou.
Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei
Para lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
Para voltar a viver
Já não sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber.
Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada.
O quarto vazio na madrugada
Vou deixar-te no frio da tua fala.
Na vertigem da voz
Quando enfim se cala.

(canção e vídeo completos aqui)

6 comentários:

  1. Ohhh, gosto tanto desta música. Letra, melodia. Tudo.

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  2. Pieguices neste tasco? Já adivinhas a Primavera? Olha que ainda há-de vir por aí muita chuva, que a reza da senhora ministra será certamente poderosa :)

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  3. Ness, tu, que gostas de poesia, mais do que eu, chamas a isto pieguices? Tu que dás tanta atenção a certas letras de cautores portugueses, insultas este momento de beleza a dois? Vê-se mesmo que ainda tens muito para conhecer de mim :P

    Riquinho, igualmente para ti :P...eu acho giro quando concordamos em discordar. :)

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Olha, apetece-me moderar outra vez! Rais' partam lá isto!

P.S.: Não sou responsável por aquelas letrinhas e números enfadonhos que pedem aos robots que cá vêem ler-nos.