sábado, 10 de dezembro de 2011

Carta à Avózinha Natalina

                                                            Braga, 10 de Dezembro de 2011

Querida avózinha,

É sempre com muito prazer e um grande sorriso que recebo os seus recados que o mano vai transmitindo. Folgo em saber que continua de boa saúde e aí p'rás curvas e uma fervorosa adepta dos negligés sedutores. A propósito, vou contar-lhe um segredo que, como sempre, fica só entre nós. Um dia, quando eu e o mano éramos catraios, apanhei-o vestido com uma das suas combinações, uma daquelas que tinha guardadas na gaveta do seu roupeiro, sabe? Daquelas que eram para usar apenas em ocasiões especiais. Ele não se apercebeu que eu o espreitava e por isso continuei atrás da porta a rir-me dele, enquanto ele se pavoneava com aquela cor-de-rosa, cheia de pelinho na baínha e no decote. Uma fofura, sabe? Assentava-lhe que nem uma luva. Lembro-me de, na altura ter pensado que ele deveria ter nascido menina. Mas pronto, cada um é como é e nasce p'ró que nasce. É um bom rapaz, apesar do seu humor algo estranho E está sempre pronto a apoiar-me nas decisões difíceis. Espero que brevemente ele encontre uma mocinha jeitosa e de bons costumes e capaz de o aturar, o que não é fácil, como ambas sabemos.
Ele actualizou-me acerca dos mais recentes devaneios da avózinha. Sua marota! Com que então o instrutor de Pilates! E que tal? Ele é carinhoso consigo? Mima-a, tal como merece? Faz-lhe as vontadinhas todas? Puxa por si e pelos seus encantos natos? Dá-me a ideia que sim, mas sobre estes assuntos falaremos pessoalmente numa ocasião breve. São assuntos demasiado pessoais e tenho sempre receio que algum carteiro mais descuidado se lembre de verificar se o destinatário inscrito no envelope é o mesmo do da carta. Hoje em dia nunca se sabe! Estes carteiros andam sempre a mudar as suas rondas!

Avózinha, fique descansada que eu não me demoro, não. Por vezes, as prioridades da vida afastam-nos das diversões, mas eu hei-de voltar para lhe dar mais notícias minhas.

Espero que continue a divertir-se nesta época festiva. E olhe, posso dar-lhe um conselho? Cuidado onde usa a sua dentadura! Substituí-la, em caso de perda, é o cabo dos trabalhos, como sabe! Ainda se lembra do mocinho onde perdeu a sua primeira, não é verdade?

Agora despeço-me com muitas saudades suas e envio-lhe muitos beijinhos.

Da sua neta que lhe quer muito,

Pseudo.

P.S.: Vá dando notícias. Adoro saber das suas aventuras com os mais novos!

6 comentários:

  1. Ai filha,
    acabei de chegar da aula de hidro-power para nudistas e tenho os nadegueiros num oito. O moço que me pilata tem agora a mania de testar os meus níveis de lubrificação em meio aquático, coitado, tive que lhe aplicar uma pomadinha pois estava todo dorido. O teu mano esta ali agarrado ao Magalhães do vosso sobrinho do meio a resmungar. Este tempo dá-lhe para a neura....
    Bem, vou actualizar o Natalina-mos e volto mais tarde.
    Beijo, minha querida.

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  2. Fartei-me de rir...é pah a avozinha é danada para a brincadeira..perdeu a dentadura num mocinho, agora anda com o instrutor de pilates...uiii que cena freak!

    Aguardo com expectativa mais epístolas à avozinha...(depois fazes um livro)

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  3. A AC-do-avatar-deslumbrante tem razão... "avozinha" não é acentuado, ursa :-P

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  4. Riquinho, eu sei bem qual é a sílaba tónica, meu bem. Na minha história, a "Avózinha" é acentuada. Fiz questão de rever o texto nesse aspecto :)

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  5. riquinho resmungão10/12/11, 21:49

    Ah, claro, o Acordo Pseudográfico... ando mesmo muito resmungão, sorry :-P

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  6. Ó companheira... vamos a umas quadras?


    Quando entre irmãos há amor
    É de uma ternura só
    Mas ainda é muito melhor
    O amor da Neta e da Avó.

    As duas são muito amigas
    Separá-las não há maneira
    Não gostam nada de brigas
    São lindas p´ra brincadeira.

    :)

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Olha, apetece-me moderar outra vez! Rais' partam lá isto!

P.S.: Não sou responsável por aquelas letrinhas e números enfadonhos que pedem aos robots que cá vêem ler-nos.