quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Da Morte


É o diálogo mais hilariante acerca do tema que alguma vez li. Lido pela primeira vez enquanto adolescente, re-lido alguns anos mais tarde, já adulta, nunca esquecido e hoje lido novamente, graças à paciência do Sr. António.
A Morte joga às cartas, come e bebe, precisa de dinheiro para se alojar num hotel, lê jornais, usa calçado, é desastrada, tropeça, escorrega, cai, sente dores de cabeça, sabe coisas acerca do Além, é fraca e insegura, sugestionável, subornável, "parva, cretina", como se menciona na página 204. O Nat é um cinquentão bonacheirão, com um belo futuro pela frente (pensava ele), que passa a ser um jogador ardiloso e calculista. Afinal é a sua própria vida que está em xeque.
Recomendo, a fim de darem umas boas gargalhadas: A Morte Chama, by Woody Allen - no livro "PARA ACABAR DE VEZ COM A CULTURA".

2 comentários:

  1. Confirmo, o diálogo é sem dúvida hilariante, como só Woody Allen o poderia ter escrito.
    Aconselho a compra do livro "Prosa Completa" de Woody Allen, que faz uma compilação das 3 colectâneas dos seus textos de humor: "Sem Penas", "Para Acabar de Vez com a Cultura" e "Efeitos Secundários".
    Será o dinheiro mais bem empregue da vossa vida.

    Ainda na temática da "morte", e para quem prefere uma escrita mais filosófica e reflexiva aconselho "As Intermitências da Morte" do José Saramago, para terem uma ideia: imaginem que a partir do dia 1 de Janeiro não se morria neste país. è assim mesmo que começa o livro.

    ResponderEliminar
  2. o livro de Saramago deixa-nos, sem dúvida, a pensar. Foi o livro que me fez mudar de atitude em relação ao autor que, antes, abominava.

    ResponderEliminar

Olha, apetece-me moderar outra vez! Rais' partam lá isto!

P.S.: Não sou responsável por aquelas letrinhas e números enfadonhos que pedem aos robots que cá vêem ler-nos.