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Parvoíces

A verdadeira beleza interior de um homem vê-se pelo uso de boxers.

Incongruências da vida

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Enquanto aluna num colégio religioso, até ao 9ºano, lembro-me de, durante as aulas de Moral supostamente  passadas a ver filmes, eu e as minhas colegas passarmos o tempo a comer batatas fritas, pipocas e outras porcarias do género. Quando passei para a escola pública, chegava atrasada às aulas de Inglês do 11ºano, dadas ao último tempo da tarde, com um pastel bem escondidinho, (alternava as bolas de berlim com creme com os mil folhas), com que me deliciava quando o professor escrevia no quadro. Era impossível ele não reparar em mim e nos outros que faziam o mesmo. Nem por isso tirei más notas. Também não era excelente. Mas aquele pastel sabia-me bem melhor do que estar a ouvir algo que na altura não interessava nem ao menino jesus. Hoje estou do outro lado da barricada e apanhei um fulaninho a passar batatas fritas ao colega do lado. Pensei com os meus botões:"Onde é que eu já vi este filme?" A diferença é que estes dois tentaram fazê-lo antes das 10 da manhã. Haja estômago!

Foi uma bela noite, sim senhora!

Rais'parta que desta vez vi o jogo em casa e quase que me dava um xelique. Mas que mania estes gaijos vermelhos da bola têm de prolongar o sofrimento duma pessoa. Não há batimento cardíaco que resista!

Daquele abraço - mais pieguices

Hoje, alguém com metade da minha idade passou por mim num corredor e, após alguns segundos a trocar palavras e gracinhas a propósito do que o grupinho andava a fazer, deu-me, inexplicavelmente, um daqueles abraços quentes, fortes, genuínos, que me soube tão bem e que retribuí! Primeiro, pela razão egoísta óbvia: recebê-los é óptimo e faz bem. Segundo, porque a pessoa revelou um lado seu que eu não conhecia e que me fez pensar que aquela miúda, normalmente séria, tímida, aparentemente fechada no seu mundo, com uma aparência que pode fazer os outros distanciarem-se dela, é um poço de ternura. Basta que a deixem ser assim, afectuosa. É momento para não mais esquecer.

Facto sazonal

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Há muitos anos, quando as estações do ano estavam bem definidas em termos climatéricos, uma das coisas que fazia na primavera era dar uso às margaridas. Eu colhia as margaridas, cortava-lhes o pé e ficava apenas com o "miolo" amarelo e as pétalas. Assassinava as flores, portanto. Fazia depois colares  e coroas bi-coloridas, que usava até as flores começarem a ter mau aspecto, ou seja, a obra de arte durava menos de um dia. Valia a pena? Depende da perspectiva de quem me lê. Um botânico poria as mãos à cabeça e amaldiçoar-me-ia. Eu acho que sim, que valeu a pena, pois sentia-me feliz, qual uma princesa com o seu colar precioso e coroa. Também andava à caça de grilos, que enjaulava, mas essa história fica para outra altura.

Irritações - IX

Detesto ouvir alguém chamar o pai por "o meu velho" e a mãe por "a minha velha". Acho tal uma tremenda falta de educação, independentemente da idade dos envolvidos.

Hoje é dia da mãe e...

Estavam à espera que assinalasse o lusitanamente consagrado dia ao macho do casal, não? Pois quando chegar o lusitanamente consagrado dia da mãe, farei exactamente o contrário. E seguindo exactamente a mesma lógica de raciocínio: um não o seria sem o outro e vice-versa. E como todos os dias são dias do filho e da filha, eles e elas são pais e mães todos os dias. Básico, não é? Daí a desnecessidade de o assinalar hoje. Pronto.

Há dias assim, em que não apetece. O que até pode ser um bom sinal.

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Hoje não tenho nada para partilhar. É favor voltar amanhã.

Aquilo ali nos lados do tasco

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Assenta-me que nem uma luva, pois sou - e sempre o admiti - que sou boa boca! Claro que tem aspectos negativos, mas que se lixem!

Coisas do puto - fresquinha

"Sabes porque é que gosto de me rir? Levo as piadas muito a sério."

Aquilo acerca de que me questiono diariamente perante o meu público

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(daqui) (Vi o link no blogue do chato-mor cá do tasco, mas não digo qual é. O blogue, quero dizer, porque o chato-mor já todos sabem quem é. Ele que se chibe, se quiser.)

Onde está a Julie?

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Facto gregoriano

Hoje é o septuagésimo quinto dia do ano. Faltam 291 dias para o seu final.

É. É a minha cara em muitos dias.

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Pura curiosidade

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Que idade têm? Refiro-me à idade que se pode calcular através dos documentos de identificação, não à idade mental. Essa, em muitos casos, é mais do que óbvia. (:P) Eu abro as hostilidades, para quem ainda não sabe: eu tenho 39.

Pergunta óbvia: qual o castigo?

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"Há uma aldeia em Itália onde é proibido morrer. Chama-se Falciano del Massico, fica a 50 quilómetros de Nápoles e, por decreto municipal, ninguém pode ali perder a vida. O problema é que, esta semana, dois idosos desobedeceram." (ler o artigo completo através do link, sff.)

Irritações - VIII

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Chegar a casa, depois duma refeição fora, e reparar que tenho um bocado de, por exemplo azeitona, preso entre os dentes. E depois pensar "por isso é que estavam pasmados a olhar para a minha boca".  

Mensagem subliminar, de interpretação ambígua

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Já sei quem será a minha próxima vítima

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Só não sei quando nem como, pois tal investigação e conclusão escrita requerem tempo e boa disposição. Can't wait...

E agora algo mesmo, mesmo sério. E não é piegas!

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Numa certa ocasião perguntaram a Mahatma Gandhi quais eram os factores que destruíam o ser humano. Ele respondeu assim: "A Política sem Princípios; o Prazer sem Responsabilidade; a Riqueza sem Trabalho; a Sabedoria sem Carácter; os Negócios sem Moral; a Ciência sem Humanidade e a Oração sem Caridade. A vida tem- me ensinado que as pessoas são amáveis, se eu for amável; que as pessoas são tristes, se eu estiver triste; que todos me querem bem, se eu quiser o bem deles; que todos são maus, se eu os odiar; que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrir; que há rostos amargurados, se eu estiver amargurado; que o mundo é feliz, se eu for feliz; que as pessoas tem nojo, se eu sentir nojo; que as pessoas são gratas, se eu tiver gratidão. A vida é como um espelho: Se sorrio, o espelho devolve-me o sorriso. A atitude que tomo na vida, é a mesma que a vida tomará ante mim." "Quem quiser ser amado, que ame".