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A beleza da vida...

...está no chilrear matinal dos pássaros da aldeia, mais conhecida por "santa terrinha"; ...encontra-se nas flores daquela rua por onde tu passas amiúde e às tantas dás por ti a pensar "aquelas flores ficavam bem no hall de entrada"; ...é lida num texto de Somerset Maughan, cujas palavras te recordam alguém que não conheces pessoalmente: "The artista, painter, poet or musician, by his decoration, sublime or beautiful, satisfies the aesthetic sense (...) he lays before you also the greater gift of himself "; ...é sentir o conforto, o aconchego e o calor domésticos quando lá fora cai chuva torrencial; ...é sentida quando a felicidade de terceiros invade o nosso bem-estar, aumentando o nosso próprio estado de felicidade; ...é ter horas durante as quais podemos não cumprir um dever; ...está no apreciar do tom alaranjado vespertino que invade a tela azul que daqui, deste escritório, se vislumbra amiúde; ...reside num João Pires que te deixa não ...

Do almoço de hoje, sábado

"Vou apoderar-me de ti! Vou apoderar-me de ti!" - Sussurrava-me o João Pires hoje ao almoço. E não é que foi verdade?! Palerma!

Já sei o que vou ser...

Na minha próxima vida profissional serei telefonista. Descobri hoje que tenho apetência e competência e anuência dos superiores para papaguear discursos semelhantes perante interlocutores diferentes. O que me chateia nesta ocupação é que o braço esquerdo tem que se manter durante horas na mesma posição enquanto o direito escrevinha tudo e mais alguma coisa. Quem me dera ser ambidestra!

Anedota descontextualizada

Hoje de manhã falei ao telefone com uma mãe que, até o meu telefonema a ter interrompido, tinha estado a estudar Ciências ao lado do filho que "vai ter teste desta disciplina amanhã". Pormenor sem qualquer importância: o teste de Ciências foi feito pelo aluno / filho na segunda passada. E é isto...

Qual é o aroma da aspirina?

Para mim, que sou de letras e pouco tendente a coisas científicas, foi uma pergunta que me fez sorrir, pois mesmo já tendo tomado algumas, nunca me apercebi que soubesse a laranja. Sou mesmo insensível! A quem teve que a responder - e fê-lo acertadamente - deu que supor, pensar, adivinhar, partilhar, puxar pela memória e acertar ao calhas. Tenho esperança de que o rapaz tome o gosto a ver reconhecidos publicamente e inter-pares os pequenos sucessos que vai obtendo em determinadas áreas e que nunca a sua curiosidade esmoreça. Neste momento oiço-o ali ao lado, no seu quarto, a murmurar os nomes dos elementos da tabela periódica, colada na parede em frente à cama. Será que não há maneiras mais agradáveis de adormecer do que pensar em tungsténio e fleróvio e companhia? Há cada tara!

Férias agostinas

Este ano, parece que vão a sorteio. Interessante será ver se o trio familiar respeitará o resultado e quem vai ficar a torcer o nariz

Um par de estalos

É o que uma amiga minha oferece amiúde a quem ela acha que se porta menos condignamente ou se sai com algum disparate. Este ministro da cultura nem nisso é original. E continua ridículo.

"Panama Papers Revisited"

Vai ser o próximo título dum imbróglio mundial inventado pelo Senhor John Le Carré. Que se mantenha vivo por muitos e longos anos para eu poder ler o que ele escrever sobre esta "ficção" tão ao seu estilo.

Futurulogia desportivo-familiar

Diz o MQT que, quando fizer 50 anos (faltam 4) começa a jogar golf. Isto dito por quem há poucos anos dizia que este era capaz de ser o desporto mais enfadonho de todos. Concordo plenamente, ainda. O que significa que, quando eu fizer 50 anos (faltam 6 anos), eu vou começar a praticar desporto diariamente. Já não digo nada! O rapaz garante que o dia de amanhã acontece. Deve ser a pessoa mais segura das coisas da vida, nesta família, neste momento.

Hoje tou assim, em modo confessional

Deixei de acreditar no amor divino há muito tempo, há mais de 30 anos que comecei a questionar a existência de alguém que muitos indivíduos, familiares e não só, e instituições quiseram impor-me. Hipocritamente, fiz coisas que sabia agradarem bastante a outras pessoas, e a mim também um bocadinho grande, já agora. Não porque sentisse, mas porque me apeteceu e comigo concordaram. Não acredito no amor eterno, nunca acreditei. Acredito em momentos amorosos, de ternura, em compatibilidades convenientes num dado momento, em estados de felicidade permeados por tempestades mais ou menos intensas, mais ou menos duradoiras. E cada vez mais acredito que cada um sabe de si e dos seus próximos e ninguém, mas ninguém mesmo, tem algo a ver com isso.

Temos CSI em directo

...da Ameixoeira! É desta que acabo de ler o policial inglês iniciado ontem!

O favorito de hoje

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Lex Luthor, Jr.: um misto de Joker, louco, brincalhão, sádico, cínico, maquiavélico, megalomaníaco e extremamente engraçado, fantasticamente interpretado por um puto mimado, poderoso e infantil. Este Senhor, a quem prevejo um excelente futuro, no cinema e no próximo filme-sequela: Já o Ben Affleck também não esteve mal, não senhor...

Pensamentos quaresmais

Quando a morte bate à porta de alguém que nos é próximo, os pensamentos de adivinhação são mórbidos: "Será quem @ próxim@ é a minha / o meu ...? Mesmo que a pessoa falecida não tenha sido íntima connosco, ou nós com ela, sempre é a mãe ou pai de alguém, avô ou avó de alguém importante no nosso círculo: "Como está a Dona .... ou o Senhor....?" Quando acontece dois familiares falecerem na Páscoa, um deles na chamada sexta-feira santa, eu questiono-me quem será @ terceir@ a ir nesta época e se isto significa alguma coisa que eu não vislumbro.

Uma única palavra

Uma única palavra - "Foda-se!" - estragou a imagem que eu tinha da pessoa. Recuso-me a acreditar que ela, a pessoa, o disse! Que desilusão! Comigo, não com a pessoa que é livre de dizer o que muito bem entender, que criei expectativas e uma imagem sóbria. E ainda há quem diga que as palavras não têm peso! Ai não, que não têm!

Inconfidência doméstica

Este ano, em Janeiro passado, comecei a pôr dinheiro debaixo do colchão. Que isto de o manter no banco já deu o que tinha a dar! E ainda há o pote das moedas, mas isso já é história para outro dia.

Das formiguinhas em caixotes urbanos

Mudámos para aqui há 6 meses, mais dia, menos dia, e, à excepção dos elementos da família cigana e da família da frente, eu ainda não consigo identificar a vizinhança que mora por cima e a que mora por baixo. Mas oiço-os! Todos os dias! E muito bem!

Dúvidas políticas

Perguntava o rapaz, ontem à hora d'almoço, qual, em Portugal, era o Ministério e o Ministro mais ridículo. Quanto ao Ministério, não chegámos a conclusão nenhuma. Quanto ao Ministro, foi consensual; neste momento, dois ocupam o topo: o da Cultura e o da Economia.

A 15 dias da Páscoa, num salão de cabeleireira, na terrinha

Hoje vi cerca de 10 minutos duma telenovela portuguesa. 10 minutos longos, em que 3 mulheres pretendiam queimar vivo um homem amarrado por elas. 10 minutos em que tudo se passava demasiado lentamente, na presença duma 4ª mulher escondida algures, que entretanto entrou na área já incendiada e, sem uma queimadela no seu casaco bege, conseguiu arrastar o homem para fora daquela casa. A espectadora mais interessada naquela acção vibrava com o que via e comentava em voz alta todos os segundos televisionados. Eu olhava de soslaio para a minha cabeleireira e riamo-nos, cúmplices, do interesse que a outra senhora investia naquela coisa tão desinteressante. Pergunto: a sério que há pessoal a ver telenovelas e a levá-las a sério, a ponto de não perderem um episódio e de até pedirem para voltar atrás no tempo?

Beethoven, "o feiote"

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Disseram eles, os "pianistas":

Comentário dela para ele

Contado por ele aos progenitores: "No outro dia, quando recebemos as notas do listening de Inglês, a D. (que está sentada atrás dele) sussurrou-me: Já não recebias duas bolas há muito tempo ...". Mãe e Pai olham um para o outro e Pai diz-lhe: "Pergunta-lhe, para a próxima, se ela também não quer ver o 1." Mãe olha para o Pai com cara de má, como quem diz: "Mais logo conversamos!"