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Qual é o aroma da aspirina?

Para mim, que sou de letras e pouco tendente a coisas científicas, foi uma pergunta que me fez sorrir, pois mesmo já tendo tomado algumas, nunca me apercebi que soubesse a laranja. Sou mesmo insensível! A quem teve que a responder - e fê-lo acertadamente - deu que supor, pensar, adivinhar, partilhar, puxar pela memória e acertar ao calhas. Tenho esperança de que o rapaz tome o gosto a ver reconhecidos publicamente e inter-pares os pequenos sucessos que vai obtendo em determinadas áreas e que nunca a sua curiosidade esmoreça. Neste momento oiço-o ali ao lado, no seu quarto, a murmurar os nomes dos elementos da tabela periódica, colada na parede em frente à cama. Será que não há maneiras mais agradáveis de adormecer do que pensar em tungsténio e fleróvio e companhia? Há cada tara!

Férias agostinas

Este ano, parece que vão a sorteio. Interessante será ver se o trio familiar respeitará o resultado e quem vai ficar a torcer o nariz

Um par de estalos

É o que uma amiga minha oferece amiúde a quem ela acha que se porta menos condignamente ou se sai com algum disparate. Este ministro da cultura nem nisso é original. E continua ridículo.

"Panama Papers Revisited"

Vai ser o próximo título dum imbróglio mundial inventado pelo Senhor John Le Carré. Que se mantenha vivo por muitos e longos anos para eu poder ler o que ele escrever sobre esta "ficção" tão ao seu estilo.

Futurulogia desportivo-familiar

Diz o MQT que, quando fizer 50 anos (faltam 4) começa a jogar golf. Isto dito por quem há poucos anos dizia que este era capaz de ser o desporto mais enfadonho de todos. Concordo plenamente, ainda. O que significa que, quando eu fizer 50 anos (faltam 6 anos), eu vou começar a praticar desporto diariamente. Já não digo nada! O rapaz garante que o dia de amanhã acontece. Deve ser a pessoa mais segura das coisas da vida, nesta família, neste momento.

Hoje tou assim, em modo confessional

Deixei de acreditar no amor divino há muito tempo, há mais de 30 anos que comecei a questionar a existência de alguém que muitos indivíduos, familiares e não só, e instituições quiseram impor-me. Hipocritamente, fiz coisas que sabia agradarem bastante a outras pessoas, e a mim também um bocadinho grande, já agora. Não porque sentisse, mas porque me apeteceu e comigo concordaram. Não acredito no amor eterno, nunca acreditei. Acredito em momentos amorosos, de ternura, em compatibilidades convenientes num dado momento, em estados de felicidade permeados por tempestades mais ou menos intensas, mais ou menos duradoiras. E cada vez mais acredito que cada um sabe de si e dos seus próximos e ninguém, mas ninguém mesmo, tem algo a ver com isso.

Temos CSI em directo

...da Ameixoeira! É desta que acabo de ler o policial inglês iniciado ontem!

O favorito de hoje

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Lex Luthor, Jr.: um misto de Joker, louco, brincalhão, sádico, cínico, maquiavélico, megalomaníaco e extremamente engraçado, fantasticamente interpretado por um puto mimado, poderoso e infantil. Este Senhor, a quem prevejo um excelente futuro, no cinema e no próximo filme-sequela: Já o Ben Affleck também não esteve mal, não senhor...

Pensamentos quaresmais

Quando a morte bate à porta de alguém que nos é próximo, os pensamentos de adivinhação são mórbidos: "Será quem @ próxim@ é a minha / o meu ...? Mesmo que a pessoa falecida não tenha sido íntima connosco, ou nós com ela, sempre é a mãe ou pai de alguém, avô ou avó de alguém importante no nosso círculo: "Como está a Dona .... ou o Senhor....?" Quando acontece dois familiares falecerem na Páscoa, um deles na chamada sexta-feira santa, eu questiono-me quem será @ terceir@ a ir nesta época e se isto significa alguma coisa que eu não vislumbro.

Uma única palavra

Uma única palavra - "Foda-se!" - estragou a imagem que eu tinha da pessoa. Recuso-me a acreditar que ela, a pessoa, o disse! Que desilusão! Comigo, não com a pessoa que é livre de dizer o que muito bem entender, que criei expectativas e uma imagem sóbria. E ainda há quem diga que as palavras não têm peso! Ai não, que não têm!

Inconfidência doméstica

Este ano, em Janeiro passado, comecei a pôr dinheiro debaixo do colchão. Que isto de o manter no banco já deu o que tinha a dar! E ainda há o pote das moedas, mas isso já é história para outro dia.

Das formiguinhas em caixotes urbanos

Mudámos para aqui há 6 meses, mais dia, menos dia, e, à excepção dos elementos da família cigana e da família da frente, eu ainda não consigo identificar a vizinhança que mora por cima e a que mora por baixo. Mas oiço-os! Todos os dias! E muito bem!

Dúvidas políticas

Perguntava o rapaz, ontem à hora d'almoço, qual, em Portugal, era o Ministério e o Ministro mais ridículo. Quanto ao Ministério, não chegámos a conclusão nenhuma. Quanto ao Ministro, foi consensual; neste momento, dois ocupam o topo: o da Cultura e o da Economia.

A 15 dias da Páscoa, num salão de cabeleireira, na terrinha

Hoje vi cerca de 10 minutos duma telenovela portuguesa. 10 minutos longos, em que 3 mulheres pretendiam queimar vivo um homem amarrado por elas. 10 minutos em que tudo se passava demasiado lentamente, na presença duma 4ª mulher escondida algures, que entretanto entrou na área já incendiada e, sem uma queimadela no seu casaco bege, conseguiu arrastar o homem para fora daquela casa. A espectadora mais interessada naquela acção vibrava com o que via e comentava em voz alta todos os segundos televisionados. Eu olhava de soslaio para a minha cabeleireira e riamo-nos, cúmplices, do interesse que a outra senhora investia naquela coisa tão desinteressante. Pergunto: a sério que há pessoal a ver telenovelas e a levá-las a sério, a ponto de não perderem um episódio e de até pedirem para voltar atrás no tempo?

Beethoven, "o feiote"

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Disseram eles, os "pianistas":

Comentário dela para ele

Contado por ele aos progenitores: "No outro dia, quando recebemos as notas do listening de Inglês, a D. (que está sentada atrás dele) sussurrou-me: Já não recebias duas bolas há muito tempo ...". Mãe e Pai olham um para o outro e Pai diz-lhe: "Pergunta-lhe, para a próxima, se ela também não quer ver o 1." Mãe olha para o Pai com cara de má, como quem diz: "Mais logo conversamos!"

Aos lisboetas

Hoje deve ter sido um bom dia para ir comer pastéis a Belém, não? Estava tudo a ver a banda a passar.

Falemos de puns e de coisas igualmente normais

Peidos. Pôs. Gases. Flatulência. Cheirinhos. Traques. Bufas. E eu sei lá que mais e que certamente vocês conhecem. Não falarei dos peidos do Fernando, salvo seja, ou dos que ele cheira.  Mas sim do que eu ouvi hoje. O que fariam vossas excelências se, em aula e em aula de teste -  em que teoricamente há silêncio, pois os catraios estão concentrados nas suas tarefas dificílimas - alguém libertasse sonoramente os gases contidos em si? Pois, aconteceu hoje na primeira aula da manhã. Como seria de esperar, uma grande parte dos catraios riu-se despudoradamente, outros mais timidamente e outros ainda perguntaram, olhando em redor  "O que é que se passa?". Aqui esta excelência manteve-se séria (por dentro, cheia de vontade de se rir e chamar "porcalhão" ao miúdo), deu um raspanete aos barulhentos risonhos por estarem a importunar os colegas - ou seja, por se incomodarem uns aos outros com as risadinhas - e, quando a turma de 28 catraios sossegou, olhou letalmente par...

Vocês decidem

Açores, Croácia ou as Irlandas? Justifique a sua escolha.

Senti-me uma marioneta

Na semana passada tinha agendada uma série de exames médicos. Fi-los todos, sempre no mesmo sítio, mas tive que lá voltar no sábado de manhã, pois no dia anterior um dos meus órgãos internos não estava em condições para ser ecografado. No sábado, e passados quase 30 minutos de espera, mandaram-me para uma sala-vestiário e disseram-me para desapertar as calças. Já deitada na maca e em conversa com a médica-examinadora e com a respectiva assistente chegámos à conclusão que eu estava na sala errada, com a médica errada a fazer o exame certo. E eu com as mãos nas calças, toca a mudar de sala, a dirigir-me para o andar imediatamente superior. Mortinha por fazer xixi! Feito o que eu fui ali fazer, toca a compor a indumentária e rapidamente me retiro daquele estabelecimento. Passados minutos, estando no carro e em viagem, recebo telefonema para lá regressar, pois não me tinham devolvido os exames anteriores, que eu levei a pedido delas . E lá fui eu, tipo joguete, levantar o que aquela ...