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Não faltam novidades

Sempre que passo uma temporada mais longa do que um simples fim-de-semana aqui, sinto-me como uma estranha na sua cidade-natal: mudam os sentidos do trânsito, ruas de dois sentidos passam a ser só de um, obras nos jardins públicos que tinham sido submetidos a obras há menos de 5 anos, lojas de roupa onde antes havia um talho, um cartório onde antes tinha sido a biblioteca municipal, e esta, a mais recente, num edifício moderno, cinzento, de linhas rectas, com muita pedra, bonito por fora e ainda algo vazio e com aspecto de novo por dentro, quando afinal a mudança já foi há 4 anos, situado ao lado daquilo a que antes chamávamos "o castelo" e que é agora um edifício público para a juventude. A "invasão chinesa" continua, com mais uma loja na Baixa. Apenas a minha cabeleireira se mantém no sítio de há anos. Vou lá amanhã. E novamente à biblioteca "nova", ver se finalmente aparece o livro que o petiz anseia ler desde que terminou o primeiro da colecção Moo...

As latas irritantes

Grão, ananás, pêssego, feijão frade, atum, sardinha, milho, tomate, ervilhas, leite condensado, entre outros produtos alimentares, vêm todos em latas com abertura fácil. Levanta-se aquela aba de metal e já está. No entanto, se repararem, isto não acontece com as latas de ananás em calda, o que me aborrece profundamente porque eu e abre-latas temos uma relação conflituosa. Alguém sabe porque é que aquelas latas específicas obrigam a malta a recorrer a outro método igualmente manual mas com recurso a um objecto demoníaco? Faço muitas coisas na cozinhas, mas abrir latas com aquilo não é uma delas. E já agora, qual o plural de "abre-latas"? E segundo o mais recente AO, escreve-se com hífen ou não? Só dúvidas que me atormentam...

A minha peta do dia

Então hoje é suposto dizermos umas mentirinhas inocentes, fiáveis q.b., sérias, que as pessoas nem levam a mal e até acreditam. Pois aqui vai a minha: eu tenho dois amores e não sei de qual eu gosto mais. E agora?

Post provocador

Adoro chapéus!

Facto sobre a vizinhança

Os vizinhos da frente têm um pavão.

Irritações - XI

Tecidos às bolinhas. Nunca gostei de tecidos do género, que servissem para roupa, cortinados ou toalhas de picnics. Não me lembro de alguma vez ter tido alguma peça de roupa com bolas e bolinhas estampadas. É implicância mesmo!

Shhhhhhhhhhhh!!

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Adenda: Tinhas razão: é hoje! :P

Dos meus comentadores espertalhaços....ou de um, va lá

Eu tenho alguém que me lê e comenta há meses e meses, cujos comentários não publico por demonstrarem um tão baixo nível de educação e boçalidade que acho que não vale a pena dar-lhe a atenção desejada. Dele rio-me, da sua figura de palhaço opinativo sobre nada. A sua última pérola foi esta a propósito da minha última irritação: Continua assim e ainda acabas com mamas descaídas deixou um novo comentário na sua mensagem " Irritações - X ": Não abanam porque usam soutien! E as tuas também não abanariam se usasses também! E por aqui me fico, já me ri e quase que me engasgava enquanto tomava o pequeno-almoço.

Segredos - XXI

Sou tão, mas tão infantil que, com 39 anos, adoro e devoro literatura juvenil. Ando a ler a colecção do Ulysses Moore e começarei hoje o 4º livro, de 10 publicados em Portugal. O que não é de estranhar, pois li tudo o que era de Harry Potter quando tinha mais de 25 anos. Enfim, ...

Irritações - X

Correr. Detesto correr. Já não corro há anos, talvez desde que deixei o ensino secundário. Nunca gostei. Sempre achei desconfortável sentir as maminhas a abanarem durante aquelas corridinhas escolares. Já andar é outra história. Não que o faça regularmente ou com o ritmo recomendado pelos peritos de saúde e do exercício, mas a verdade é que ando que me farto. E subo escadas, muitas escadas, todos os dias. Correr é que não!

Enquanto Salazar dormia...

Ora aqui está mais um livro de 467 páginas que desviou durante horas e horas seguidas, desde sexta à noite, a minha atenção de outras actividades de fim-de-semana, e que recomendo, mesmo para quem não goste de romances. Sendo romance, não esquecer que há muita ficção por trás, mas há também um pano de fundo bem real, a Lisboa da década de 40 do século passado, cidade vibrante e aparentemente neutral, acolhedora de personagens oriundas das mais diversas origens, principalmente europeias, que co-existiam em plena II Guerra Mundial. Enquanto o presidente do Conselho de Estado dormia, e dizia-se que dormia muito pouco, imensas jogadas de espiões e espias eram levadas a cabo por políticos, taxistas, diplomatas, empregadas de limpeza, coristas, tipógrafos, pescadores, donos de hotéis, empregados de casinos, entre outros. É com esta amálgama de personagens que Gonçalo Amaral, autor português na casa dos 40, a residir actualmente em Lisboa, me fez momentaneamente recordar do pouco de História ...

Facto anual ou de quão importantes são os dentes para uma boa dicção

A minha avó faz anos hoje. Durante o dia tive que ligar-lhe 3 vezes para finalmente conseguir falar com ela. Questiono-me o que raio terá ela andado a fazer durante tantas horas para não poder atender os telefonemas da única neta que alguma vez teve ou terá. Quando finalmente atendeu, eu não percebi patavina do que ela estava a tentar dizer e disse-lho. Ao que ela respondeu: "Espera que vou colocar novamente a placa". Como é que imaginam que eu reagi a isto, enquanto conduzia na A1? E não se preocupem que não estava com nenhuma mão no telemóvel; ambas no volante como manda a lei!

Parvoíces

A verdadeira beleza interior de um homem vê-se pelo uso de boxers.

Incongruências da vida

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Enquanto aluna num colégio religioso, até ao 9ºano, lembro-me de, durante as aulas de Moral supostamente  passadas a ver filmes, eu e as minhas colegas passarmos o tempo a comer batatas fritas, pipocas e outras porcarias do género. Quando passei para a escola pública, chegava atrasada às aulas de Inglês do 11ºano, dadas ao último tempo da tarde, com um pastel bem escondidinho, (alternava as bolas de berlim com creme com os mil folhas), com que me deliciava quando o professor escrevia no quadro. Era impossível ele não reparar em mim e nos outros que faziam o mesmo. Nem por isso tirei más notas. Também não era excelente. Mas aquele pastel sabia-me bem melhor do que estar a ouvir algo que na altura não interessava nem ao menino jesus. Hoje estou do outro lado da barricada e apanhei um fulaninho a passar batatas fritas ao colega do lado. Pensei com os meus botões:"Onde é que eu já vi este filme?" A diferença é que estes dois tentaram fazê-lo antes das 10 da manhã. Haja estômago!

Foi uma bela noite, sim senhora!

Rais'parta que desta vez vi o jogo em casa e quase que me dava um xelique. Mas que mania estes gaijos vermelhos da bola têm de prolongar o sofrimento duma pessoa. Não há batimento cardíaco que resista!

Daquele abraço - mais pieguices

Hoje, alguém com metade da minha idade passou por mim num corredor e, após alguns segundos a trocar palavras e gracinhas a propósito do que o grupinho andava a fazer, deu-me, inexplicavelmente, um daqueles abraços quentes, fortes, genuínos, que me soube tão bem e que retribuí! Primeiro, pela razão egoísta óbvia: recebê-los é óptimo e faz bem. Segundo, porque a pessoa revelou um lado seu que eu não conhecia e que me fez pensar que aquela miúda, normalmente séria, tímida, aparentemente fechada no seu mundo, com uma aparência que pode fazer os outros distanciarem-se dela, é um poço de ternura. Basta que a deixem ser assim, afectuosa. É momento para não mais esquecer.

Facto sazonal

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Há muitos anos, quando as estações do ano estavam bem definidas em termos climatéricos, uma das coisas que fazia na primavera era dar uso às margaridas. Eu colhia as margaridas, cortava-lhes o pé e ficava apenas com o "miolo" amarelo e as pétalas. Assassinava as flores, portanto. Fazia depois colares  e coroas bi-coloridas, que usava até as flores começarem a ter mau aspecto, ou seja, a obra de arte durava menos de um dia. Valia a pena? Depende da perspectiva de quem me lê. Um botânico poria as mãos à cabeça e amaldiçoar-me-ia. Eu acho que sim, que valeu a pena, pois sentia-me feliz, qual uma princesa com o seu colar precioso e coroa. Também andava à caça de grilos, que enjaulava, mas essa história fica para outra altura.

Irritações - IX

Detesto ouvir alguém chamar o pai por "o meu velho" e a mãe por "a minha velha". Acho tal uma tremenda falta de educação, independentemente da idade dos envolvidos.

Hoje é dia da mãe e...

Estavam à espera que assinalasse o lusitanamente consagrado dia ao macho do casal, não? Pois quando chegar o lusitanamente consagrado dia da mãe, farei exactamente o contrário. E seguindo exactamente a mesma lógica de raciocínio: um não o seria sem o outro e vice-versa. E como todos os dias são dias do filho e da filha, eles e elas são pais e mães todos os dias. Básico, não é? Daí a desnecessidade de o assinalar hoje. Pronto.

Há dias assim, em que não apetece. O que até pode ser um bom sinal.

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Hoje não tenho nada para partilhar. É favor voltar amanhã.