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E a vida continua

Continuo sem provar sushi condignamente, a continuar a pensar que não gosto daquela bodega e que não há ninguém ou local que me demova deste meu não-gosto.  

Monty Python revisited

Vivemos tempos turbulentos, imprevisíveis, medonhos, violentos e algo assustadores. Não há previsões a longo prazo, situações "para a vida", constância diária que nos sossegue. As notícias são, na generalidade, feias e no entanto, a vida continua a surpreender-nos pela positiva. Ou então é dos meus olhos. (Continuo a tomar dois cafés sem açúcar, por dia, e admito já que não sinto a falta do docinho.)
ARGGGGGGGGGGGGGGGHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! GRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!! E é tudo!

Domingo de manhã

Há uma calma nestas manhãs dominicais bracarenses que ainda não consegui transferir para a minha mente, a tal que controla as minhas emoções, que andam ao rubro e por tudo e por nada faço um cavalo de batalha e revolto-me e sinto-me injustiçada e penso amiúde no que quero fazer daqui a uns meses, largos, já em 2018. E depois olho para este céu azul e o verde que vejo desta janela do escritório e penso que daqui a menos de um ano olharei para trás e verei o quão exagerada fui (estou a ser). Ou não, sei lá! Entretanto, na terreola, lançam-se foguetes, vendem-se rifas, ouve-se a fanfarra, participa-se na procissão e degustam-se almoços constituídos por três pratos e sobremesas várias, dispostas nas melhores e mais limpas e incólumes toalhas brancas que mais daqui a pouco já não o serão. Haja vinho!

Sabem o que mais gosto na Lisbeth?

A sua frontalidade verbal e o seu sentido de justiça. Não me canso de a ler e de lhe apreciar a resistência mental perante as pedras no seu caminho. Por muito invulgar e violenta que seja, é impossível não ficar do lado dela.

Desta vez concordo

...com as vozes que dizem que proibir jogos de futebol por decreto em dia de eleições é absurdo e anti-democrático, pois é dar ainda mais valor e tempo a uma actividade desportiva que já é sobrevalorizada em todos os aspectos, ao mesmo tempo que os elevados níveis de abstenção no país continuarão por resolver. Se @s eleitor@s quiserem votar, não será um evento desta natureza ou outra que impede tal acto cívico: vão e votam dentro das 11 horas permitidas para tal. Quem não quer cruzar um nome ou dois num papel, nem sequer aparece. Situação que a mim me parece bastante óbvia.  

A minha mais recente aquisição

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(Ai que nunca mais chega a hora da leitura para o devorar!)

A Festa na terreola

Isto de pertencer à Comissão de Festas tem muito que se lhe diga. Não só trabalha o próprio, há longos meses, em equipa dinâmica, como a própria cara-metade carimba e enrola rifas. Eu já não fazia tal coisa há 30 anos, quando eu própria fiz parte da mesma Comissão. Vai ser um arraial à maneira, de arromba mesmo!

Sabiam que... (adendado, duas vezes)

... a série The Big Bang Theory já vai no episódio nr. 804? Ou melhor, foi esse o que vi ontem à noite. Irra, que é pior que Dallas há umas décadas, ainda a preto e branco. ADENDA: Afinal meti o pé na argola, fiz figura de ursa, errei redondamente por cento e setenta e três (173) episódios e admito desde já, aqui e em público, que não sei ler números. O que pensei ser o episódio número 804 é afinal o 4º episódio da 8ª temporada. E afinal ainda só sairam 231 episódios e dez temporadas, sendo que a 11ª começa a 25 de setembro próximo.  E se eu tiver que escrever mais números, dou um tiro nos passarinhos ali da árvore mais próxima! (Por alguma razão, não segui Contabilidade e/ou Gestão, como os meus pais desejavam!) ADENDA 2: Ali na adenda anterior onde se lê cento e setenta e três (173) episódios, deve ler-se "só" quinhentos e setenta e três (573). Agora vou ali dar mais tiros ao lado e já volto!

Actualização laboral

Fui conhecer a casa nova na sexta-feira passada.  Tal como eu me lembrava de muitas caras, o director lembrava-se da minha. Nunca se sabe se este reconhecimento é bom ou mau sinal. O que eu sei é que achei a casa enormérrima, nada a ver com a que conheci há 12/13 anos. E algumas pessoas também estavam grandes, maiores, especialmente para os lados. Bolas!

Uma autêntica colónia de férias

Hoje, fiz serviço de taxista até uma das zonas balneares aqui do Minho, para transportar três clientes para casa de um amigo comum. O outro carro levava mais três clientes e quando lá chegámos, encontrámo-nos com mais três deles. Ou seja, nove jovens (oito machos e uma fêmea) que devem estar, neste preciso momento, a levar na cara e no corpo com bolas de tinta uns dos outros, algures na mata. Ao final do dia haverá piscina para os que ficam a pernoitar na tal casa.  Quando os vi a entrar, acompanhados do pai do anfitrião, pensei cá com os meus botões: "Parece mesmo uma colónia de férias! Bendita paciência que aquele pai tem que ter!" Uma coisa é certa e já cheguei a esta conclusão mil vezes à medida que aprendo diariamente a ser mãe de um adolescente: nestes contextos de convívio deles, é mais fácil aturar um grupo do que só um ou dois deles.

A buganvília do vizinho e o fumo da "nossa" chaminé

A churrasqueira da casa onde pernoitámos 16 ou 17 noites deitava fumo para o ar que, dependendo da direcção do vento, mandava fumo para a varanda e uma das janelas do vizinho. A buganvília desse mesmo vizinho, dependendo da direcção do vento, enviava as suas imensas pétalas para o nosso pátio e espaço exterior onde convivíamos noite-sim noite-sim a jogar à sueca enquanto emborcávamos uns copitos. No dia seguinte alguém do grupo lá limpava as pétalas. Quem é que tinha razão nas queixas?  Digam de vossa justiça.

Sensualidade e erotismo

As mesmas maminhas em topless que vi durante anos e anos, na praia familiar do costume, continuam na mesma. Com a diferença de serem únicas e as únicas, este ano. Eu é que não fui a única a recordar-me delas, depois de cinco anos de ausência.

As bolas do homem do chapéu cónico

Enquanto o quarteto do nosso grupo preferiu as bolas da Felismina, nós não desgrudámos das bolas do mencionado vendedor de praia: fofas, com creme aveludado e ainda quente, a escorrer pelos lábios e queixo abaixo, caso não tivéssemos cuidado com a etiqueta na praia. Das dezasseis que eu poderia ter ingerido, tendo em conta os dezasseis dias lá passados, fiquei-me pelas treze. Não se notam em lado nenhum, para grande espanto meu quando ontem de manhã enfrentei a balança. Menos mal!

Um verdadeiro zoo naquela Altura

Camaleões, cães, pinguins, flamingos, crocodilos, alforrecas, ovelhas, formigas, osgas e até papagaios que assobiavam piropos à nossa passagem. Não faltou diversidade, não...

E não é que o galo não se quer ver livre de mim?

Ora bolas! Não sendo mau, estava bem melhor onde estava. Assim, vou ver caras que já não via há 12 anos, numa casa de cara lavada.

Hoje acaba a série dos "Porquês"

Porquê? Porque atingi os 15, os da praxe para 15 dias de férias. Muitos mais ficaram na calha. Para breve...

Porquê nr. 15

Porque é que, no mês em que faço 45 anos, continuo a sentir-me como se tivesse menos 20 anos em cima e continua a apetecer-me fazer certas coisas sem pensar em demasia nas suas consequências?

Porquê nr. 14

Porque é que os cruzeiros são uma forma de férias e viagens que, aparentando serem divertidos e terem muita coisa à disposição (num espaço fechado rodeado de água), ainda assim não me atraem? É que aqui em casa já se anda há uns anitos a colocar-se essa hipótese que está constantemente a ser adiado "p'ró ano"...

Porquê nr. 13

Porque é que há condutor@s que sabendo ler (pois se tiraram a carta de condução...), não sabem ler o sinal "Conduza pela sua direita" e, na auto-estrada, mantêm-se em todas as vias de circulação menos na da direita? Irra!