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E o teu pai, Pseudo?

O meu pai está vivo e assim se mantenha por muitos e longos anos. Não lê este blog, mas anda a ler as revistas do Reader's Digest vai para 50 e tal anos.

Ainda do professor de piano

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"O Metrónomo Do grego XXXXXXXXX (palavra que não consigo reproduzir) , "medida" + XXXXXXXXXX (palavra que não consigo reproduzir) , "lei". O metrónomo foi inventado por Dietrich Nikolaus Winkel, um relojoeiro de Amesterdão, em 1812. Johann Mälzel, inventor alemão, copiou muitas das ideias de Winkel e recebeu a patente pelo metrónomo portátil em 1816. Ludwig van Beethoven foi o primeiro compositor a indicar marcas de metrónomo nas suas partituras em 1817. Allegro ♩=120 Informa ao músico que a música deve ser executada precisamente a 120 batidas por minuto, ou seja, que cada pulso deve durar 0,5 segundo." Esta é a informação da audição de hoje, informação que, como é habitual, consta do programa distribuído aos pais e familiares presentes. A guardar para recordar no futuro... Hoje, no final da audição,  o mestre deu aos 13 aprendizes presentes um piano-gato da Páscoa, feito em papel e de tamanho diminuto. Não há como não gostar do...

É um prazer

Troco com alguma frequência e-mails com o professor de piano do rapaz. Dá gosto, a sério. Mantemos a distância necessária entre mãe de aprendiz e mestre, sem nunca deixarmos de abordar o necessário e trocar impressões sobre o progresso do "pianista". O senhor é capaz de rondar a minha idade (42, para quem ainda não a sabe) e as raras conversas cara-a-cara decorrem sempre num tom de boa educação, num volume baixo e num ritmo pausado, sem interrupções mútuas. É daquelas pessoas com quem eu não me sinto à vontade para dar uma gargalhada explosiva e estrondosa (habitualmente não o faço, de qualquer modo), mas com quem é bastante agradável conversar. Os seus e-mails não fogem a este registo. E gosto especialmente da despedida, que não falha, e varia entre um "Atenciosamente" e um "Respeitosamente" e um "Ao dispor". Digam lá: quem é que se despede de vós assim (não contam os mails de trabalho)?

Olhem lá uma coisa, leitores meus

E já agora, o que acham da Danae, a artista? Passava no crivo, não passava? Opinem.

Foi-se a resiliência

Acabada de tomar banho, enfiei-me na cama só para esticar o corpo (ou para molengar) antes do jantar. Chega o homem, vê-me a jogar e pergunta Que raio de nível é esse que não passas? Passa isso para cá . Telemóvel nas mãos dele, perdeu 3 vidas, passou o nível à quarta e deixou-me fazer a jogada vencedora.

Olhem lá uma coisa, leitoras minhas

Eu cá não acho o ministro grego das finanças nada sexy nem jeitoso. Pode ter lábia e até falar bem estrangeiro, e usar uns cachecóis engraçados e golas à Bond, mas sexy? Nah, não me cai no goto, nessa área. Opinem.

Resiliência

Estou há uma semana no mesmo nível das frutinhas, já estive a uma aranha de o ganhar, a sete maçãs, já usei todas as ajudas e nada e ainda não desisti.

E as alheiras, Pseudo? Onde estão as alheiras?

Ficaram no local onde tínhamos planeado ir comprá-las. Sim, as de Trás-os-Montes. Mas como me portei mal durante a semana e o MQT estava com pouca vontade de conduzir tanto e até tão longe, só fomos até ao Arco do Baúlhe. De regresso, ainda vimos a malta de barba rija e pança de cerveja a prepararem-se com uns grelhados ao ar livre e umas bejecas para aguentarem  a etapa Fafe-Lameirinha. Era um cheiro que não se podia! E a menina da estrada, ou outra da mesma vida, por quem eu passava diariamente há 12 anos, continuava no mesmo sítio. Ontem não lhe deve ter faltado clientela, não. Já o polvo no forno e o arroz do dito continua muito saboroso. Ainda perguntei se as garrafas de vinho do Porto, datadas de 1937 estavam à venda. O senhor, simpaticamente, respondeu-me que tudo tinha um preço. Desconfio é que o meu cartão multibanco, ao passar no terminal que aparentemente estava temporariamente indisponível, não autorizasse a operação. É a vida!

Mingana queu gosto!

Aviso à porta do restaurante: "Multibanco temporariamente indisponível", sem qualquer data.  Verificámos as carteiras de ambos e confirmámos que tínhamos cash suficiente. Mas como eu sou desconfiada destes avisos fictícios, perguntei à menina que estava ao balcão, que só por acaso era filha do dono: -"Menina, o terminal multibanco  continua fora de serviço?" Ela olha para mim, hesita em responder e diz: -"No final, vê-se". E tinha razão: no final vimos o terminal em pleno funcionamento. Enfim...

É tudo muito bonito, mas seríamos muito mais felizes sem telemóveis

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Não advogo o retorno à pré-história telefónica. Dão jeito, indiscutivelmente. São uma ferramenta de trabalho, de lazer, de comunicação. Mas só trazem chatices: é o ecrã que parte quando cai ao chão e que é caríssimo substituir; é o equipamento que deixa de funcionar quando cai na sanita; é o carregador que ficou perdido naquela casinha rural onde passámos o fim-de-semana; é o brinquedo do meu amigo que é melhor do que o meu, logo quero um igual; é a comunicação em forma curta que estraga a linguagem escrita; é aquela funcionalidade que, sem eu saber, até comprova a minha localização geográfica; é a necessidade que muitas pessoas têm de estar ligadas à net onde tudo ( discutível ) acontece; é aquela chamada telefónica que foi abaixo por falta de bateria; é aquele hábito que os alunos têm de ver as horas durante um teste; ...é um rol de chatices e preocupações para os utilizadores, que não as tinham antes de adquirir aquela miniaturazinha viciante que cabe na palma da mão. Devia se...

Decisão do dia

Quero um Pug.

Sensação boa, sim senhora

A de, surpreendentemente, vermos o nosso cantinho ligado a outro cantinho virtual, cuja existência e dono/a desconheciamos totalmente. Claro que o nosso é só mais um no meio dos outros, mas sabe bem sabermos que somos lidos/as por esse mundo fora. É a tal necessidade humana de atenção...

Sabem do que eu gostava mesmo?

De desenhar e ilustrar tão bem, tão perfeitamente bem, como um certo miúdo de 13 anos que eu cá conheço (não, não é o meu filho, que é tão jeitoso quanto eu a traçar linhas ), cujos trabalhos vi há uns dias e que me puseram de boca aberta, pasmada, a olhar para aquele fino traço, tão real, tão bem feito. Parecia que estava a olhar para uma fotografia a preto e branco. Temos ali artista que sabe o que quer da vida, temos!

Quantos?

À frente da porta do local de trabalho. Temi eu que, em cima de mim, no local de trabalho enquanto media a tensão arterial e ele arrotava. Quantos de vocês, companheiros, podem dizer que já viram um belo mas um belíssimo gomitado  laranja em jacto com, como disse um colega de trabalho do indisposto, "textura de amêijoas"?

Suspeito que a morte se aproxima

Se é que já não chegou, ao contrário do que afirmou o especialista há 2 semanas. É que já nem bufa ou mexe...A ser o caso, já vários cenários me passaram pela cabeça: ou rio abaixo ou terra em cima. Either way , não gosto.

Tradução

Fui ver um filme. Ouviu-se Everytime you talk it smells like vagina . Leu-se Estás sempre a falar de gajas . Perde-se tanto pelo caminho.

Queixa maternal

Quando o meu filho decidir comprar um telemóvel e for ele a pagá-lo, vou sugerir-lhe que compre um que também permita fazer e receber chamadas telefónicas ou enviar mensagens de resposta aos pais.  Haja santa paciência para aturar "Lamento. Não posso atender. Ligo mais tarde".

Março, o mês da Primavera

Já vi alças, já vi chinelas. Continuo a ver botas e cachecóis. Não se pode ver um raio de sol...

Por falar em aforismos com títulos ou numerados

"O país não precisa de quem diga o que está errado; precisa de quem saiba o que está certo." - A.B.L. Geografica e temporalmente transversal, não concordam?

Sabem do que gosto neste mês?

Do cheiro das bichaninhas no ar... Tenho a sorte de trabalhar num local rodeado delas e de outras espécies bem cheirosas.