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Paisagem animalesca

A que existe atrás de mim neste preciso momento está com os pernis esticados e pescoço arrebitado. Quando se fartar da posição, dará um salto mortal invertido e mergulha de cabeça, tronco e membros na água, como se não houvesse amanhã.

Querido diário: um novo dia.

O dia começou muito bem: dei um pulo do sofá, assarapantada por serem oito e dez, sem que o despertador digital tocasse, e eu ainda de galho ferrado, ao contrário do mini-me que já tinha dado a primeira mija do dia e estava a brincar com o telemóvel sem cartão, ainda na cama. Não tomei banho antes de sair de casa, logo ninguém chegou atrasado à escola. Com os jeans usados no dia anterior e a primeira camisa que me apareceu no roupeiro, fiz-me ao dia com uma vontade tremenda de gastar dinheiro e assim o fiz: entre outros itens, comprei donuts a metade do preço; metade já voaram . Já passava das dez da manhã quando finalmente me banhei por inteiro. Após este momento íntimo de higiene, sentei-me ao PC para ler as notícias do dia, os meus blogues giros e o correio electrónico institucional, não necessariamente por esta ordem. Nada de jeito, a não ser umas certas cenas de casamentos, dedicadas à noiva mordaz cujo nome não mencionarei pois toda a gente gira sabe a quem me refiro. Ainda sent...

Querido Diário

O dia começou muito mal, ainda não eram nove da manhã. Uma discussão com dois adolescentes causada por dois motivos não muito graves, mas suficientemente graves para lhes apontar o dedo por incumprimento da regra da pontualidade, levaram a uma reacção explosiva dela e assumidamente exagerada da minha parte. Eu tenho mau feitio; ela, com menos de metade da minha idade, também e supera o meu. Foi um caldeirão perfeito, que explodiu em plena aula, e que ainda agora, dez horas depois, afecta a minha disposição. Não devia, mas pelos vistos também tenho as hormonas aos pulos.

Lá lhe demos um telemóvel

E é agora que cai o carmo e a trindade porque até há bem pouco tempo tanto pai como eu afirmávamos que nunca lhe daríamos um antes de todos sentirmos necessidade que ele tivesse um. Se ele vai sempre de boleia para a escola, e vem do mesmo modo, se na escola não precisa de telefonar a nenhum colega, pois eles estão lá todos e todos os dias, se quando é preciso a escola contactar mãe ou pai, tal é feito a partir do fixo da escola, para que raio quer um puto de 10 anos uma destas bugigangas da moda?  Mas lá cedemos. É um Samsung baratito, que custou €6, daqueles de ecrã táctil, com mais funções do que o meu básico. E o puto diverte-se a explorar as funcionalidades daquilo, a ouvir rádio, a seleccionar os tons do despertador, das chamadas a efectuar e a acrescentar fotos estranhas aos contactos. O pai é um pai natal com cabeça cortada mas com a barba branca, claro, o avô é um pinto amarelo deslavado, eu sou um GOOOOLOOOO!! Do Benfica!! AHHH!!! Esqueci-me de dizer: o telemóvel não...

Os putos acham graça a quê hoje em dia?

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A sério que ainda não descobri e lido com eles todos os dias. Riem-se das coisas mais parvas que se possa imaginar e não acham piada ao que de facto a tem. Enfim...

Troca de mensagens de mau gosto

-Olá. Estás vivo? Se não estiveres, encara isto como uma piada de muito mau gosto. -Lamento desiludir as tuas esperanças de me encontrar finado... -Disparate. Apenas estranhei. Ainda bem que estás vivo, pronto... -Gastei mais uma vida mas ainda por cá ando... (Prefiro estas piadinhas do que ouvir outros dizerem que não conhecem Monty Python.)

É por isto que gosto mais de cães

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O melhor deste blogue são os títulos

Porque bem espremidinho, o sumo sabe a pouco ou nada. É como aqueles limões bonitos, redondos e amarelos que ainda estão suspensos do limoeiro, mas quando os usamos, aquilo até dá para chorar de tão azedos que são. Ou não. E a correria que nunca mais acaba!

Olha a gaita azul! (Só para bons entendedores)

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(DAQUI)

Momentos "Marcelo de Sousa"

Tenho andado a frequentar uma actividade dinamizada por múltiplos intervenientes, relacionada com o conceito de "LEITURA". É quase como uma orgia, mas sem sexo: por vezes, estamos todos tão embrenhados no que dizemos e ouvimos dos outros e no que fazemos que nem vontade há para fazer uma pausa. Acontece que no início destas sessões tem havido aquilo que adianto no título: recomendações literárias que são do agrado da pessoa que sugere. E cada vez que a senhora sugere "isto e aquilo", para quando tivermos um tempinho ou se realmente nos interessarmos por questões neurológicas eu questiono-me: "Mas será que alguém, em período de férias, no seu perfeito juízo, vai ler isto?". Há gente para tudo. Mas nada destronará os meus policiais de férias. E por falar nisso, alguém sugere algo realmente fascinante?

A Rita e o Paulo em Guimarães em 2009

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O homem-tigre lendário actualizado

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E não é que continuo a gostar deste estilo?

Só porque o fundo é branco

Whiteout imprevisto e sem prazo de conclusão

Este é o das quintas à noite

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É verdade

Nunca pousei as beiças numa lata ou garrafa de Red Bull. Ainda morria ou o camandro! Já Coca-Cola é outra história!

O meu mais recente vício televisivo

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O Guerrero é o meu favorito, apesar do Chance ser o mais bonito.

Hoje fui ao teatro: "Three in One"

O teatro veio à escola e eu fui vê-lo. Parece tão fácil interpretar Shakespeare ( tragedy ), Jane Austen ( romance ) e John Buchan ( thriller ) e ainda deixar o público extremamente bem disposto, depois de uma hora a rir e a chorar por mais. "As aulas deviam ser sempre assim", disse um deles após a 2ª sessão. Ao qual eu respondi que as aulas deveriam ser de muitas maneiras diferentes, mas não o são. Para o ano há mais.

O tamanho importa

Depois de ler 41 páginas em 1030 possíveis, depois de ler uma frase que ocupa quase 3 páginas - sim, uma frase inteira que li, reli e voltei a ler para confirmar isto - só posso concluir que efectivamente o tamanho e peso importam. E desta vez assustam-me. Parece-me que terei que pedir prolongamento do prolongamento do prazo de empréstimo, que agora acaba a 2 de Junho do presente ano.

Estaleiro em obras

Há qualquer coisa de irritante e simultaneamente atraente nos estaleiros em obras. Vemos as estruturas mecânicas a serem assentes para brevemente serem accionadas, os materiais a serem depositados pelos cantos, a obra a evoluir devagarinho, por vezes ao sabor de factores meteorológicos e financeiros, a mão-de-obra humana de capacete amarelo e coletes protectores e sinalizadores a demonstrarem que haverá obra feita. Sabemos que mais dia menos dia, mais ano, menos ano, o resultado será visível em obra, prima ou não vai alimentando a curiosidade de quem a visiona e de quem por ela passa. Faz os observadores imaginarem o que dali poderá sair. Por isto atrai. Irrita quando, pouco tempo após o início dos trabalhos, colocam a tabuleta "Em obras", bem visível e perto das obras, daí a sua des-necessidade. E isto irrita, pah! Apetece dizer bem alto um "Foda-se!! Outra vez?!?!".

Peculiaridades da vida de aldeia

Na aldeia de XXXXXXXXXXX foram roubados 3 porcos. Noutra aldeia vizinha, um senhor oferece €5000 a quem chibar a pessoa que roubou uma pá de porco durante a noite. Será coincidência? Haverá relação? Obviamente que já se sabe onde estão os porcos e os seus membros.