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Vamos finalmente falar das férias passadas

...em Alfarim e não só. Após tantos dias sem paz nem sossego e com muita azáfama, com tanta informação nova a bombardear-me por todos os lados, está na altura de eu recordar as nossas férias do verão passado. Os nove primeiros dias passados em Vila Nova de Milfontes serviram essencialmente para gozarmos a casinha tipicamente alentejana e o céu nocturno estrelado, sem qualquer centro de barulho ou confusão ali à volta, à excepção dos grilos e pássaros e moscas e mosquitos que nos fizeram companhia constante. As praias...bem, essas, não nos sendo familiares, são muito parecidas com o que conhecíamos de Odeceixe para sul, apenas com a diferença de que havia bastante mais malta em todo o lado. É uma vila bonita, sim senhora, e as noites por lá eram bem agitadas. E os gelados ao quilo? Que maravilha! Mas do que gostei mesmo foi dos 12 dias seguintes, alojados em Alfarim, terra de que nunca tinha ouvido falar e menos ainda da Lagoa de Albufeira. Já do Meco...quem é que nunca ouviu fa...

Há descobertas aliciantes, por ali

Tenho um aluno autista, o segundo em toda a minha carreira profissional.  Foi um enorme prazer ter passado perto de 45 minutos a comunicar com ele e ele comigo numa língua estrangeira que muitos dos meus outros catraios resistem a usar com a frequência que deviam. Gostei! P'rá semana há mais.

É bem verdade o que diz o ditado

Depois de um final de Agosto e mês de Setembro bem agitados, com a procura de casa nova, decisão sobre as opções visitadas, escolha da mesma e desarrumações de um lado para arrumar do outro, ao mesmo tempo que viajo diariamente, por motivos profissionais, para concelho minhoto vizinho do da residência, eis que sinto que inicio / iniciamos o período de acalmia que todos merecemos. Sinto-me cansada. Regresse lá esse feriado de início de Outubro, como diz um dos candidatos a Primeiro-Ministro. De qualquer modo, duvido tanto que aconteça que nem ele levará o meu voto no próximo Domingo.

À terceira é de vez

Depois de 2 semanas a ir tomar banho quente à casa antiga, cansar-me disso e decidir lavar-me às prestações com água fria, após uma situação a aquecer panelas de água, hoje, finalmente e após o filme EDP - Agendamento, senti o calorzinho do líquido que me lavava o corpo e a alma. Tão, mas tão bom...

Se visse a EDP à minha frente, matava-a com um tiro num certo sítio

Se eles sabem, melhor do que qualquer cliente tem a obrigação de saber, que a instalação do gás e a ligação do contador do mesmo só são possíveis na presença da entidade inspectora dos mesmos, como é que é possível eles não agendarem em simultâneo a instalação e a inspecção e não informarem, durante os vários contactos telefónicos efectuados na semana passada, o cliente de que é necessário nós, cliente,  requerermos a vistoria do mesmo? Pelos vistos, esta desinformação e esquecimento por parte das pessoas assistentes nos telefones é práctica comum desta empresa, pois o técnico que veio cá hoje afirmou que era já o seu segundo caso do dia em que um serviço estava agendado sem que o outro o estivesse. Se isto não é duma incompetência atroz, não sei o que lhe poderei chamar... Senti mesmo necessidade de tomar um banho de água fria para esfriar os ânimos, de tão furiosa que estava! Nada que não tenha vindo a fazer de há 10 dias para cá. Mas que custa, custa!

Dos cristais e porcelanas

Raramente os copos e os pratos foram usados nos últimos 16 anos. A partir de agora terão uso diário. Quando se partir a primeira peça, não sei se chorarei baba e ranho ou se apenas encolherei os ombros e pensarei "paciência, ainda tenho os outros todos para partir até ao fim da nossa vida".

Coisas más duma mudança de casa

Ter que aquecer água nas panelas gigantes (que raramente são usadas para cozinhar) para poder tomar banho causa um desconforto enorme; faz-me recordar os tempos em que a minha mãe fazia o mesmo e eu me lavava dentro duma bacia; Esperar quase duas semanas por um frigorífico novinho em folha, que supostamente deveria ser entregue hoje mas se calhar nem amanhã, dá-me cabo dos nervos; não há meio de o poder encher com as guloseimas e fruta e legumes habituais; Não ter tomadas eléctricas nas casas de banho é muito estranho; questiono-me como é que o rapaz fará o bigodito, já que eu não uso secador para o meu cabelo; cá nos arranjaremos; Não poder comprar mantimentos frescos e/ou congelados por não ter onde os guardar obriga-me a pensar demasiado no que se vai jantar; é que isto de se jantar fora diariamente arruma com o orçamento de qualquer uma; ... Fora estas pequenitas coisas, que se vão resolvendo uma de cada vez, que é como quem diz, uma por dia, estamos a gostar de e...

Coisas boas duma mudança de casa

O calçado e roupa que já não usamos há anos sai dos armários e vai fora. Umas coisas são lixo, outras são para dar a quem precise; Aqueles papéis que guardamos porque podem dar jeito mais tarde já não dão jeito nenhum; A sensação de descobrir um sítio novo, os seus acessos pedonais e de trânsito, vulgo atalhos, é muito boa; Aqueles enlatados que fomos acumulando na despensa à conta dos cupões de desconto dum certo hipermercado desaparecem num ápice; Organiza-se o espaço interior e as arrumações melhor do que na "casa antiga"; Aqui há espaço para estacionar os carros a qualquer hora do dia. E se não houvesse, sempre teremos a garagem, quando de lá retirarmos os caixotes cujo conteúdo ainda tem que ser arrumado cá em cima; ...

A minha primeira vez - a total failure

Tínhamos planeado andar juntos de autocarro hoje: a primeira vez que eu, condutora de viatura própria há 25 anos, o faria em Braga, logo, mais uma novidade nesta fase da vida familiar. O rapaz faria o percurso "casa-escola" e eu faria o percurso "casa-escola / escola-casa". Agora adivinhem o que é que nos demoveu e lá acabámos por ir de carro, como vem sendo hábito há 10 anos... (esta é mais fácil do que a anterior) .

Então, Pseudo?

Perguntam vocês: "Qual foi a primeira refeição cozinhada na casa nova?" , adiantando uma hipótese algo excêntrica do género "codorniz recheada com alheira e puré de maçã" e de sobremesa um "soufflé de pêra com canela" . Respondo eu: "Claro que sim! Esmerei-me nas lides gastronómicas precisamente ontem ao final da tarde, após ter passado duas horas a escolher os ingredientes certos. Estava tudo um mimo, segundo me disseram eles. Até me ajudaram a lavar a loiça, a de ontem ao jantar e alguma que ainda estava embalada, vejam lá bem..." (Um miminho para quem adivinhar qual foi, de facto, o jantar d'ontem. Pista única: enfrascado, enlatado e embalado...mas cozinhado!)

Update da mudança

Ainda estamos cá, mas também já estamos lá. Espera-nos mais trabalho lá do que o que falta fazer cá. Com jeito e calma e alguns produtos de limpeza, e a ajuda da companhia da água, luz e gás, aproxima-se a primeira noite lá...

Dúvida doméstica

Qual a primeira coisa a embrulhar ou empacotar quando se muda de casa? É que eu não sei por onde começar!

Já cá canta

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Na versão inglesa. E ainda não li as últimas páginas, mas não deve passar desta semana atribulada. Haja horas pela noite dentro...

Atribulado

É um excelente adjectivo para descrever o meu último dia de férias.  E a conta telefónica vai ser uma surpresa desagradável, vai...

Há que ver as coisas pelo lado positivo

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Ganda galo!

O que faz uma diferença de 3 décadas

Hoje em dia, alguém com 13/14 anos, já terá ido a mais sítios novos e feito mais coisas novas pela primeira vez do que alguém com 13/14 anos há 30 anos. No sábado há paintball e eu ainda nem karting experimentei...

P'ró jantar

Depois duma noite escura às claras, testemunha do chilreio madrugador dos passarinhos aqui da terrinha e do bater de portas da malta da casa a sair para se fazer à vida, pensava eu que iria conseguir dormir qualquer coisica ainda de manhã ou quiçá a sesta. Tá bem, abelha!  Tá ali um empadão de carne à maneira, à maneira da minha falecida mãe mesmo, sem purés artificiais nem nada dessas carnes já pré-mastigadas! Tão cedo não me meto noutra andança com tachos, passe-vites e moulinexes, não!

Pensava eu que já tinha visto muita coisa

Mas a verdade é que não. Hoje, pela primeira vez, vi, no meio duma das rotundas mais movimentadas da cidade de Aveiro, precisamente ali ao lado da Ria e da Capitania, uma mulher chinesa de parar o trânsito. Tirava fotografias a uma outra rua, pedestre, localizada à sua frente. E os carros atrás dela, parados, à espera do final da tarefa. O que vale é que está tudo de férias, senão a mulher tinha levado com mais do que apenas buzinadelas.

O sabor que não esquecerei tão cedo

Houve muitos, mas o que gostaria de destacar é o sabor duns pastelinhos de bacalhau recheados com queijo de ovelha, ingeridos numa determinada casita lisboeta. Nunca tinha ouvido falar de mistura tão estranha nem me pareceu, a priori , que os dois sabores se dessem peculiarmente bem. A verdade é que é mesmo bacalhau com queijo, tudo enrolado consistentemente numa massa que vai a fritar, aquilo que deglutimos enquanto sentimos algo a derreter pela garganta abaixo.  Uma pena que seja obscenamente caro, porque até é bem saboroso; como alguém conhecido disse, e bem: "uma armadilha para turistas..."

A imagem que não esquecerei tão cedo

A água prateada do Atlântico, antes das dez da manhã, sob um céu azul limpo de nuvens, ladeada pelas arribas verdejantes e luxuriantes, a caminho duma praia lindíssima, talvez a mais linda que alguma vez vi durante toda a minha vida, onde jamais voltarei a pé. Ali bem perto de Sesimbra...