-És uma marioneta ! -Estou farta de ti. Bateu com a porta e saiu daquele tugúrio lúgubre , no Vale do Forno, Odivelas. Lá fora foi surpreendida com um dia solarengo e foi com um inusitado ar prazenteiro que deu por si a divagar sobre a forma de pôr um fim no seu relacionamento, enquanto se dirigia ao metro do Senhor Roubado. Estava decidida! Não valia a pena discorrer sobre quem culpar pelo falhanço. Por agora seria assim, depois logo se veria. Por agora, sabia o que queria. Não iria de metro! E na paragem do 7, na Calçada de Carriche, iniciou uma viagem que sabia sem retorno, em direcção ao Cais do Sodré: aí, uma infinidade de carreiras abria-lhe as portas dum futuro risonho.