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Imperdoável

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Estão a ver a bandeira no topo, do lado direito? Sabem qual é, não sabem? Aquela que aparece a esvoaçar em muitos edifícios da cidade, nos telhados e nas varandas? Pois eu não sabia e só no dia seguinte à visita a Amsterdão é que fiz batota e googlei . Senti-me tão burra por ter deixado escapar esse pormenor aquando das pesquisas pré-viagem!

Bife tártaro - só porque não sabia o que era.

Foi a coisinha mais asquerosa e nojenta que alguma vez provei e comi. E estava preparado com aquelas ervas e condimentos que supostamente dão um saborzinho do outro mundo à carne! Tá bem, abelha! Quando vejo o meu pedido a chegar à mesa, começo logo a torcer o nariz, perante aquele monte de carne vermelha. Quando ponho a primeira garfada à boca, digo "Oh porra que isto está frio!". Quando as papilas gustativas se apercebem do que está a ser ingerido, só me lembrei dos animaizinhos de que ouvimos falar, que são comidos por outras civilizações. Aquilo parecia um bocado de carne vermelha picada que vamos pedir ao talho para fazer bolonhesa. Intragável! Tão horrível que, depois de me esforçar a comer 3 ou 4 garfadas de minhocas onduladas, deu-me vómitos de tal maneira que tive que sair da mesa e chamar o gregório na casa de banho mais próxima. Um  nojo autêntico! Não há prova fotográfica do dito cujo, pois é para esquecer mesmo. Foi parte do jantar no dia dos meus 41 anos. Ma...

Da Holanda, dos holandeses e da paisagem

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Soube-me a pouco, nitidamente a pouco, para quem tinha feito uma lista de oito cidades holandesas a visitar. Nos quatro dias que lá estivemos, pernoitámos cinco vezes no mesmo sítio e visitámos três cidades das listadas: Amsterdão, Roterdão e Alkmaar. Por visitar, entenda-se sair do carro e andar a pé, a observar os detalhes, as pessoas, as portas, as placas, os cantos, sentir os cheiros, ver as cores, sentir a chuva miudinha de curta duração a humidificar o cabelo. Ainda que Roterdão tenha sido só de passagem, para que o Dirk pagasse um copo à malta no Hotel New York , deu para verificar as diferenças arquitectónicas entre as duas grandes cidades, sendo que Roterdão é muito mais moderna, futurista e sem grandes complicações de trânsito, ao contrário de Amsterdão. Este barco é um dos pormenores decorativos do bar do Hotel, cuja entrada, caso escolhessemos o Hotel para o fazer, obrigava-nos a ir por uma porta giratória de madeira, pesadíssima, a condizer com o ambiente anos 30/40 do s...

Se eu não soubesse, até diria que era engenheiro

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À conta desta pequena ponte, que é só a mais alta na Europa, viajámos mais cerca de hora e meia e mais cerca de 200 kms do que o percurso no google.maps nos indicava para chegar ao destino seguinte, Andorra-a-Velha.   Isto tudo porque alguém andou desde o início das férias a falar dela, da ponte, e de como gostaria de nela passar e patatipatatá e depois de tantas indecisões, e de cálculos de combustível e de horas a mais aqui e menos acolá, e de tanto me irritar com o dilema "passamos ou não passamos?", o MQT lá se decidiu a fazer-se a vontade. Foi na estação de serviço adjacente que vi umas sanitas à antiga, mas modernas, ou seja, um buraco no chão, com azulejo em redor. Eu e a fila feminina preferimos usar a toilette para as pessoas deficientes, apesar de as outras 4 casas de banho estarem livres de pessoas. Esquisitas, eu sei...

Salmão fumado, vinho branco e pepino

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O que menciono no título são apenas três das imensas iguarias que o hotel, na Holanda, servia ao pequeno-almoço. Digamos que esta refeição, a custar uma pequena fortuna por cabeça, nada tinha de frugal. E que os holandeses que por lá andavam, altos, largos de ombros, espadaúdos, não se tratavam nada mal. E elas não lhes ficavam nada atrás. Mas que faziam umas misturas estranhas, faziam: desde terem um prato com salada (pepino e tomate) acompanhado por sumo ou leite até salada de fruta encharcada em molhos variados, dos quais iogurte era só um deles! Já o petiz enfardou ovos mexidos, todos os dias, até eu dizer "chega"! Não me atrevo a mencionar o que mais ele e nós comemos na primeira refeição do dia. Porque apanhámos a época das mosselen , que petiscámos após serem confecionadas de duas maneiras distintas, amanhã, o repasto familiar iniciar-se-á com uma entrada similar ao apresentado em cima.  Não sendo a primeira vez que este petisco é servido nesta casa, haverá, por ...

Um brinquedito, era o que era

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Não consigo perceber. Tinha que ler sobre história de França, Absolutismo, século XVII e sobre a personalidade de Luis XIV para perceber porquê.  Enquanto por lá andávamos, eu procurava palavras para descrever o que via mas "megalomania", "megalómano" e "megalomaníaco" pareciam-me claramente insuficientes perante a grandeza e o esplendor da decoração, perante o engenho necessário para mandar construir jardins e bosques geometricamente dispostos ao milímetro, com as centenas de estátuas que por lá abundam. Um dia inteiro a passear pelo interior do palácio, pelos jardins, pela humilde casinha da rainha, a ver dezenas de quadros gigantescos, a olhar para os tectos, a sentir-me estupefacta e maravilhada perante os doirados, os rosas, as talhas, os longos e largos corredores, a sentir-me pequenina numa pequena área de quilómetros num mundo do passado, a imaginar mulheres e homens com vestes estranhíssimas, perucas peculiares, passeando languidamente pel...

Os companheiros de viagem

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Como é que "lá" cheguei

Por "lá", entenda-se qualquer um dos sítios por onde andámos: carro, autocarro, metro com e sem condutor, combóio, a pé, bicicleta, barco, funicular, passadeira e escadas rolantes. Só não apanhámos o eléctrico. Com pena.

O post por que eu tanto ansiava - vai ser longo ou dividido, ainda não sei

Não querendo ser agoirenta, acho que agora já posso morrer. É uma maneira muito mórbida de começar um texto sobre umas férias fantásticas, mas a verdade é que passei anos a dizer que não haveria de morrer sem ir à Holanda. E agora que já lá estive, sinto que terminei mais uma pequenina etapa do meu percurso de vida. Mas vamos ao que (me) interessa narrar: As férias propriamente ditas começaram com uma sessão de 20 minutos de fish pedicure , durante a qual os meus pés e tornozelos foram literalmente petiscados, debicados e mordidos por dezenas de peixinhos mais pequenos do que a unha do meu dedo mindinho. Não sendo absolutamente fantástico, deixou-me os pés levezinhos. Além das cócegas nos pés, senti pequenas picadelas dos bichos, que certamente se deleitaram com as peles secas nos calcanhares e o cheirinho ao chulé. Isto foi na véspera de me ter levantado às 4 da manhã duma terça-feira de férias. Quem é que no seu perfeito juízo sai de casa às 5:15 da madrugada para fazer cerca...

Também estive na Xixerella

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Perto de La Massana, rodeada de várias matizes de verde e muita rocha. Pedregulhos capazes de destruir vilarejos enquanto o diabo esfrega um olho. Os muitos parques de campismo existentes na zona, com muita sombra e relva, com muitos campistas, eram bonitos. Mas se tivéssemos optado por ficar num deles, acho que não acharia muita piada à chuva torrencial que se abateu por Andorra nos 2 finais de tarde que por lá andámos.

Então, Pseudo, o que ouviste tu durante as férias?

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Antes de mais, prometo solenemente que não inicío mais títulos com a palavra "então". E uma das coisas ouvidas ontem, enquanto atravessávamos a longa e extensa planície árida e amarela espanhola, foi isto: Foi o petiz que escolheu o CD "Rock em Stock" . Eu cá continuo a achar que ele enganou-se.

Então o que é que eu perdi?

Agradeço informação actual sobre o que se passou em Portugal nos últimos 15 dias, em formato resumido ou desenvolvido. Obrigada.

Então, Pseudo, onde estiveste no teu dia de anos?

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Ora bem, estive na Holanda, passei pela Bélgica, almocei no Luxemburgo e jantei em Lyon. Hoje passei parte da tarde no Anfiteatro das Três Gália, onde pude comprovar, com os meus próprios ouvidos, o que vêm dizendo da sua acústica, já há uns bons séculos: excelente mesmo!

Resumo muito resumido

No primeiro dia fiz 1580 kms de carro. No dia seguinte andei a pé. E hoje andei de bicla e até me perdi em Bussum, a caminho de casa. Ahhh, estes holandeses são a-d-o-r-á-v-e-i-s! ( Ao contrário dos belgas e dos franceses! )

Volto já

Mesmo a tempo de ver alguém apagar 80 velas. Não fosse o caso e era capaz de vir, em vez de já, já, mais daqui a pouco.

80 velas

Preciso urgentemente de pensar como acender 80 velas sem que a primeira derreta antes de conseguir acender a última e de modo a que todas sejam sopradas ao mesmo tempo. Alguém tem sugestões?

Casa de ferreiro, espeto de pau

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"Manel, abre o rego!" Sou do distrito de Aveiro há 40 anos e só hoje, pela primeira vez, andei num moliceiro, Ria abaixo, Ria acima, enquanto apreciava e sorria com o que lia nos outros moliceiros que se cruzavam com o nosso. Muito bem acompanhados, entre outros, por uma família com um bisavô que cantava  ópera para adormecer o bisneto. Muita paródia com alguma história do bacalhau e do sal à mistura .

E então as férias, como vão?

Vão bem, muito obrigada. Para já pernoitamos aqui, daqui a uns dias pernoitaremos em Braga, de seguida será em França, logo a seguir será em Huizen e por fim, as últimas 6 noites serão passadas algures, local que até nós ainda desconhecemos. Depois vê-se onde.

É que não sei mesmo

Afinal o que é que se passou, ou ainda passa, na Comporta?

Encontrei o holandês

Acho que vou ler as cartas empoeiradas que escrevemos, durante uns bons 4 ou 5 anos, até perdermos o rasto um do outro. Sei que continua a montar na bicla, a julgar pelas evidências fotográficas mais recentes. Será que é a mesma que usou para vir ao casamento? P'rá semana pergunto-lhe pessoalmente!