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Sensibilidade musical de um orangotango numa loja de porcelana

É assim que me sinto e sinto que tenho, pois por muito louvadas que sejam a canção e a prestação do vencedor do festival, eu não consigo adorar a canção. Por muito bonita que seja a letra e genuínos a interpretação e maneirismos do seu cantor, não é melodia que me cause arrepios nem me tenha causado pele de galinha ou lágrimas nos rés-do-chão. Claro que sim, que fiquei contente por termos mais um vencedor no país, mas da música não consigo dizer mais do que isto que sinto. Não sou a única, pois não?

Terra Nova

Depois de confirmada a existência da nova bola naquele universo infinito, usaram o Olho para vislumbrar ao pormenor e verificar se valia a pena a visita. O ar parecia-lhes heterogéneo: umas manchas espessas brancas em certos locais, uns pontos verdes grandes e outros mais pequenos aqui e ali, concentrações de luzes, uma grande mancha azul-acizentada entre áreas mais acastanhadas, separada por zonas mais claras. Feito o zoom com a função adequada, focaram-se numa zona mais limitada, uma espécie de quadrilátero, aparentemente preso a uma área mais vasta, por uma cadeia mais elevada, que se estendia para a esquerda. Aquele cantinho mais à direita servir-lhes-ia de amostra, contudo. Sabiam que a sua capacidade da invisibilidade não iria perturbar o que quer que por lá se passasse, se é que se passava alguma coisa ou sequer se haveria vida. Limitar-se-iam a observar, nunca a estabelecer qualquer tipo de contacto. Esse ficaria, eventualmente, para mais tarde. Nem a alterar...

O presente do dia

Um saco de favas e um saco de ervilhas de quebrar. O que eu gosto disto! Nada deve passar de domingo ao almoço, desconfio...E a pessoa que quase se desculpou por não me oferecer as favas descascadas? É que fiquei mesmo chateada, nem imaginam quanto!

Um verdadeiro desafio é...

...ter um adolescente em casa. Falo da minha experiência, pois só tenho um. Mas às vezes invejo aqueles progenitores que tiveram e têm tido a coragem e as condições necessárias para procriar, educar, enfrentar (e outras coisas terminadas em -ar) mais do que um. A sério que invejo. Mas não vou por aí e dizer o porquê desta invejinha egoísta. Adiante... Todos os dias é necessária força mental para resistir às suas tentativas de suborno emocional. Eles sabem... ou melhor, o meu sabe como passar a perna à malta adulta cá de casa, menos à mãe que é teimosa como uma mula e mais ao pai que, às vezes, até é porreiro e o rapaz lá leva a dele avante. Ele estica a corda, ele alcança os limites que lhe impomos e gosta, como é natural, de fazer prevalecer as suas ideias e vontades. Nem sempre ganha, nem sempre ganhamos nós. Tem havido cedências de parte a parte. Considero que até à data temos tido sorte com a nossa cria, que é saudável a todos os níveis e tem ideias bem definidas sobre ce...

A vaca castanha - jogo apelativo para a malta jovem

http://radiocomercial.iol.pt/videos/6060/vaca-castanha-novo-jogo-bem-giro-para-jovens Ou isto ou uma carga de porrada pelas costas abaixo...também era capaz de doer...

Decisão familiar consensual

Se algum dia tivermos um cão, chamar-se-á "Miau". Decisão fácil de tomar. O pior é o resto... Adenda: O "Miau" vai ser um pug. Coitado...

"Onde é que tu vais com essas calças brancas?"

Ao que a interlocutora respondeu: "Calças brancas em Janeiro é sinal de pouco dinheiro." Tudo isto ouvido quando me cruzei, hoje de manhã, por duas amigas / vizinhas / conhecidas uma da outra (uma passeava o cão, a outra laureava a pevíde). Concluí eu então que em Abril, há dinheiro a vir. Não rima, mas é uma perspectiva optimista e espero que se concretize no caso da pessoa que vestia calças brancas. A sabedoria popular é infindável e os provérbios que releio no actual livrinho de mesinha de cabeceira (ainda Saramago) fazem-me sorrir amiúde. E o livro também. Que cómico é!

Teoria infantil

Tenho para mim que certos líderes de certos países tradicionalmente antagonistas, quando eram catraios, não brincaram o suficiente com os seus brinquedos de rapazinhos e pretendem fazê-lo agora, numa fase da vida, deles e das nossas, em que supostamente já são homenzinhos grandes, mas sem qualquer bom senso. Isto está feio!

Saramago é um brincalhão

A esta hora está algures a espreitar-me enquanto leio sobre a sua morte que prega partidas aos mortais humanos, a quem escreve cartas de pré-aviso e por quem se apaixona. Impossível não me recordar da morte de Woody Allen, que também jogava às cartas, mas de maneira mais ingénua.

Isto está mau, mesmo mau

Em termos de socialização digital, eu deixo muito a desejar. Senão vejamos: preciso que me mandem mensagens via telelé para saber que recebi mensagens no facebook , a que raramente acedo, pois passam-se semanas sem eu lá ir. Agora mesmo, quando lá fui, verifiquei que tenho mensagens e pedidos de pessoas conhecidas e até de pessoas que eu não conheço, ou de quem não me lembro, mas que sabem o meu nome - desde o verão passado. Tenho mesmo que melhorar a minha existência digital, senão um destes dias deixo de existir .

Deu-me para isto...já passa

A gotejar suor com sorriso nos olhos Dentes a brilhar e braços ondulantes Segura no seu passo estugado Cabelos longos esvoaçantes Nem o vento a demovia Toda ela dizia: "sim, e depois...?"

Até já tenho medo, só de pensar no que poderá acontecer

Depois de passarmos férias de verão a três durante os últimos quatro anos, por motivos que não me apetece aqui expôr, voltaremos este ano ao que tinha sido hábito durante oito ou nove anos anteriores ao quadriénio: férias a sete, quiçá a onze. Não sei se já não me arrependi de nos ter dado novamente esta hipótese.

E vocês, ainda se lembram?

Daquela bebedeira de caixão à cova, que vos envergonhou na altura e continua a envergonhar-vos, apesar de já conseguirem falar do momento com bastante distanciamento, temporal e não só? Possivelmente com algum filtro na memória, também... Surgiu esta lembrança quando a minha amiga afirmou peremptoriamente que a filha dela, menor de idade, bebe bebidas alcoólicas com demasiada frequência, juntamente com @s amig@s, a maior parte também menor de idade. E não ingerem cerveja, mas sim shots ou algo mais forte que lhes bata ainda mais depressa e os faça sentirem-se completamente a-normais. Questiono-me quando é que será a primeira do nosso jovem e em que circunstâncias.

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Enquanto leio, tenho a sensação de ser observadora invisível do dia-a-dia, do minuto-a-minuto, do pensamento-a-pensamento, daquelas pessoas que o autor parece conhecer tão bem. Parágrafos longuíssimos, maiores do que as composições que eu fazia na escola, numa letra pequena q.b. que me obriga a lê-la com os óculos postos. E ainda faltam pouco mais do que 100 páginas. Não prevejo o fim tão cedo.

E quando te convidam para um café...

... e tu, sem hesitar, dizes logo que sim, pois passa-te pela cabeça o pensamento (não-tão) absurdo de que poderá ser a última vez que estarás com essa pessoa. Isto chama-se o quê, afinal?

Notas

Imagem
Este fim-de-semana estive com notas de 50 e 100 dólares na mão. Ou seja, toquei literalmente nos falecidos Presidentes Abraham Lincoln e Ulysses Grant. Ainda tentámos fotocopiá-las, mas a máquina amuou e disse-nos que os originais tinham direitos de autor. Pronto, tá bem. Tirámos fotos ...                                                             O que é que, nos Estados Unidos, se consegue comprar com 50 e 100 dólares, leitor@s?

Pergunto-me

...se o Senhor Paul Auster, com a idade que tem, não tem mais nada que fazer do que escrever livros com 870 páginas. E o Senhor Jo Nesbø também deveria fazer mais pausas antes de a minha carteira ficar mais vazia. Isto tudo porque alguém cá de casa se recusou a ver e a ouvir um certo jogo em que ficou tudo na mesma, como a lesma, e desculpou-se com uma ida à Bertrand mais próxima. Precisamente naquele período de quase duas horas após o jantar. Que nervos!

Penúltima audição de piano

Talvez a melhor de todas, apesar da inexistente prática domiciliária. O pós-audição é sempre um momento de alívio, bem reflectido na sua postura física e expressão facial. É pena eu saber o que vai acontecer em Setembro e gostava muito de estar errada, quanto a esta sua decisão!

Eu também tenho muitos telhados de vidro...

...mas há situações que acho ridículas e nada abonatórias da e na parentalidade. E tenho olhos na cara e cabeça para pensar. Pergunto se há necessidade de modificar um carrinho de bebé e anexar um suporte de tablet / telemóvel (como aqueles que se colocam no tablier dum carro) para que a criança, que não tinha mais de ano e meio, pudesse visionar no ecrã o que quer que seja, enquanto passeia empurrada pelos pais? A sério!

Má, às vezes, e mandona

Confirma-se tudinho! Sou! E mesmo assim, ainda nos rimos juntos e aprendemos juntos e trabalhamos juntos e eu gosto muito deles e delas, apesar de muitos deles e delas não darem uma p'rá caixa na área que lhes tento ensinar. Pronto. Acabou-se a lamechice por hoje.