Mensagens

Isto está mau, mesmo mau

Em termos de socialização digital, eu deixo muito a desejar. Senão vejamos: preciso que me mandem mensagens via telelé para saber que recebi mensagens no facebook , a que raramente acedo, pois passam-se semanas sem eu lá ir. Agora mesmo, quando lá fui, verifiquei que tenho mensagens e pedidos de pessoas conhecidas e até de pessoas que eu não conheço, ou de quem não me lembro, mas que sabem o meu nome - desde o verão passado. Tenho mesmo que melhorar a minha existência digital, senão um destes dias deixo de existir .

Deu-me para isto...já passa

A gotejar suor com sorriso nos olhos Dentes a brilhar e braços ondulantes Segura no seu passo estugado Cabelos longos esvoaçantes Nem o vento a demovia Toda ela dizia: "sim, e depois...?"

Até já tenho medo, só de pensar no que poderá acontecer

Depois de passarmos férias de verão a três durante os últimos quatro anos, por motivos que não me apetece aqui expôr, voltaremos este ano ao que tinha sido hábito durante oito ou nove anos anteriores ao quadriénio: férias a sete, quiçá a onze. Não sei se já não me arrependi de nos ter dado novamente esta hipótese.

E vocês, ainda se lembram?

Daquela bebedeira de caixão à cova, que vos envergonhou na altura e continua a envergonhar-vos, apesar de já conseguirem falar do momento com bastante distanciamento, temporal e não só? Possivelmente com algum filtro na memória, também... Surgiu esta lembrança quando a minha amiga afirmou peremptoriamente que a filha dela, menor de idade, bebe bebidas alcoólicas com demasiada frequência, juntamente com @s amig@s, a maior parte também menor de idade. E não ingerem cerveja, mas sim shots ou algo mais forte que lhes bata ainda mais depressa e os faça sentirem-se completamente a-normais. Questiono-me quando é que será a primeira do nosso jovem e em que circunstâncias.

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Enquanto leio, tenho a sensação de ser observadora invisível do dia-a-dia, do minuto-a-minuto, do pensamento-a-pensamento, daquelas pessoas que o autor parece conhecer tão bem. Parágrafos longuíssimos, maiores do que as composições que eu fazia na escola, numa letra pequena q.b. que me obriga a lê-la com os óculos postos. E ainda faltam pouco mais do que 100 páginas. Não prevejo o fim tão cedo.

E quando te convidam para um café...

... e tu, sem hesitar, dizes logo que sim, pois passa-te pela cabeça o pensamento (não-tão) absurdo de que poderá ser a última vez que estarás com essa pessoa. Isto chama-se o quê, afinal?

Notas

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Este fim-de-semana estive com notas de 50 e 100 dólares na mão. Ou seja, toquei literalmente nos falecidos Presidentes Abraham Lincoln e Ulysses Grant. Ainda tentámos fotocopiá-las, mas a máquina amuou e disse-nos que os originais tinham direitos de autor. Pronto, tá bem. Tirámos fotos ...                                                             O que é que, nos Estados Unidos, se consegue comprar com 50 e 100 dólares, leitor@s?

Pergunto-me

...se o Senhor Paul Auster, com a idade que tem, não tem mais nada que fazer do que escrever livros com 870 páginas. E o Senhor Jo Nesbø também deveria fazer mais pausas antes de a minha carteira ficar mais vazia. Isto tudo porque alguém cá de casa se recusou a ver e a ouvir um certo jogo em que ficou tudo na mesma, como a lesma, e desculpou-se com uma ida à Bertrand mais próxima. Precisamente naquele período de quase duas horas após o jantar. Que nervos!

Penúltima audição de piano

Talvez a melhor de todas, apesar da inexistente prática domiciliária. O pós-audição é sempre um momento de alívio, bem reflectido na sua postura física e expressão facial. É pena eu saber o que vai acontecer em Setembro e gostava muito de estar errada, quanto a esta sua decisão!

Eu também tenho muitos telhados de vidro...

...mas há situações que acho ridículas e nada abonatórias da e na parentalidade. E tenho olhos na cara e cabeça para pensar. Pergunto se há necessidade de modificar um carrinho de bebé e anexar um suporte de tablet / telemóvel (como aqueles que se colocam no tablier dum carro) para que a criança, que não tinha mais de ano e meio, pudesse visionar no ecrã o que quer que seja, enquanto passeia empurrada pelos pais? A sério!

Má, às vezes, e mandona

Confirma-se tudinho! Sou! E mesmo assim, ainda nos rimos juntos e aprendemos juntos e trabalhamos juntos e eu gosto muito deles e delas, apesar de muitos deles e delas não darem uma p'rá caixa na área que lhes tento ensinar. Pronto. Acabou-se a lamechice por hoje.

Update da minha saúde

Tenho uma tendinite na parte superior - ombro do lado direito. E umas coisas esquisitas na mama direita. E na axila. Mas não digo o nome porque não é grave. Para já. E sofro de "efeito de bata branca", pelos vistos. Menos mal, podia ser pior...

A viúva negra

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Acabei há 3 dias de ler o livro que previa o que aconteceu ontem em Londres. O medo impera e não é fácil de superar. Ando agarradinha ao autor, salvo seja!

Manter o T

O título foi o que o rapaz de 15 anos cá de casa disse ontem, a rir-se, a propósito de algo que não referirei para já. Mais alguém conhece esta expressão? E se não conhecerem, conseguem adivinhar o seu significado? Cheguem-se à frente e especulem, sim?

Pura teimosia e desnecessidade

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Sim, não existe tal coisa (ERRATA: AFINAL EXISTE!), mas se outros inventam inverdades e factos alternativos, eu também posso dar azo à minha verborreia. São as únicas razões que me levam a não trocar de telemóvel pré-histórico para um semi-inútil smartphone . Enquanto isso não acontece, contento-me em alterar a música avisadora de mensagens para a seguinte bomba e esperar que o dito cujo aparelho não toque em momentos inapropriados:

Resumo do dia

Foi um péssimo dia, devido às condições meteorológicas. A Casa da Música, por dentro, não me impressionou nem um pouco. Talvez me faça falta assistir a um concerto na Sala Suggia que me faça mudar esta primeira impressão. Os miúdos portaram-se bem em contextos que fogem da sua rotina diária. A M. não parou um minuto de falar durante a viagem toda. Não se cansou de tal, mas sentiu muita sede. Não, não estou a exagerar quando digo que falou a viagem toda sem interrupções. Gostei de andar de barco e pensar que a bola de canhão foi expelida precisamente no momento em que eu toquei na água. Coincidência do caraças. E lá continuamos com um Inverno frio e chuvoso.

Post em directo da santa terrinha

A verdade é que tenho vindo cá, este ano, menos frequentemente do que em anos anteriores. Olho para novas caras que não conheço, mas possivelmente têm pais que ainda conheço de outros tempos. Vejo edifícios modernos a serem construídos e lembro-me de pensar que gostaria de ter uma casa para habitação ali, precisamente ali . Constatamos que o nosso filhote, com 15 anos, é cliente do mesmo barbeiro (ou é cabeleireiro?) há 14 anos. A minha escola secundária não é já a minha escola, de tão diferente que está com a sua cara lavada. O sabor das couves daqui continua diferente, para melhor, das couves lá de cima. A casa da minha recentemente falecida Avó será brevemente vendida, após uma refeição de confraternização, a realizar lá, entre os restantes elementos da família. O horário de trabalho começa às 8 da manhã enquanto que lá em cima o rodopio de trânsito acontece em função das 9 horas. E eu continuo emocionalmente dividida, sem saber muito bem se pertenço cá ou lá.

Almoço bem acompanhado

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Na mesa ao lado onde estava sentado o sósia deste jogador, que também é jogador: Com a diferença que o cabelo era mais claro e os olhos eram verdes. Um verdadeiro prazer só de olhar! E sim, fui descarada o suficiente para lhe perguntar se era o próprio, ao que ele declarou "Quem me dera!". Corei que nem um tomate!

Em 21 anos de profissão, nunca tal me tinha acontecido

Sem mais detalhes: um aluno pediu-me desculpa, por e-mail, por ter copiado no último teste, por um colega. E acrescentou que, se eu tivesse que castigar alguém, que o castigasse a ele, pois o colega não tem culpa nenhuma. Não há alunos assim! E poderia escrever muito mais sobre esta situação, que merece de minha parte uma resposta educada, e o aluno vai tê-la. Aqui, é que não quero nem devo partilhar mais nada. A não ser que a situação vai ficar para a História, a minha história.

O meu acompanhante

Acompanhou-me durante 24 horas consecutivas, bem contadinhas. Bem juntinho do meu corpo, da minha pele, do meu coração. Abraçou-me, enlaçou-me e avisou-me. Não me abandonou enquanto dormia, não fez birras, não se desligou de mim. E contudo, eu achei-o um grande incómodo! Amanhã devolvo-o a quem de direito!