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Antes da aventura final

Hoje vou ter esperança que onze jogadores se chamem todos "João Sem Medo", que sejam valentes, intrépidos, desafiadores e permanentemente optimistas, que nunca desanimem e que ultrapassem os monstros, as partidas, as artimanhas, os castelos feios e os palácios frios, do mesmo modo que tal personagem literária o fez durante as suas aventuras para lá do Muro. Que regressem a chorar, de alegria e histórias e emoções para contar.

Haja boa disposição

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...e criatividade:

Em andamento lento, mas está em andamento

Folk, parks, Guiness & Whiskey: parece que é desta ...

Ficção, ou talvez não

... - Viste a Dália a espreitar por trás da cortina branca? - perguntou o Alfredo. - Onde, raios? E ela viu-me, que achas? - retorquiu o Jorge - Acho que estava mais preocupado em colar a porcaria do cartaz sem ser visto pelos bufos. - Não sei se ela te viu, não sei se ela reparou que eras tu. Mas quando olhei para trás, ainda havia uma sombra atrás da cortina. - Ela é linda, não é? Aqueles olhos verdes levam-me à perdição quando me deito. Olha lá, soubeste do Manel dos Bois? Eles entraram-lhe casa adentro há duas noites. Parece que foi apanhado a colar os cartazes do direito à greve....shh!!! Cala-te!! Corre, pah, corre pela tua vida! ... Em Novembro de 1973, um destes dialogantes foi preso pela PSP de Lisboa , por colar "cartazes subversivos nas paredes". Está no auto de apreensão que me chegou hoje por e-mail . O seu original permanece na Torre do Tombo. Inconcebível, hoje em dia.

Mais um farolim partido

(e um gato morto na estrada) Há qualquer coisa no destino de certos gatos que os fazem atravessar a estrada mesmo à frente do MQT -  que trava brusca, repentina e mortalmente para o felino -  e, deste modo, contribuem para o aumento de vendas de farolins dianteiros. No espaço de cerca de um ano, é já o segundo farolim em duas viaturas diferentes.

Desabafo sobre a bola

Ainda bem que eu não percebo nada de futebol e de jogadas tácticas e estratégias a longo prazo!

IroKuMata

Recebi o título por sms ontem, tardiamente, como resposta a pergunta minha. Nem quis saber como raio se lembraram dum nome daqueles. É só mais uma prova que estão todos na idade da parvalheira!

Do futuro próximo

Parece que há alguém que quer correr e caminhar, ao som de música e animação, enquanto lhe projectam tinta ao longo do percurso. Eu já disse que a indumentária irá directa para o lixo. A ver quem ganha...

Os ratos abandonam o barco

De 1998, Julian Barnes, Inglaterra, Inglaterra : "...a Grã-Bretanha tinha outrora dominado grandes extensões da superfície do mundo, pintando-as de cor-de-rosa de pólo a pólo. À medida que os tempos foram passando, estas possessões imperiais separaram-se e estabeleceram-se como nações soberanas. E com toda a razão. Com que é que isso nos deixava agora? Com algo denominado Reino Unido, o qual, para ser honesto e encarando a realidade, não se mostrou à altura do seu adjectivo. Os seus membros estavam unidos do mesmo modo que os inquilinos que pagam renda aos mesmos proprietários estavam unidos. E toda a gente sabia que os contratos de aluguer podiam ser transformados em propriedade livre. (...) E a Inglaterra viria algum dia a perder a sua forte e singular individualidade estabelecida ao longo de tantos séculos se, apenas a título de exemplo, o País de Gales, a Escócia e a Irlanda do Norte decidissem pirar-se? Não na opinião de Jerry."

O Programa das festas

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Para quem não conhece ... E não são necessários guarda-chuvas!

Começaram as hostilidades de Julho, na cidade

Hoje, durante a silent party que certamente ainda decorre numa das ruas da cidade - cheia de pessoas com auscultadores a dançarem ao som das músicas que só elas ouvem, e daí os diferentes ritmos corporais - calhou cruzarmo-nos com uma amiga dos tempos de secundária, faculdade, namoro, início a dois sem filhos. Ela estava acompanhada pela filha e nós pelo nosso rapaz. Após dançarmos ao som silencioso do Macarena e do Apita o comboio , apresentámos os respectivos descendentes um ao outro e dissemos ao nosso quem era a outra mãe. A indiferença notória e o encolher de ombros, sorridente e bem-educado, fez-me lembrar como eu própria reagia quando os meus pais faziam questão de me levar a casa dos seus amigos, muito a contragosto meu, ou de me apresentar amigos de longa data que já se viam com pouca frequência. Apesar das diferenças geracionais, há momentos que irão sempre repetir-se.

Sinónimos peculiares

"...o suspeito terá desviado património..."; ..."Diogo Gaspar terá levado bens do Estado..." - ouvido durante o Primeiro Jornal da SIC. Qualquer arguido é considerado inocente até prova em contrário, mas tirar algo do sítio a que pertence, não sendo essa coisa sua e sem autorização d@ proprietári@, e expô-la no seu próprio domicílio, chama-se roubar . Assim me ensinaram os meus pais.

Tenho uma dúvida premente

Alguém conhecido partilhou algo no facebook e a respectiva notificação veio parar à minha inbox . Deixei lá uma pergunta-comentário... e até agora, nada, nenhuma resposta, nenhuma reacção. O que devo concluir desta indiferença, deste "olha, está a ignorar-me", alguém sabe? (Fará diferença acrescentar que esse "alguém conhecido" é o MQT?)

Às vezes é um sufoco tremendo

Tenho tantos medos que tenho medo de não deixar viver quem não tem medos e tem vida pela frente.

A vista por trás

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...que tanto me agrada:

Dos avanços lentos no que toca a planear

Cada vez mais me convenço que não fazer planos é o grande plano da minha vida. Para quê procurar informações sobre um certo sítio se, quando chego à fonte de informação, as perguntas são acerca de outro destino? Um ou outro satisfazer-me-á, certamente... Serão as galochas de Glastonbury necessárias? - pergunto...

Um balanço sumário da mudança

Dez meses após ter mudado de casa e de área de residência, dentro da mesma cidade, continuo a apreciar as pequenas grandes diferenças que tornam a estadia neste lado da cidade bastante mais agradável do que o local onde habitei durante dezassete anos. Há um sentimento de bairro aqui que nunca cheguei a sentir do outro lado. Justifico-o com a menor densidade demográfica desta zona e a maior distância aos chamados centros urbanos e zonas comerciais. E mesmo assim, continuo a sentir-me perto de tudo o que é básico e necessário numa cidade pequena em franco crescimento. E também mais perto da auto-estrada, via que uso há mais de vinte anos com frequência quinzenal.

O primeiro de muitos

Jantar de turma, totalmente combinado entre os participantes via chat de turma, em local da cidade afamado e apropriado a grupos grandes, com direito a animação musical pós-paparoca. De reter que nenhum deles tem mais de 14 e menos de 13 anos. Gostava de ter a capacidade da ubiquidade (sempre quis usar esta palavra cara aqui) invisível. Tendo em conta que estamos a atravessar as festas de S. João, e que em meia hora a pé se poem na Avenida, prevejo que a noite seja mais longa do que é habitualmente. E não só para os mais jovens.

Dos meus heróis literários

Destronei o Harry Hole do trono dos heróis policiais improváveis por quem eu poderia vir a ter um fraquinho. O actual chama-se Joona Linna e fiz batota, isto é, não li os livros por ordem cronológica de escrita e publicação, e por esta razão já sei o que lhe aconteceu na vida, porque é que ele dorme ao relento ou em estações de metro e porque é que ele acaba preso. Acho que me apetece ir passar férias à Suécia...

Maria Papoila

O Maria Papoila continua como no ano passado, refrescante e saboroso. Já o tempo não esteve tão convidativo, pois o vento levava tudo à frente.   Na esplanada estava-se bastante bem a observar o pessoal, que está cada vez mais gordo e cada vez mais desinibido, pareceu-me...