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A ignorância é uma benção.

O pior é quando se descobre que algo nos falta e não fazemos ideia onde poderá estar tal coisa nem como ou onde desapareceu. Os documentos do carro não estão no carro. Se não tiverem ficado no local onde este foi lavado, ontem, após o regresso de férias, significa que andámos descansadamente sem eles cerca de 5 ou 6 semanas, pelo menos. Santa ignorância que vai atrasar a minha vida por um dia, pois assim só poderei regressar à base na segunda de manhã!

O que não fiz nas férias

Não apanhei sol a mais em lado nenhum à custa de algumas manhãs e tardes bem soalheiras. Ai a televisão, a televisão... Não comi conquilhas. Talvez para o ano. Não dei grandes passeatas na praia. Mais um passo para o lado e era capaz de esbarrar em alguém, quiçá em gente conhecida e do Norte. Arre! Não bebi demais. No entanto, foi necessário, não por minha causa, adquirir mais 4 garrafas de tinto que a água daquela terra não satisfazia ninguém. Não me coibi de comer bolas de berlim e de lamber os dedos no fim. Não comi uma única sardinha, nem assada, nem cozida, nem estufada, nem o raio que a parta. Que caraças! Acho frustrante! Não atendi telefonemas de gente chata nem respondi a e-mails.  Não parabenizei o aniversariante no dia 21 de Agosto. Ele não se deve ter importado muito. Mas se for o caso, considera-te parabenizado...:P Não fiz uma única refeição no Chaminé . Com alguma pena, mas crise é crise! Não comi pão ao pequeno-almoço e não lhe senti a falta.  Não me ...

Eu já venho, sim?

Vou só ali abaixo celebrar a entrada no restrito e invejado clube etário dos "-entas". Volto daqui a quinze dias, mais hora, menos hora. Se até aqui foi sempre "ábrir", a partir de agora vai ser sempre a dar-lhe! Pudera, com tanto álcool na viatura...e uma das garrafas é só minha!

Banho em pelota

Nada como dar uma mangueirada numa criança, num dia quente de verão, para ficar contagiada pelo riso e alegria da mesma. Claro que é quase impossível o adulto não ficar encharcado. E sabe tudo tão bem! À pergunta inocente que me foi feita "Já brincaste muitas vezes com a mangueira?", tive que responder a verdade depois de 2 segundos a esforçar-me para não me rir. É tão bom ver a inocência desta malta!

Compra do dia

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São produzidas 80 000 bisnagas por ano, segundo o farmacêutico que me atendeu, após 3 tentativas de a comprar em supermercados.

A porra dos acentos

Se for detectada a ausência de algum nos meus escritos, não pensem que é erro meu. Não! É mesmo  porque essas teclas, e somente essas teclas, já foram apagadas sem deixar rasto!

Nervos em franja e ainda não eram 5 da tarde

Hoje deparei-me com uma amostra do que eu poderei vir a ser daqui a 40 anos. Medo, muito medo! Nem o meu petiz me deixou com um nervoso miudinho, inicialmente disfarçado de riso e lágrimas misturados, como a minha avó, a mesma acerca de quem aqui escrevi. Haja paciência!

Leitura actual, a horas indecentes

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É coisa para causar pesadelos e acordar sem saber onde estou:

Romantismo na montanha

As pedras quentes calcorreadas por pés enfiados em  botas de montanha usadas num passeio de quase duas horas, longas para ela, uma brincadeira para ele, contrastavam com a água límpida e gelada que lhes corria pelas mãos, ao refrescarem a cara debaixo dum calor seco, tórrido que lhes amolecia o espírito, mas não os membros.  Sabiam que a recompensa por este esforço físico estaria próxima. A lagoa verde acizentada, reflexo da verdura frondosa e rochas circundantes, situava-se uns bons metros sempre a subir do ponto onde se encontravam. Ainda teriam que penar mais um pouco, mas o sacrifício valeria a pena, pois esperava-os uma surpresa revigorante, ainda que gélida, como o são as águas de nascente. Após uns largos passos e metros a suarem as estopinhas, esbaforidos, sem fôlego, chegaram ao destino e descansaram: ambos de mãos nos quadris e tronco inclinado para a frente, a respirarem ruidosamente, bochechas reluzentes e coradas, mas a sorrirem um para o outro e não se importando...

O beijo

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Posts agendados

Irritam-me porque aparentemente aparecem como publicados, deixando-me curiosa e vai-se a ver ainda não estão lá. Que coisa! Chatos, pah!

Só mais uma, por ser colorida e condizer com o resto das cores

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Os quatro emocionantes

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Não são bem elefantes, mas um até mostra a tromba e o outro mostra o ...resto

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Vai apanhar pinhas!

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Isto podia ser muito bem um impropério disfarçado, mas é para ser lido literalmente, pois o nosso petiz, mais uma vez, fugiu de nós para ir para uma aldeia serrana a cerca de 25 quilómetros daqui, onde, até há poucos anos, existiam apenas nove habitantes durante a semana. Ai dele que regresse a casa, na sexta-feira, sem ter apanhado o saco das pinhas que lhe mandei! E que não se queixe das férias de verão, pois estão a ser bem ricas!

Dias 1, 2 e 3 duma assentada

O primeiro passou rápido. O segundo foi mais lento, mas também intenso, no Jardim Zoológico. O tempo cinzento e algo fresco, de manhã, ajudou à caminhada lenta por entre as jaulas e demais recantos do Jardim. A petiz, depois duma hora e tal a acompanhar-nos com cara de amuada, lá conseguiu convencer os respectivos progenitores a deixá-la ir no teleférico. Foi comigo e com o meu petiz, toda contente. Os pais também andaram, atrás de nós, borradinhos de medo. O irmão e o mais-que-tudo colocaram-se no meio, não fossem certos olhares maternais dispararem  sobre quem ia na dianteira. A tarde trouxe-me uma dor de costas terrível, atenuada com descanso na horizontal, num dos muitos bancos de cimento. O gelado também ajudou à boa disposição e nem na loja de "souvenirs" nos rendemos aos "Eu quero", " Eu gostaria", "Mãe, posso", "Pai posso". Arre que os filhos conseguem ser uma sarna do caneco!  O jantar e serão calmos no hotel ajudaram a renovar...

Golfinhos - 1, Elefantes e outros - 0

Seja no Zoomarine, seja no Zoo de Lisboa, sempre que assisto a um espectáculo com golfinhos, começo a lacrimejar. O mesmo acontece com o mais-que-tudo que tenta disfarçar a emoção. Mas a mim não me engana! Alguém sabe explicar porque é que dois adultos ficam emocionados com golfinhos, mas o mesmo não acontece quando observam elefantes?

Provincianos na cidade grande: ainda o dia um

Sim, porque Braga, apesar de ser grande, não é tão "Grande" nem caótica nem mete medo nem tem tantos graffitis. Acho eu. Mas adiante... A primeira caminhada, ainda no primeiro dia, ainda no Parque das Nações, foi dada antes e após a visita ao Oceanário, cuja saída, estrategicamente coincidente com uma loja de "souvenirs", foi o nosso primeiro teste: os quatro pais resistiram estoicamente aos ataques persistentes e insistentes das suas crias e não arredaram pé da resposta inicial. Afinal, não é não! A segunda caminhada foi dada após a entrada no hotel. Ala que já eram cinco da tarde e tínhamos o Metro para apanhar na direcção da Luz. Finalmente, eu e o meu filho iríamos entrar na GRANDE CATEDRAL! Sim, porque os outros cinco já não eram virgens no assunto. Não gostei deste passeio no Metro, estive sempre preocupada com a minha bolsa e com os miúdos. E se algum deles ficasse com o pé preso naquele ínfimo espacinho entre as portas e a plataforma? Nah, não invejo quem, i...

Os parolos foram à capital: dia um

Confirma-se que nenhum de nós, parolos campestres, gostaria de sobreviver em Lisboa e enfrentar diariamente resmas, hordas, magotes de gente mal encarada, que me perdoem os lisboetas que me lêem. Quase uma hora para percorrer meia dúzia de quilómetros entre o Parque das Nações - belo desde 1998, talvez ainda mais agora que tem menos gente - e o hotel testa a paciência de qualquer um. E não, não vimos acidentes ou qualquer outra coisa que o justificasse. O final de tarde e início de noite foram muito bem passados, bem rodeados por uma multidão de 35 462 indivíduos (sim, fixei o número exacto) e meia dúzia de espanhóis que se dignaram a visitar a Catedral (É LINDA!) e ver perder a sua equipa B num jogo a feijões. Di Maria, Coentrão e Mourinho muito aplaudidos! E sim, vimos o Eusébio a entregar a taça. A única péssima ideia do dia foi a de termos ido jantar ao Colombo, a seguir. Certamente, facilmente se conclui porque foi péssima. Momento stressante da noite, não fossemos perder um ou me...

Bola, peixes e outros animais

Aproximam-se três dias cansativos na capital lusa, planeados ao minuto e ao quilómetro. A ver vamos quem amua primeiro, se os três pequenos uns com os outros, se os quatro grandes por o resultado da bola não lhes ser favorável. E continuo a achar que Óbidos, ao domingo, deve ser um excelente local para almoçar.